EDUCAÇÃO DE SÃO PAULO: PIOR DO QUE TÁ FICA!
Desde 1997, quando o governo iniciou a reestruturação da rede, temos alertado que os ataques iriam se intensificar. No entanto, é comum ouvir, ainda hoje, que não dá pra nossa situação ficar pior.
Pois bem, as leis 1093, 1094 e 1097/09, precarizaram a situação e dividiram a categoria. Depois disso, o governo acabou com as prorrogações de licenças médicas.
Agora, quando todos os aprovados na provinha do ano passado, esperavam não ser obrigados a fazê-la, vêm a nova bomba.
Os editais de algumas Diretorias de Ensino para a atribuição de aulas de 2010, apontam que todos os categoria F, que utilizaram o tempo para compor os pontos na atribuição de 2009, deverão novamente fazê-la. Ou seja, o governo está descumprindo o que diz a lei 1093/09 , e dessa forma tenta impor que as provas dos anos seguintes, sejam optativas, apenas para o/a professor/a que atingir os pontos necessários, exclusivamente na prova). A resolução DRHU 56/2010, (texto na p. 3) não deixa clara essa determinação, de toda forma, Goldmann e Paulo Renato dizem que o tempo de trabalho do docente, é irrelevante, reafirmando a meritocracia e a avaliação como eixo da política educacional do governo.
Para os mais precarizados, Categorias L, O ou candidatos a contratação, a situação ainda é pior. Todos devem fazer a prova, independente do resultado do ano anterior, ou seja, mesmo que tenham acertado 50, 60, 70 questões, serão obrigados a, novamente, fazer a prova.
Paradoxalmente, não há professores suficientes na rede e o governo não investe na melhoria das condições da escola pública do Estado de São Paulo. Sem falar no absurdo de se pagar irrisórios R$ 6,84 por aula para PEB I e R$ 7,92 para PEB II.
Somente com nossa pressão é possível fazer o governo recuar.
Não Podemos nos enganar. Quando falamos de governo, pior do que está, é muito possível ficar.
Fonte: Contraponto– Outubro/ 2010 - Oposição Alternativa
"Atores somos todos nós, e cidadão não é aquele que vive em sociedade: é aquele que a transforma." Augusto Boal
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quarta-feira, 13 de outubro de 2010
segunda-feira, 12 de abril de 2010
Serra: "Conversar com professor?? Nem pensar!"
Fonte: www.vermelho.org.br
Greve dos professores: Serra pediu ajuda a Lula e rasgou acordo
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse neste sábado (10), no Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, que o pré-candidato do PSDB à presidência, José Serra, pediu sua ajuda quando ainda estava à frente do governo de São Paulo para debelar uma manifestação de professores grevistas, mas descumpriu o acordo. Serra teria se comprometido a receber pessoalmente os professores, mas mandou o secretário da Educação, Paulo Renato, como representante.
O pedido de ajuda ocorreu durante uma cerimônia de entrega de ambulâncias da qual ambos participaram em Tatuí, no interior paulista, em 25 de março. “Lá em Tatuí, fomos procurados pelo seu adversário que dizia para nós tentarmos ajudar na greve dos professores que iriam ao Palácio dos Bandeirantes em determinado dia”, disse Lula à pré-candidata do PT, Dilma Rousseff.
“Vim para cá, e o nosso querido companheiro Edinho (Silva, presidente do PT-SP) ligou para o governador Serra. Eu assumi o compromisso de conversar com a Apeoesp (sindicato que representa os professores estaduais)”, agregou Lula.
O presidente relatou ter conversado no mesmo dia durante o 2º Congresso da Mulher Metalúrgica, também no sindicato do ABC, com a presidente da Apeoesp, Maria Izabel Azevedo Noronha, a Bebel, e intermediado uma reunião entre os grevistas e o governador.
“Conversamos com a Bebel, o Edinho ligou para o Zé Serra — e eu havia dito para o Serra diretamente na conversa: ‘Serra, converse você diretamente com o sindicato. Não deixe o seu secretário da Educação conversar porque ele não conversava quando era ministro. Converse você, eles não querem muito e estão dispostos a fazer um acordo. Converse’”, afirmou o presidente.
Segundo Lula, Serra teria prometido ao presidente do PT paulista receber pessoalmente os professores. O iG apurou que o governador sugeriu a possibilidade de enviar o secretário da Casa Civil, Aloyzio Nunes Ferreira, já que a Apeoesp não aceitava negociar com Paulo Renato. “Cheguei aqui e o Edinho me comunicou: ‘Presidente, eu conversei com o Serra e ele vai conversar com os professores’”, disse Lula.
De acordo com Lula, Serra não teria cumprido o acordo. “Conclusão: eu fui embora tranquilo. Conversamos com a Bebel tranquilos de que o governador iria chamar os professores para conversar. Qual não foi minha surpresa quando no dia seguinte ele viajou, não conversou, e mandou um secretário seu conversar com os professores?”.
A assessoria de Serra, que poucas horas antes teve o nome lançado pelo PSDB em Brasília, foi procurada, mas não se manifestou. A repressão policial às manifestações dos professores foi explorada em vários discursos durante o encontro de Dilma com representantes da seis centrais sindicais, neste sábado. “Posso afirmar porque estive do lado de lá na eleição passada. O Serra não gosta de trabalhador”, disse o deputado Paulo Pereira da Silva, o Paulinho, presidente da Força Sindical e do PDT-SP.
Da Redação, com informações do Último Segundo
Greve dos professores: Serra pediu ajuda a Lula e rasgou acordo
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse neste sábado (10), no Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, que o pré-candidato do PSDB à presidência, José Serra, pediu sua ajuda quando ainda estava à frente do governo de São Paulo para debelar uma manifestação de professores grevistas, mas descumpriu o acordo. Serra teria se comprometido a receber pessoalmente os professores, mas mandou o secretário da Educação, Paulo Renato, como representante.
O pedido de ajuda ocorreu durante uma cerimônia de entrega de ambulâncias da qual ambos participaram em Tatuí, no interior paulista, em 25 de março. “Lá em Tatuí, fomos procurados pelo seu adversário que dizia para nós tentarmos ajudar na greve dos professores que iriam ao Palácio dos Bandeirantes em determinado dia”, disse Lula à pré-candidata do PT, Dilma Rousseff.
“Vim para cá, e o nosso querido companheiro Edinho (Silva, presidente do PT-SP) ligou para o governador Serra. Eu assumi o compromisso de conversar com a Apeoesp (sindicato que representa os professores estaduais)”, agregou Lula.
O presidente relatou ter conversado no mesmo dia durante o 2º Congresso da Mulher Metalúrgica, também no sindicato do ABC, com a presidente da Apeoesp, Maria Izabel Azevedo Noronha, a Bebel, e intermediado uma reunião entre os grevistas e o governador.
“Conversamos com a Bebel, o Edinho ligou para o Zé Serra — e eu havia dito para o Serra diretamente na conversa: ‘Serra, converse você diretamente com o sindicato. Não deixe o seu secretário da Educação conversar porque ele não conversava quando era ministro. Converse você, eles não querem muito e estão dispostos a fazer um acordo. Converse’”, afirmou o presidente.
Segundo Lula, Serra teria prometido ao presidente do PT paulista receber pessoalmente os professores. O iG apurou que o governador sugeriu a possibilidade de enviar o secretário da Casa Civil, Aloyzio Nunes Ferreira, já que a Apeoesp não aceitava negociar com Paulo Renato. “Cheguei aqui e o Edinho me comunicou: ‘Presidente, eu conversei com o Serra e ele vai conversar com os professores’”, disse Lula.
De acordo com Lula, Serra não teria cumprido o acordo. “Conclusão: eu fui embora tranquilo. Conversamos com a Bebel tranquilos de que o governador iria chamar os professores para conversar. Qual não foi minha surpresa quando no dia seguinte ele viajou, não conversou, e mandou um secretário seu conversar com os professores?”.
A assessoria de Serra, que poucas horas antes teve o nome lançado pelo PSDB em Brasília, foi procurada, mas não se manifestou. A repressão policial às manifestações dos professores foi explorada em vários discursos durante o encontro de Dilma com representantes da seis centrais sindicais, neste sábado. “Posso afirmar porque estive do lado de lá na eleição passada. O Serra não gosta de trabalhador”, disse o deputado Paulo Pereira da Silva, o Paulinho, presidente da Força Sindical e do PDT-SP.
Da Redação, com informações do Último Segundo
quinta-feira, 14 de janeiro de 2010
Ato dos professores nessa sexta, em São Paulo

Em minha opinião, a APEOESP deve manter como lutas principais, o direito do professor a ter faltas médicas, contra o plano de aumento para apenas 20%, excludente e impossível de se conseguir a curto prazo, pelo aumento real a todos os servidores da educação, fora o bônus pelo índice do SARESP.
Educador que não se cala.
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