Mostrando postagens com marcador ocupação. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador ocupação. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 21 de novembro de 2013

Movimento ELT de Santo André ocupou Secretaria de Cultura de Santo André c0m Ato Artístico

Fonte: http://diariosp.com.br/noticia/detalhe/60542/Ocupacao+teatral+para+dar+um+recado+real

18/11/2013 22:01

Ocupação teatral para dar um recado real

Alunos da Escola Livre de Teatro realizam manifestação e prefeito de Santo André é obrigado a 'ceder'  
Agência Bom Dia

 
Olivia Tesser/Ag. Bom Dia Alunos ocuparam de forma teatral e pacifica a Secretaria  
Alunos ocuparam de forma teatral e pacifica a Secretaria
 
POR: Loli Puertas
Especial para o BOM DIA

Cerca de 50 integrantes da ELT (Escola Livre de Teatro) de Santo André ocuparam de forma teatral e pacifica a Secretaria de Cultura da cidade, na manhã de segunda, onde permaneceram até ao final da tarde.

Com rosas brancas, música e muita animação mestres e aprendizes da escola conseguiram com a ação chamar a atenção da prefeitura. O prefeito Carlos Grana, que inclusive foi fotografado apoiando a causa da ELT, recebeu uma comissão de integrantes da escola, no final da tarde. Até o fechamento desta edição a reunião não tinha terminado.

O grupo da ELT não encontrando mais caminhos para o dialogo com a prefeitura, como havia sido prometido no inicio de outubro, e nem perspectivas sobre o futuro da escola e principalmente de seu projeto pedagógico, realizou a manifestação denominada por eles “ELT no Ocupação”.

De acordo com a aprendiz Monique Maritan, o ELT quer respostas. “Precisamos de respostas imediatas e efetivas. Em outubro mudaram a interlocutora. Ficamos animados, mas aí nada aconteceu. Apenas reuniões marcadas e desmarcadas, mas conversa mesmo não há”, fala a aprendiz.

Segundo os aprendizes desde que o novo governo assumiu, em janeiro deste ano, há dificuldades de diálogos tanto em relação a verba para o desenvolvimento de projetos quanto a manutenção das atividades atuais. 

“A interlocutora não conversa com o grupo, apenas com a CTP (Cooperativa Paulista de Teatro)”, declara Monique. A CTP é a organização que administra a verba repassada pela prefeitura ao ELT.

No final deste ano a licitação da CTP vence e a prefeitura já está preparando um novo edital de licitação da qual a CTP poderá concorrer novamente. “Queremos construir esse edital juntamente com a prefeitura. Não queremos que a ELT se torne num centro cultural de eventos. A ELT é um centro de formação teatral por excelência e tem um projeto pedagógico reconhecido em toda a América Latina”, diz o aprendiz Adriano Milan.

Com o ELT no Ocupação, os aprendizes buscam a continuidade da escola, tanto em termos materiais quanto de sua pedagogia que inspirou tantos outros projetos.

Impasse teve início quando ocorreu interrupção de aulas

O impasse entre prefeitura e alunos da ELT teve inicio quando as aulas diurnas foram interrompidas para a realização de uma vistoria técnica, e logo em seguida reabertas.

O laudo de vistoria técnica da prefeitura encontrou diversos problemas no Teatro Conchita de Moraes, na praça Rui Barbosa, em Santa Teresinha, onde funciona a ELT, como o processo contínuo de desabamento do forro e iluminação insuficiente nos locais de trabalho e problemas na instalação elétrica.

De acordo com a promotoria de Santo André, representada por Fábio Franchi, na primeira semana de dezembro há uma reunião marcada com o prefeito para decidir se a ELT vai para algum lugar durante as obras emergências.

A atual administração ainda culpa a gestão anterior por problemas na licitação que serviria para a adequação da parte elétrica e do telhado do Conchita.

quinta-feira, 25 de julho de 2013

Dolores e outros grupos ameaçados de perder a sede que recuperaram!

Abaixo-assinado pela continuidade das atividades no espaço do Dolores!

Para quem não sabe, estamos com um abaixo-assinado pela continuidade e ampliação das atividades do CDC Vento Leste - Cidade Patriarca. Queremos que o mesmo permaneça como espaço cultural-desportivo, assim como tem funcionado há mais de dez anos. E pedimos sua ajuda nessa empreitada!
Nós, do Dolores e dos demais grupos que ocupam o espaço, somos contra as investidas para mudança de uso do local ou fracionamento de seu terreno - que já foi fracionado para a construção de um posto de saúde e de uma escola municipal.

O CDC Patriarca é o único equipamento cultural-desportivo público da região, sendo autogerido pelos grupos ocupantes, com a realização de assembleias públicas quinzenais. É um espaço de lazer e aprendizado para todas as idades e que está se tornando referência em São Paulo.

Ali acontecem peças de teatro gratuitas frequentemente, como foi o caso das quatro temporadas d'A Saga do Menino Diamante - Uma ópera periférica, com média de público de 300 pessoas vindas de toda a cidade e até de outras localidades. Além das peças, acontecem shows, aulas de capoeira, campeonatos de futebol e basquete, oficinas de teatro e música, palestras, reuniões de recuperação para dependentes químicos, aulas de dança de salão para a terceira idade, entre outras atividades.
Em breve teremos também as oficinas de Permacultura (com início para 03 de agosto, num sábado) e Serralheria, além da pista de caminhada, que já está em processo de construção.
No segundo semestre realizaremos o II Festival de Teatro Mutirão e inauguraremos um jardim de esculturas para a comunidade.
Os grupos que ocupam o espaço são:
- Grupo Esquadrão Arte Capoeira;
- Grupo Amigos Para Sempre de Dança de Salão;
- Grupo Teatral Parlendas;
- Coletivo Teatral Albertina;
- Coletivo Teatral Dolores Boca Aberta;
- Comunidade Boliviana;
- Comunidade Paraguaia;
- Grupo de Recuperação para Dependentes Químicos;
- Banda Nhocuné Soul.
Para assinar, clique no link acima e acesse a página da Petição Pública, onde está hospedado nosso abaixo-assinado.
Assine e ajude a divulgar para o maior número de pessoas!

segunda-feira, 8 de julho de 2013

Resistência de espaço cultural: Espaço CITA VIVE!

Texto de Mara Esteves.

Este ano aconteceu na Praça do Campo Limpo a 8ª Edição do FESTCAL - Festival Nacional de Teatro de Campo Limpo e a 3ª Edição da Revirada Cultural da Resistência, uma entre várias ações culturais realizadas pela Trupe TrupeArtemanha De Investigação Teatral durante o ano.
A Trupe Artemanha, ocupa espaço onde já funcionou a antiga Subprefeitura do Campo Limpo em frente a mesma praça, tem contato permanente com a comunidade e possui uma relação de confiança e admiração por parte dos frequentadores da praça.
A Subprefeitura que apoia anualmente os eventos, contraditoriamente pede a saída do grupo para dar lugar a um CAPS.
O Espaço além de ser sede da Trupe Artemanha abriga outros coletivos culturais: Maracatu Ouro do Congo, Escola de Notícias, Sarau Do Binho, entre outros...

Bora assinar: Abaixo-Assinado: http://www.peticaopublica.com.br/PeticaoVer.aspx?pi=P2013N42289

Espaço CITA VIVE!




--
Trupe Artemanha de Investigação Teatral
CITA - Centro de Investigação Teatral Artemanha
Rua Haroldo de Azevedo, 20 - Campo Limpo
Praça do Campo Limpo - São Paulo-SP
artemanhatrupeartemanha.wordpress.com

(11) 998624821 (oi) / (11) 952687907 (tim) / (11) 5844-4116 (fixo)

sábado, 8 de junho de 2013

Edital de Residência Artística no Condomínio (São Paulo)

Residência no Condomínio
Rua Mundo Novo, 342 – Vila Anglo Brasileira
CEP 05028-030 Fone: 11 4303 4121
http://www.facebook.com/condominioculturalmundonovo
O CONDOMÍNIO CULTURAL abre inscrições, no período de 16 de maio a 14 de junho de
2013, para participação na Residência no Condomínio. Este programa irá selecionar até
06 (seis) artistas cuja prática esteja vinculada à pesquisa e à apropriação de espaços para
obras em site specific. Partindo da noção de apropriação do espaço como material poético,
a Residência no Condomínio quer incentivar a produção de obras em um ambiente específico:
o Condomínio Cultural e o bairro da Vila Anglo Brasileira. Ao longo da residência, o programa
combinará ações integrativas com provocadores especializados, artistas convidados,
workshops e debates, bem como promoverá dinâmicas de aproximação com os condôminos
do espaço e com o bairro.
O programa Residência no Condomínio ocorrerá por um período de 4 meses (de julho a
novembro de 2013), durante o qual os artistas participantes desenvolverão projetos artísticos
(conjuntos ou individuais), a serem apresentados ao público quando do término da residência
(em novembro de 2013).
Residência no Condomínio é um projeto realizado com o apoio do Governo do Estado de
São Paulo, Secretaria de Estado da Cultura - Programa de Ação Cultural – 2012, que, através
do edital nº18/2012 – Concurso de Apoio a Projetos de Produção de Espaços Independentes
Vinculados às Artes Visuais no Estado de São Paulo.
Sobre o Condomínio
O Instituto Cultural Mundo Novo – CONDOMÍNIO CULTURAL – funciona desde 2010 como
centro cultural colaborativo no bairro da Vila Anglo Brasileira. Sediado no antigo hospital e
maternidade São Marcos, o projeto vem revertendo o uso depreciativo do espaço ao longo
de 15 anos de abandono, transformando-o em um ambiente para que artistas desenvolvam
projetos e troquem experiências entre si e também com os moradores de seu entorno. O
projeto não conta com nenhuma verba advinda de instâncias públicas, sendo mantido financeiramente
através de doações de seus frequentadores.
Inscrição
Podem se inscrever artistas brasileiros ou estrangeiros residentes no país, com idade acima
de 18 anos. As inscrições deverão ser enviadas exclusivamente via e-mail, através do endereço
inscricao@condominiocultural.org.br
Todos os itens solicitados deverão constar em um único e-mail sob o assunto: “Inscrição
Residência no Condomínio”, e os anexos não deverão ultrapassar no total 10MB e deverão
estar em formato PDF.

A data limite para envio das inscrições é dia 14 de junho de 2013. Para ser avaliada, a inscrição
deverá incluir os seguintes itens:
- ficha de inscrição preenchida em todos os campos (disponível para download no link
http://condominiocultural.org.br/download/ficha_de_inscricao.docx)
- currículo (no máximo 2 laudas, contendo nome artístico, principais exposições, residências,
prêmios, etc.)
- portfólio, contendo imagens com legendas dos trabalhos e descrições quando forem necessárias.
Trabalhos em vídeo deverão estar disponíveis online e os links para assisti-los
poderão constar no portfólio.
É vedada a inscrição de qualquer funcionário, colaborador ou condômino vinculado ao Condomínio
Cultural.
Seleção
Serão selecionados até 06 (seis) artistas para participação na residência. A seleção será realizada
por uma comissão julgadora, composta por 5 membros do Condomínio Cultural e 2
especialistas convidados. Esse processo se dará em 2 etapas:
Primeira etapa:
- recebimento de material da inscrição por e-mail;
- avaliação do material enviado;
- convocação dos pré-selecionados será divulgada por e-mail e na fanpage do Condomínio
Cultural (http://www.facebook.com/condominioculturalmundonovo)
Segunda etapa:
- entrevista presencial com os pré-selecionados
O resultado final será publicado na fanpage do Condomínio Cultural (http://www.facebook.
com/condominioculturalmundonovo) e informado a todos os inscritos via e-mail. Após a divulgação
da lista, os selecionados terão o prazo de 5 dias úteis para assinar o contrato pessoalmente
no Condomínio Cultural (de 2ª a 6ª feira - das 10h às 18h). Não haverá possibilidade
de recurso contra a decisão da comissão julgadora. A inscrição do candidato implica a concordância
com os termos deste edital.
Cabe ao residente:
- participar dos encontros promovidos pelo projeto; durante 4 meses, 2 vezes por semana;
- disponibilizar registros, documentações e conteúdo para inserção no site do Condomínio

Cultural, blogs vinculados ao projeto, redes sociais e demais ferramentas de divulgação;
- ministrar um workshop relacionado à sua prática e/ou pesquisa desenvolvida no Condomínio
Cultural, aberto ao público, proposto no ato da inscrição (campo a ser preenchido na
ficha de inscrição);
- apresentar um trabalho no final da residência, que ficará exposto em mostra conjunta com
os demais residentes, no periodo de três semanas;
- colaborar com as atividades de formação de professores e monitores para a exposição final;
- disponibilizar os direitos de uso de imagem da obra para fins de divulgação ou publicações
vinculadas ao projeto.
Cabe ao programa de Residência:
- pagamento de auxílio mensal de R$ 450,00, totalizando R$ 1.800,00 ao final da residência;
- disponibilidade de uma sala de trabalho compartilhada (ateliê), acesso a todas as áreas
de uso comum como sala de reunião, cozinha, pátio externo e salas de ensaio (esta última
dependendo de agendamento prévio);
- promover encontros com artistas e especialistas da área a fim de fomentar a reflexão e a
produção dos residentes;
- promover encontros com artistas condôminos;
- promover saídas de reconhecimento do bairro e outros espaços associados ao Condomínio;
- dar assistência técnica e estrutural na produção dos trabalhos selecionados para exposição;
- realizar a produção da mostra final dos trabalhos desenvolvidos, bem como sua divulgação.
O Condomínio Cultural não arcará com nenhum tipo de despesas que envolvam alimentação,
estadia, seguro de saúde, ou qualquer outro tipo de gasto, cabendo aos artistas selecionados
se responsabilizarem por tais custos.
Residência no Condomínio
Rua Mundo Novo, 342 – Vila Anglo Brasileira
CEP 05028-030 Fone: 11 4303 4121
http://www.facebook.com/condominioculturalmundonovo

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Espaço de mobilizações políticas e artísticas

Mobilização do Mês de Setembro do Espaço-CITA

Domingo, 25 de Setembro à partir das 9:00



A Trupe Artemanha de Investigação Urbana convida para mais uma ação de permanência do Espaço-CITA, venham e colaborem com a construção coletiva deste espaço!!!



9:00 – 13:00 - Mutirão de Construção e Manutenção do Espaço – Alunos da Escola CITA e quem mais quiser chegar

13:00 – Almoço Coletivo

14:00 - 15:00 – Finalização do Mutirão

15:00 – Cortejo e Intervenção da Rede Livre Leste conforme flyer em anexo.

sábado, 30 de julho de 2011

Crítica de Zé Celso Martinez Correa ao movimento "MTC sem paciência"

Como apoiador da causa por políticas culturais dignas, publico aqui a opinião crítica do Zé Celso, diretor do grupo Oficina Uzyna Uzona, contra a burocratização do movimento e pela luta criativa.
Educador que não se cala

Fonte: http://blogdozecelso.wordpress.com/

Ontem nós do Oficina Uzyna Uzona interrompemos nosso ensaio e fomos prestar solidariedade aos que ocuparam a Funarte com o objetivo de lutar pelo descontingenciamento da verba do Ministério da Cultura, do corte absurdo em dois terços de seu Orçamento.

Antes de sair para este encontro li o Manifesto do Movimento e fiquei chocado pela linguagem burocrática, “cover”, papagaiando a revolução árabe no CHEGA, no PERDER A PACIÊNCIA.

Um documento que seqüestra a Cultura num texto muito mal escrito, e a faz prisioneira da linguagem política de analfabetice acadêmica, cheia de ressentimento, “indignação”, “intimações”, “exigências”, etc..

Eu já estou há mais de 50 anos habituado com a linguagem de uma paródia da Esquerda que chamo de “a nível de”, ou “cuecona”, mas essa era uma esquerda democrática. Oficina e Arena eram amigos, trocavam suas divergências em forma de criação.

Como sou solidário a movimentos sociais que façam com que os que estão no Poder nos “representando” ajam não pelas razões de Estado, mas pela coisa concreta que nomeia seu Poder, a Cultura, fui para lá mesmo assim. Com desejo, acho que até por obrigação profissional e social, de transmitir nossas divergências em torno de um texto que parecia que não iria “bater”, e atingir nosso objetivo comum.

Nós do Oficina, por sincronia da história, estamos encenando nossa posição, diante das posições atuais que castram a Cultura, através da encenação do “Manifesto Urbano Antropófago” de Oswald de Andrade, encenado em forma de Macumba mesmo, mandinga, pra obter o que queremos dar ao mundo: o renascimento do Bixiga através de uma Praça da Paixão Cultural Urbana – que chamamos de “Anhangabaú da Feliz Cidade” – fruto de nossa luta com o Grupo Vídeo Financeiro SS. Silvio Santos, bicho humano adorável, depois de 30 anos de Guerra, nos propõe trocar seus Terrenos no entorno Tombado do Teatro Oficina, por terras da União, ou outros Poderes Públicos, para erguermos a Universidade Antropófaga, o Teatro de Estádio e o Reflorestamento do BIXIGA.

Expressamos culturalmente nosso desejo de Arte Pública através da Arte do Teatro e da Feitiçaria da Macumba.

Mas óbvio que comeremos e seremos comidos por outros Manifestos, Movimentos que visem o reconhecimento do Valor até Econômico específico do da Arte Teatral.

Fomos à ocupação, pois somos Posseiros há 50 anos do Teatro Oficina, temos uma algo em comum, mas não concordamos em assinar o Manifesto nos termos que os ocupantes da Funarte formularam.

Mas, vi o que nunca esperava ver: O prédio ocupado por artistas estava fechado com ferrolhos medievais. Pirei?!

Entrei na sala onde se realizava uma Assembleia, e no que anunciaram minha entrada na Sala, não pude deixar de perguntar: PORQUE OS PORTÕES ESTÃO FECHADOS? NÃO ENTENDI.

Numa ocupação dos SEM TETO ou do MST é normal que tomem-se medidas severas de segurança afinal são pessoas que vão morar nos lugares que tomam, sejam prédios ou acampamentos.

Mas numa “Ocupação de Cultura”, no processo que vivemos de democratização concreta da democracia formal, as portas desta ocupação têm de estar abertas às Multidões. Mesmo aos que nem fazem Arte ou produzem profissionalmente o “Cultivo Cultural”.

Se a Polícia comparecer nesta manifestação consentida pelo Estado, seria a oportunidade de ter o apoio dos seres terrenos da Polícia ao Movimento Cultural.

A Cultura fazemos para todos, de todas as classes, idades, para nós mesmos. É enorme a responsabilidade que temos nós artistas de produzir, na batucada cambiante de ritmos da Vida, a criação de Novos Valores Comuns que são Infraestrutura em que tudo se baseia.

Esta simbiose Cultura e criação da Vida é embaçada por Religiões, Ideologias, visões partidárias que querem monopolizar a Interpretação da vida.

E temos de produzir nossa obra, nossos frutos, a partir da própria árvore que é nosso Corpo de Bichos Humanos Iguais, em antropofagia, miscigenação, com nossos semelhantes.

Na Arte do Teatro por exemplo buscamos conhecer o mundo tanto Social como Cósmico em nosso corpo, e decobrimos quanto fomos colonizados quando descobrimos nossas pulsões vitais. Então vamos espatifando camadas e camadas de Meascaras, Couraças, com que a “Sociedade Colonizadora de Espetáculos” nos civilizou.

E fazemos isso sempre juntos onde buscamos o desenvolvimento máximo do nosso Potencial Individual e Coletivo. Nessas buscas criamos a energia, o combustível, o axé que devolve a nós todos colonizados, nossa percepção de termos Poder Humano de Liberdade e Criação para agirmos desconstruindo os velhos sistemas para nascerem novos.

Percebemos, fomos nós bichos humanos que criamos Estado, Corporações, Partidos, Religiões, Ciências, Economias, Sistemas, e que cabe, a partir de nós mesmos e de nossa Arte, intervir no que foi criado mas que agora no momento, empata, congestiona, enfarta, o movimento natural de procriação viva da natureza e das máquinas que nos servem. Enfim o belo verso de Marx: as forças de produção através dos mortais reunidos, mudam as relações que emperram o fluxo das pulsões vivas.

Chegando a Funarte como diretor de, não sei contar, entre 30 a 50 atuadores presentes na peça que ensaiávamos, pedi licença para dar nossa contribuição e apoio, no meio da Assembleia que rolava pois tínhamos que voltar ao Oficina pra ensaiar naquela noite. Expliquei: estreamos dia 16 de agosto, aniversário dos 50 anos do Teatro Oficina, e estamos atrasados porque estamos ensaiando há seis meses, em virtude dos cortes públicos na Área da Cultura, sem um tostão.

Tive a sorte de fazer uma ponta numa novela da Globo, e minha idenização pela Tortura ter chegado. Com esse capital, e algum dinheirinho que pinga na Casa de Produção do Oficina Uzyna Uzona, vou juntamente com todos que tem alguma coisa no Tyazo = Grupo de Teatro, compartilhando dinheiro, comida, cama, e buscando o dinheiro que precisamos pra podermos fazer a festa que queremos fazer dia 16.

O que nos move é que estamos apaixonados por nossa criação, ela nos inspira até a criar estratégias de sobrevivência.

Abrimos nossa intervenção na Ocupacãp Funarte, cantamos a Ciranda “Tupy or Not Tupy”, do falecido grande artista gênio popular Surubim Feliciano da Paixão, inspirada na resposta “Tupy” de Oswald à questão que a Arte do Teatro levantou para a espécie humana: Ser ou não Ser.

Apesar de alguns resmungarem “aqui não é lugar de festa mas de trabalho”, a Maioria aderiu e Cirandou.

Mas eu me atrevi a fazer comentários sobre o Manifesto dos Ocupantes, que havia lido, como uma forma crítica e democrática de conseguirmos nos juntar num texto mais eficaz tanto para o público como para o Poder conceder o que pretendemos: a reposição do dinheiro devido à área Cultural, decisivo neste momento em que o Brasil cresce e precisa do espírito Criador, inventivo, para atravessar os desafios das mudanças maravilhosas do Fim do Império Americano.

Mas quando eu disse que nós da Cultura não éramos “trabalhadores”, que vão à uma fabrica construir um carro e receber um salário mas sim “Cultivadores da Cultura”, o Tabu “Trabalhador” trouxe o inconsciente colonizado do Imaginário e do Repertório dos Gestos Clássicos do Trabalhador do século 19, dos Braços Cruzados ameaçadores dos Facistas Romanos, expelido por uma energia de bomba atômica recalcada de Ódio.

Estávamos sendo expulsos por discordarmos do Manifesto Xerox de velhas palavras, escrito sem capricho Cultural Específico.

Letícia Coura tentou puxar o “Samba do Teatro Brasileiro”, de Tião Graúna, Arroz e Flávio Rangel, mas começava nossa expulsão aos berros das “PALAVRAS DE ORDEM”.

Sons massacrantes nos fizeram sair em fila de 1, como na prisão dos estudantes da UNE em Ibiúna na ditadura militar.

Senti a Causa preciosa do Desbloqueio do Orçamento do Ministério da Cultura capturada por uma Máfia, de um dos “Hate Groups” que hoje são moda na agonia da velha Ordem Patriarcal do Capital.

A Ocupação é Autofágica. Não entra o Povo, nem a Mídia. Está restrita a um Grupo Comandado. Em vez de tocar a Funarte, fazer o Espaço Cultural funcionar como sonhamos, estudando inteligente e poeticamente estratégias eficazes, novas, que toquem os ouvidos com a sedução irresistível da Arte, vi um bando de Escoteiros Cabaços, mais preocupados com o revezamento na Cozinha que com a Cozinha Cultural do Brasil Hoje.

Neste isolamento anti-Antropofágico, repito Autofágico, cultuam a crença numa Ideologia de Almanaque que confunde a Luta da Esquerda em São Paulo, com os grupos de Skin Heads e a TFP. Estão tomados de uma fobia, d’uma Oficinofobia que não difere em nada da Homofobia. Acreditam numa verdade única que veio enlatada com as palavras “CHEGA”, “PERDEMOS PACIÊNCIA”, “ESTAMOS INDIGNADOS”. Como se alguém conseguisse a proeza de criar, na ansiedade, na indignação, no ódio, na perda da Pá-Ciência.

Estão, o que vi ontem, cultuando o Fundamentalista do Ódio. Atuam como uma Gangue que tomou o Movimento Cultural como refém, para no futuro virarem deputados e entrarem nas Gangues do Poder Público.

A Impressão que tive foi a pior possível mas boto fé, que alguns corpos-almas, que lá estavam, tenham percebido este Show de Ódio que a presença do OficinaUzynaUzona trouxe à tona e transmutem este Ódio em Amor à Vida, à Cultura, à Criação, à Diversidade.

Esta ocupação em nome da Cultura tem de abrir suas portas para todos, pois Cultura é desejo e necessidade de qualquer ser humano. E ouvir os que não estão de acordo com a forma de Ocupação. A Cultura faz parte da Biodiversidade. Sua maior inspiração é a Liberdade, a Arte de desejar contracenar com seus Contrários, sem “PALAVRAS DE ORDEM”.

É impossível um artista, um criador, que tem de inventar estratégia, valores, soluções, submeter-se às “PALAVRAS DE ORDEM” de consciências enlatadas.

O Movimento Social Cultural é Político em si, é Poder Humano, Livre, não serve á nenhuma Religião, Ideologia, Partido.

A Cultura não pode ser instrumentalizada pelo que chamam inconscientemente de “Consciência Política”.

Maiakowiski pra mim representa toda a luta da humanidade pela liberdade da Arte. Com seus versos provava, na Revolução Russa, que tinham o mesmo, ou mais valor, que as fábricas.

Em plena época do fracasso das religiões, ideologias, de todos os ismos, inclusive do capitalismo, temos a oportunidade extraordinária de ir ao encontro da ECONOMIA VERDE que, uma vez superados os Obstáculos dos Tabus Coloniais da era Industrial, chegará tão veloz quanto a Internet. Neste instante a Cultura é Ouro e existe contra ela um preconceito, percebi ontem, maior que o Racismo, a Homofobia. É preciso urgentemente que a partir de nossa criação lutemos para proclamar a Independência da Cultura, e o reconhecimento de seu Poder Incomensurável.

Escrevi nas eleições presidenciais um texto de apoio a Presidente Dilma Roussef, mesmo sentindo que na época ela como Caetano Veloso, não percebiam a importância no Governo Lula, do Ministério da Cultura potencializado em seu Orçamento pela primeira vez na História do Brasil e germinando uma Primavera Cultural para explodir no ano de 2011.

Sinto que nós, Artistas, podemos fazer ver à Presidente Dilma Roussef a importância do Orçamento do Ministério da Cultura, de que tanto nos orgulhamos na gestão Lula, Gil, Juca, para sua estratégia MARAVILHOSA DE ERRADICAÇÃO DA POBREZA NO BRASIL.

Sem criatividade, invenção, espírito científico e artístico, este objetivo não terá pulsão das multidões para acontecer.

O Entusiasmo do povo brasileiro pelo futebol, pelo carnaval, pela criação da cultura que produz é o PRÉ-SAL do FIM DA POBREZA DE CORPO E DE ESPÍRITO.

Desde 1968, foram os índios que nos ensinaram, a ocupação é uma forma de democracia direta legítima, sou inteiramente a favor, mas que não seja feita dentro de um cárcere.

Libertemos a Cultura das suas Prisões.

A dos Odiadores na Prisão Funarte.

A dos cofres do Ministério da Fazenda.

José Celso Martinez Corrêa

Sampã, 29 de julho de 2011

terça-feira, 26 de julho de 2011

OCUPAÇÃO DA FUNARTE - SP!!! Cultura já!!!

PERDEMOS A PACIÊNCIA!


OS TRABALHADORES DA CULTURA OCUPARAM ONTEM A SEDE DA FUNARTE EM SÃO PAULO!


A ASSEMBLÉIA É PERMANENTE!
NOSSA PRESSÃO SOBRE OS GOVERNANTES EXIGE POLÍTICAS PÚBLICAS ESTRUTURANTES PARA A CULTURA E
O FIM DA TRANSFERÊNCIA DE DINHEIRO PÚBLICO PARA A INICIATIVA PRIVADA (LEI ROUANET)


HOJE NA FUNARTE, ALAMEDA NOTHMANN 1058 - 20h


COMPAREÇA AO GRANDE DEBATE SOBRE POLÍTICAS PÚBLICAS PARA A CULTURA!


Cultura Já!!
www.culturaja.com

domingo, 20 de junho de 2010

Na FFC-UNESP/Marí lia: polícia entra no campus para provocar estudantes da ocupação

Visite o blog: http://ocupaunespma rilia2010. blogspot. com/



Na última quinta-feira o Comando de Ocupação do Prédio da Direção da FFC-UNESP/Marí lia empreendeu uma reunião de negociação com a Diretora da FFC, Mariângela S. L. Fujita, e com toda a burocracia acadêmica (professoras/ es e diretores administrativos e chefes de seção) da qual ela faz parte. Nesta reunião, as/os estudantes conquistaram parte do que reivindicavam: a abertura imediata do RU à noite, com trabalhadoras/ es concursadas/ os. Quer dizer, barramos a terceirização.

À noite, em Assembléia Geral, a proposta foi aprovada por consenso. Contudo, saliente-se, deliberamos por permanecer ocupadas/os por três motivos fundamentais: primeiro, nossas demandas não se reduzem à não terceirização do Restaurante Universitário, pois vão no sentido de lutar contra um projeto privatista dos governos, seja federal ou estadual e, mesmo, contra as orientações do Banco Mundial e do FMI. Segundo, exigimos uma reunião de negociação com o Reitor da UNESP, Herman C. J. Voorwald bem como uma Congregação aberta que delibere nossa pauta de reivindicações. Terceiro: havíamos convocado um Conselho de Entidades Estudantis da UNESP-FATEC para Marília, juntamente com o convite as entidades de trabalhadoras/ es e estudantes da UNESP, USP e UNICAMP.

Na sexta-feira pela manhã a Direção recuou e retirou a proposta. Diante disto, e sabendo tanto da política dos Governos e das Reitorias em dialogar por meio dos cacetetes; o Comando de ocupação optou pelo imediato levantamento de barricadas, deixando claro que lutaríamos com nosso sangue se preciso contra a terceirização e privatização da universidade. Fomos criticadas/os pelas/os ilustres professoras/ es estalinistas. Fomos criticados pela burocracia do SINTUNESP. Fomos criticadas/os pelas/os estudantes de direita sob a pecha de insanidade.

Embora diante das barricadas a Direção tenha colocado, por meio de uma comissão de negociação de professoras/ es, que não estava no horizonte a entrada da polícia no campus para reprimir as/os estudantes; eis que hoje, segunda-feira, dia 14 de junho de 2010, duas viaturas adentraram o campus. Desceram até a frente das barricadas e perguntaram “quem era o responsável”; em uníssono ouviram das/os estudantes presentes “a Assembléia Geral das/os Estudantes”. Posicionaram- se então em frente ao Prédio ocupado e, mediante a atuação de algumas/uns professoras/ es, retiraram-se do campus.

Concomitantemente, estudantes passavam nas salas para convocar os três setores à resistir aos brucutus do Estado. Cerca de 150 pessoas, entre trabalhadoras/ es, estudantes e docentes aglutinaram- se. Após a saída da polícia as/os trabalhadoras/ es iniciaram uma Assembléia da categoria que ainda não teve fim. Do mesmo modo procederam as/os docentes. Ambas as categorias estavam em uma plenária do campus, fechada ao movimento estudantil, convocada pela direção para nos isolar e, assim, quebrar a espinha dorsal da resistência à terceirização.

As políticas de todos os governos, das reitorias e das direções, bem como da patronal, tem sido reprimir aquelas/es que se colocam em luta. Vimos a Reitoria da UNESP expulsando estudantes da UNESP-Franca, sindicando estudantes em Araraquara, Marília, P. Prudente; vimos professoras/ es da UNESP-Registro que denunciavam a corrupção da burocracia acadêmica sendo ameaçadas/os de mortes; vimos trabalhadoras/ es batalhando contra a polícia em suas manifestações e greves; a Tropa de Choque reprimindo a ocupação estudantil da UNESP-Araraquara em 2007; vimos diretores de sindicatos sendo demitidos ilegalmente, como é o caso de Brandão do SINTUSP e de Didi do sindicato dos bancários.

Embora isto, explicitamos que o Comando de Ocupação reafirma sua disposição em resistir com pedras, paus, molotovs, bombas de cloro, rojões e tudo que pudermos lançar mão. Não negociamos com a faca do pescoço. Não retrocedemos frente às provocações da polícia. Não nos intimidam os músculos das/os militares. Somos a maioria. Defendemos os interesses da maior parte da população, pobre e explorada pelas/os patroas e patrões e pelos governos; não estamos ao lado das camarilhas de banqueiras/os burocratas, que rouba-nos o fruto do suor.

Do mesmo modo, reafirmamos a posição do CEEUF-Marília: nos colocamos em aliança às/aos trabalhadoras/ es da UNESP, USP e UNICAMP, bem como seus interesses, diante dos ataques do capital internacional, bem como de seus prepostos e marionetes em todos os governos. Que o CRUESP retroceda imediatamente. Que a Reitoria da USP devolva neste preciso momento o salário que está a roubar das/os trabalhadoras/ es em greve. Salientamos mais uma vez que somos a maioria, e não uma qualquer: somos aquelas/es dispostas/os a defender até o fim o que acredita.



Marília, 14 de junho de 2010, Sala ocupada da Direção



Comando de Ocupação

segunda-feira, 14 de junho de 2010

Carta do Movimento Estudantil da UNESP-FATEC ao governador e aos reitores das Univ. Públicas


Ocupações em 2008.

Ocupações em 2010:
ALERTA AO GOVERNO DO ESTADO, AO CRUESP E, EM PARTICULAR, AO REITOR JOÃO GRANDINO RODAS!!!


Desde o dia 05 de Maio os trabalhadores da USP encontram-se em greve, seguida da adesão de trabalhadores da UNESP e UNICAMP pela defesa da isonomia salarial. Neste momento, o reitor da Universidade de São Paulo cumpre sua ameaça e ataca o direito de greve dos trabalhadores dessa universidade ao deixar mais de 1000 trabalhadores e suas famílias sem salário.

A ocupação da reitoria da USP representa nesse momento a indignação dos estudantes da UNESP-FATEC que vem tornar público não somente seu apoio e solidariedade a esta luta.Tendo isto em vista, deixamos claro que o ataque aos trabalhadores das três universidades públicas paulistas é também um ataque aos estudantes da UNESP-FATEC. Diante do cerceamento do direito de greve não permaneceremos calados e apáticos.

Sendo assim os estudantes reunidos no Conselho de Entidades Estudantis da UNESP-FATEC, ocorrido na ocupação da direção da UNESP – campus de Marília, querem deixar um recado bem claro aos nossos reitores: caso não sejam reabertas negociações tendo em vista o re-estabelecimento da isonomia e sejam efetuados os pagamentos referentes aos salários cortados nas universidades até o dia 16/06, intensificaremos o processo de mobilização em todo estado com onda de ocupações, piquetes, barricadas, cortes de ruas e cortes de rodovias, ou outros métodos que possamos achar mais convenientes e eficazes.

ABERTURA DE NEGOCIAÇÕES!

REESTABELECIMENTO DA ISONOMIA SALARIAL!

ABAIXO O CORTE DE SALÁRIOS!

EM DEFESA DO DIREITO DE GREVE!



Gratos pela atenção,

Conselho de Entidades Estudantis da UNESP-FATEC,

Marília, 13 de Maio de 2010

terça-feira, 8 de junho de 2010

USP, UNESP, FATEC e UNICAMP:"Na luta professor, funcionário e estudante!

REITOR DA UNESP






O governo, as reitorias e as diretorias querem destruir a educação pública e cassar os direitos das/os trabalhadores. Contra isto, as/os estudantes da UNESP-Marília ocuparam, dia 31/05, o Prédio da Direção.
Veja mais no blog
http://ocupaunespma rilia2010. blogspot. com/

Mobilizações não param nas gestões seguidas do PSDB, que têm, ao longo de anos, precarizado cada vez mais a qualidade do ensino público estadual, do Ensino Fundamental ao Ensino Superior e de Pós Graduação e das condições de trabalho, além de direitos básico dos servidores.
Só a luta, como fazem os trabalhadores e estudantes da USP e Unesp podem transformar alguma coisa. Total apoio a esses movimentos e toda luta contra o Serra e PSDB/DEM!
Educador que não se cala.

Segue postagem do blog do cappacete, sobre ocupação da USP:

Reitoria da USP ocupada

Carlos Arthur França/R7
Reitoria da USP ocupada

Há cerca de um ano a PM de José Serra invadia a USP, coisa que não se via desde os tempos da Ditadura. Aliás, o campus Butantã jamais tinha sido invadido. As relações entre trabalhadores/estudantes e reitorias lacaias do PSDB tem sido tensas nesses últimos dez anos. O que temos visto na última década é precarização das instalações da USP, endurecimento das relações entre reitores e comunidade universitária, e a presença constante da PM no campus. Com o novo reitor, parece as coisas se deterioraram de vez, Rodas age como um ditador, não respeita sequer a constituição, rejeita o diálogo. É muito sério o que está acontecendo na USP, parece um problema local, mas a questão é mais complexa. A atitude de Rodas mostra o ânimo da nova direita paulista e brasileira, o reitor de Serra é da mesma mentalidade dos signatários do instituto Millenium, está ligado a um tipo de gente que quer tomar o poder no país. O ofensiva suja da mídia, vista nos últimos dias, mostra o caráter desse grupo social. Eles querem o poder, e farão de tudo para consegui-lo. Na USP, eles tem o poder, e podemos conferir como eles agem. Ainda vem mais violência por aí.


R7

Grevistas da USP fazem assembleia
dentro de prédio ocupado da reitoria

Os funcionários em greve da USP (Universidade de São Paulo) irão realizar, a partir das 11h30 desta terça-feira (8), uma assembleia dentro da reitoria ocupada, no campus Butantã, na zona oeste de São Paulo. Janelas foram quebradas por manifestantes com marretas e pés de cabra. Cerca de 40 pessoas permanecem no local, invadindo o edifício.

A ação foi tomada como protesto contra os cortes salariais aunciados pelo reitor, João Grandino Rodas, que ordenou que os diretores cortassem o pagamento todos os grevistas. Segundo o Sintusp (SIndicato dos Trabalhadores da USP), cerca de mil funcionários tiveram o ponto reduzido.

Como ocorreu

Enquanto uma assembleia era realizada na entrada principal da reitoria, às 10h, um grupo de estudantes entrou pela parte de trás do edifício e chegou à garagem, de onde ocorreu a ocupação. O ex-diretor do Sintusp Claudionor Brandão participou do ato. Ele afirmou que a ocupação ocorre devido às punições contra os funcionários, o que inclui o corte de salário.

- Isso não é vandalismo, perto do que a reitoria já fez [com os trabalhadores].

O R7 já havia noticiado, na semana retrasada, que o salário dos funcionários grevistas havia sido cortado. Uma parte dos diretores do Sintusp está ocupando a reitoria, neste momento, enquanto outros funcionários estão do lado de fora, descontentes pela invasão não haver sido aprovada por assembleia.

Histórico

Nesta terça-feira (8), a greve já chega no seu 35º dia. A última reunião entre o Sintusp e os representantes da reitoria terminou sem acordo, no último dia 2. Os funcionários reivindicam aumento salarial de 16%, mais R$ 200, e a volta da igualdade de salários entre professores e os demais funcionários.

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

Multishow mostra fábrica paulista ocupada!

Companheiros(as)

Como sabem, a Flaskô (fábrica ocupada pelos trabalhadores em Sumaré, região de Campinas) segue a luta e realizará um Seminário no próximo dia 28/11. Para mais informações sobre isso, podem entrar em contato respondendo este email.

Mas amanhã, 20/11 (Sexta-Feira feriado), no canal Multishow (TV a cabo), às 23:00 será exibido um programa (Conexões Urbanas) sobre a Flaskô.

No link abaixo vocês podem assistir ao vídeo da chamada que tem sido exibida nos intervalos do Multishow:
http://www.youtube.com/watch?v=9pUnsHQohPA

Como já devem imaginar, as lutas autênticas dos trabalhadores não têm espaço na mídia controlada pelo grande capital. Portanto, quando conseguimos cavar um espaço, por menor que seja - e mesmo sendo num horário difícil e em canal fechado - devemos buscar utilizar ao máximo.

Por isso pedimos não só que assistam, mas que divulguem para suas listas de e-mail, orkut, twitter, etc., para que possamos ampliar o alcance da voz dos trabalhadores da Flaskô.

Conexões Urbanas
Canal Multishow
Sexta, 20/11
23h

HORÁRIOS ALTERNATIVOS:

Sábado, 21/11
14h15

Domingo, 22/11
8h30

Seunda, 23/11
13h

Terça, 24/11
16h

Quarta, 25/11
5h30

Saudações de luta!
Caio Dezorzi

Fonte: www.marxismo.org.br