"Atores somos todos nós, e cidadão não é aquele que vive em sociedade: é aquele que a transforma." Augusto Boal
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quinta-feira, 4 de junho de 2015
Trabalhadores da Cultura: “Não mexe comigo, que eu não ando só!” Manifesto da RBTR
MANIFESTO
Rede Brasileira de Teatro de Rua – Sorocaba/SP – 17 de Maio de 2015
SOMOS articuladores e articuladoras da Rede Brasileira de Teatro de Rua. Já há oito anos ouvimos, dialogamos, aguardamos, lutamos, rebatemos, sentamos, exigimos desse governo ações concretas e de fato efetivas pela arte pública e pela cultura do nosso país. Agora, o diálogo é única oferta já que o orçamento vergonhosamente vêm sumindo aos nossos olhos, ano a ano. Sentimos que o sim ao diálogo deixou de ser possibilidade de transformação para tornar-se um estado de legitimação de uma falsa democracia, de uma falsa participação, de um falso programa de cultura que nunca houve.
Cansamos! Não da luta, cansamos desse tipo de política da migalha. Não vemos sentido em sentar e dialogar com um ministro ou secretário, se as conversas sempre esbarram na falta de verba. Por quais ralos escoam nosso dinheiro? No pagamento dos juros? No setor de marketing das empresas? Nos gastos com militarização? Nas poucas famílias que controlam a mídia? Nos megaeventos? Nas empreiteiras e sua especulação imobiliária? Nos bancos? Nesse discurso que se diz popular, democrático e participativo, nunca antes na história desse país, as instituições privadas lucraram tanto.
“Não mexe comigo, que eu não ando só!” E por isso, fortalecemos a nossa luta, engrossando esse caldo com os professores, com os movimentos de moradia, com os movimentos pela saúde pública, com as pautas pela desmilitarização da polícia, com o movimento indígena, com as mães de maio, com o movimento contra o genocídio nas periferias, com as pautas de descriminalização da maconha, com os quilombolas, com os povos da floresta, com o movimento LGBT, com as culturas populares, com os movimentos feministas, com o movimento negro, com as periferias, com os trabalhadores e trabalhadoras de todo país.
Não há como produzir pensamentos, pautas, programas e leis mais elaboradas para a cultura do que as já construídas nesses últimos anos. Sabemos o que queremos. Já fizemos inúmeras cartas, documentos, reuniões. O que é necessário para o fomento efetivo dos trabalhadores e trabalhadoras de cultura desse país, já está documentado há muito tempo. Resta pôr em prática.
O dinheiro e energia das caravanas, das conferências e das reuniões, pra nós torna-se agora um desperdício, um falso processo, uma falácia. Estamos reunidos, estamos conversando, continuamos nos organizando, mas agora seremos claros e diretos.
Edital não é política pública. Exigimos:
‐ os editais transformados em leis com dotação orçamentária própria, com comissões eleitas pela sociedade civil.
‐ a criação da LEI PRÊMIO TEATRO BRASILEIRO, nessas condições.
‐ a criação da LEI PRÊMIO PARA AS ARTES PÚBLICAS, nessas condições.
‐ a mínima fatia do orçamento de 2% em nível federal, 1,5% em nível estadual e 1% em nível municipal (PEC 150)
‐ o fim da renúncia fiscal, da Lei Rouanet e de seu simulacro, o Pro-cultura.
No sentido de viabilizar essas pautas, estamos prontos. Unimo‐nos a diferentes frentes de luta porque entendemos que o projeto maior é de uma sociedade que seja de fato pública e igualitária nas condições de sobrevivência de todos os seres humanos. Não faremos figuração em eventos do governo, nem demonstraremos apoio a um governo que não cumpre suas promessas, tampouco aceitaremos nada menos que o mínimo produzido por nossa categoria em oito anos de muita militância e pensamento conjunto.
(...)
Sem mais.
E com os nossos, cada vez mais...
Rede Brasileira de Teatro de Rua – Sorocaba/SP – 17 de Maio de 2015
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sexta-feira, 28 de novembro de 2014
Lino Rojas: 9ª Mostra de Teatro de Rua!! de 03 a 7 de dezembro, em São Paulo.
Colado de: http://mtrsaopaulo.blogspot.com.br/2014/11/9-mostra-de-teatro-de-rua-lino-rojas.html
9ª Mostra de Teatro de Rua Lino Rojas acontece entre os dias 3 e 7 de dezembro
Acontece entre os dias 3 e 7 de dezembro, de quarta a domingo, a 9ª Mostra de Teatro de Rua Lino Rojas, que reúne 13 grupos em apresentações no Centro, Zona Leste e Zona Norte de São Paulo. Todas as vertentes do teatro popular de rua são contempladas no evento, garantindo muito humor, música, circo-teatro e diversão. Os espetáculos ocorrem sempre em lugares públicos, privilegiando os transeuntes.
Vários grupos da capital e grande São Paulo estão na programação ao lado de outros vindos de Presidente Prudente, Icapuí (CE) e Natal (RN). A mostra se caracteriza, desde a primeira edição, por envolver os grupos reforçando sua identidade e profissionalismo, além de oferecer uma programação diversificada e contribuir com a difusão do fazer teatral em espaços públicos abertos, propondo que a rua deixe de ser um mero corredor de passagem e se torne um espaço de troca, decorrente das práticas artísticas.
No dia 3, apresentam-se, na Praça do Patriarca (Centro), os grupos paulistanos Núcleo Pavanelli e Trupe Lona Preta. No dia 4, também na Praça do Patriarca, as atrações são Buraco d’Oráculo, Cia. Teatro dos Ventos, Pombas Urbanas eDolores Boca Aberta Mecatrônica de Teatro. Já no dia 5, acontece o Encontro do Movimento de Teatro de Rua e apresentação do grupo Jongo dos Guaianás, no CDC Vento Leste (ZL). Dois locais da Zona Leste recebem a Mostra no dia 6: Praça do Casarão/Estação Via Mara, com Teatro Popular União e Olho Vivo, e Arsenal da Esperança, com Núcleo Teatral Filhos da Dita. Fechando a programação, no dia 7, temCervantes do Brasil e Bando La Trupe no Jardim Julieta (Zona Norte), e os grupos Rosas dos Ventos e Mamulengo Rasga Estrada no Centro Cultural Arte em Construção (Zona Leste).
A Mostra de Teatro de Rua Lino Rojas faz parte do calendário do teatro de rua do Estado de São Paulo, além de integrar também o roteiro nacional. Sua importância é crucial para o público, a cidade, o Estado e o País, atingindo centenas de pessoas que interrompem suas trajetórias cotidianas para os assistirem os espetáculos.
Outro aspecto fundamental para a Mostra é a mobilização, a organização dos artistas de rua que fazem do evento um momento de encontro, troca de experiências, discussão de agendas políticas para o segmento e propostas de intercâmbios. Além disso, aproxima artistas e grupos de outros movimentos convidados. Para o Movimento de Teatro de Rua, a Lino Rojas é um dos maiores exemplos do chamado “direito à cidade”. Sendo realizada com verbas públicas, mas pela sociedade Civil organizada, a Mostra dá voz a um segmento cultural antes marginalizado, promove a celebração da arte em espaços públicos e privilegia uma produção popular e engajada.
Sobre o MTR/SP
O Movimento de Teatro de Rua de São Paulo, desde 2002, agrega diferentes grupos e companhias, pensadores e afins que defendem a existência de políticas públicas permanentes para garantir a continuidade de pesquisa, produção e circulação do teatro de rua. O Movimento propõe ações reflexivas em âmbito nacional e regional sobre a relação do teatro de rua com as cidades, defendendo o espaço público aberto como local de criação, expressão e encontro. O MTR-SP busca um novo significado para esses, dando-lhes vida por meio da arte, retirando as pessoas, ainda que por alguns momentos, do ritmo urbano acelerado e lhes permitindo a distração, o riso, o sonho e a crítica; coisas que a arte propicia.
Os seminários e encontros programados, anualmente, buscam unir e reunir os fazedores de teatro, principalmente grupos ligados à arte popular. Os participantes são convidados a refletir e trocar experiências sobre seu ofício, priorizando temas sobre a prática do teatro de rua, em seus diversos aspectos e contextos (histórico, social, técnico, estético, organizacional, modos de produção e políticas públicas).
PROGRAMAÇÃO - 9ª Mostra de Teatro de Rua Lino Rojas
3 de dezembro – quarta-feira
Local: Praça do Patriarca. Centro
14h30 horas - Núcleo Pavanelli (São Paulo/SP)
Espetáculo: Dia de Benedito - Se fugir o bicho pega, se ficar o mundo come
Sinopse: Na festa de São Benedito um homem sai do interior com sua família e vai pra cidade grande em busca de vida melhor. Ao tentar se matar, o homem é abordado por Lúcifer que lhe propõe repassar fatos de sua vida para depois decidires qual a melhor escolha: ir para o inferno ou continuar na mesma vida na qual mal conseguem sobreviver com sua família. Entre as histórias de sua mulher e seus filhos, o público testemunha a resistência brincante da cultura popular paulista e o estranhamento das mazelas do cotidiano.
Ficha técnica
Criação: Núcleo Pavanelli
Texto final: Calixto de Inhamuns
Atores e músicos: Beatriz Barros, Jéssica Duran, Lucas Branco, Marcelo Molina, Mizael Alves, Otávio Correia, Sabrina Motta e Tiago Cintra.
Direção: Marcos Pavanelli
Assistente de direção e dramaturgia: Simone Brites Pavanelli
Direção musical: Charles Raszl
Assistente de direção musical: Mizael Alves e Otávio Correia
Percussão: Luiz Bastos
Danças brasileiras: Karla Magalhães
Figurinos e adereços: Marcio Rodrigues e Cleydson Catarina
Assistente de figurinos e adereços: Beatriz Barros
Produção: Cristiane Accica e Simone Brites Pavanelli
Duração: 60 min. Classificação: livre.
16h – Cia. Teatro dos Ventos (Osasco/SP)
Espetáculo: A Via Nada Sacra da Revolução
Sinopse: A partir de colagem de cenas e canções revolucionárias o grupo constrói uma narrativa poética acerca de processos revolucionários do século XX. Para isso, lança mão de cenas de peças montadas anteriormente pelo grupo, como Preço do Feijão, Máquinas Paradas (ambas peças de rua) e Maikovski - a Voz da Revolução (para espaços não convencionais), além de canções revolucionárias, como “Bella Ciao” e “Comandante Che”. A Via Nada Sacra da Revolução é um espetáculo onde lírico e épico dialogam para potencializar uma mensagem de luta e transformação.
Ficha técnica
Texto e direção: Luiz Carlos Checchia
Elenco: Camila Costa Melo, Iohann Iori Thiago, Fernanda Mendes e Paulo Gonçalves.
Produção: Luiz Carlos Checchia e Camila Costa Melo
Duração: 60 min. Classificação: livre.
17h30 - Trupe Lona Preta (São Paulo/SP)
Espetáculo: O Concerto da Lona Preta
Sinopse: O Concerto da Lona Preta é um espetáculo inspirado na tradição circense e em músicas que fazem parte do imaginário popular. Cinco músicos, ou melhor, cinco palhaços tentam de forma divertida executar um concerto musical com um amplo e variado repertorio, que abrange arranjos musicais concernentes às manifestações populares, eruditas e popularescas.
Ficha técnica
Direção: Sergio Carozzi
Elenco: Alexandre Matos, Elias Costa, Joel Carozzi, Sergio Carozzi e Wellington Bernado.
Produção: Henrique Alonso
Duração: 60 min. Classificação: livre
18h30 - Batucada
Celebração musical de abertura da 9ª Mostra entre todos os grupos do MTR (Movimento de Teatro de Rua)
4 de dezembro – quinta-feira
Local: Praça do Patriarca. Centro
14 horas - Buraco d’Oráculo (São Paulo/SP)
Espetáculo: O Cuzcuz Fedegoso
Sinopse: Dona Maria do Cuscuz vende seus quitutes nas ruas. Entre as guloseimas está o cuscuz feito com fedegoso, um matinho cheiroso. Como não encontra comprador, oferece o tal cuscuz a um pedinte, que ao se deliciar com a iguaria, finge passar mal para não ter de pagar. Desesperada dona Maria pede ajuda a Mãezinha do Quixadá, uma raizeira que vende ervas medicinais. A raizeira, então, lança mão de toda sua charlatanice para identificar a suposta doença do pedinte, de forma que possa arrebanhar mais fregueses para seus miraculosos produtos. Fica armada uma grande confusão, que só acaba com a presença dos guardas de plantão, que chegam para estabelecer a ordem e os bons costumes.
Ficha técnica
Direção: Elizete Gomes
Texto: Edson Paulo
Elenco: Edson Paulo, Lu Coelho, Humberto Teixeira, Thiago Thalles e Nataly de Oliveira (atriz convidada).
Preparação corporal: Elizete Gomes
Preparação e arranjos musicais: Rafa da Rabeca
Cenotécnico: Romison Paulo
Cênario e adereços: Romison Paulo e Buraco d`Oráculo
Figurinos: Buraco d’Oráculo
Duração: 60 min. Classificação: livre.
17 horas - Pombas Urbanas (São Paulo/SP)
Espetáculo: Era Uma Vez Um Rei
Sinopse: Um grupo de mendigos se encontra no final de tarde na cidade. Com latas, plásticos e papelões eles “criam” o espaço onde vivem, descansam e fazem festas. De suas relações nasce uma brincadeira na qual, a cada semana, um deles será rei, depois presidente e em seguida, ditador. O jogo humano e imaginativo se torna intenso e esses mendigos saem da realidade em que vivem para representar as relações de poder da mesma sociedade que os marginaliza.
Ficha técnica
Texto: Oscar Castro
Direção: Juliana Flory
Elenco: Adriano Mauriz, Marcelo Palmares, Paulo Carvalho, Cinthia Arruda, Juliana Flory, Marcos Kaju, Ricardo Big e Natali Santos.
Cenógrafo: Alexandre Souza
Figurinista: Carlos Alberto Gardim
Direção musical: Giovanni di Ganzá
Duração: 60 min. Classificação: livre.
18h30 - Dolores Boca Aberta Mecatrônica de Teatro (São Paulo/SP)
Espetáculo: Rolezinho Político Carnavalesco
Sinopse: Foi durante a brincadeira de carnaval que surgiu, em meio à folia, a vontade de acrescentar espécies de evoluções teatrais ao folguedo de rua. O cortejo político-cênico-carnavalesco simula a firme decisão da população periférica em derrubar o Rei Momo de seu trono. Tudo isso, em meio a muito sexo, fartura e festa. Assim, a sátira operária do “trabalho” ilustra a batalha entre o Capetalismo e a Santa Preguiça, padroeira dos vagabundos, acompanhada pela potente sonoridade da batucada do Dolores.
Ficha técnica
Elenco: Bruno Orlando, Cristiano Carvalho, Cristina Assunção, Dirce Ane, Elaine Mineiro, Erika Viana, Glória Orlando, Karina Martins, Letícia Carvalho, Luciano Carvalho, Luís Mora, Maria Aparecida, Mariana Moura, Tati Matos, Tiago Mine, Tita Reis e Xandi Gonça.
Mestre de bateria: Tita Reis
Máscaras: Tiago Mine
Coordenação de figurino: Erika Viana
Coordenação de produção: Tati Matos
Coordenação de documentação (foto/vídeo): Xandi Gonça e Luís Mora
Produção gráfica: Mariana Moura.
Duração: 60 min. Classificação: livre.
5 de dezembro – sexta-feira
Local: CDC Vento Leste
Rua Frederico Brotero, n° 60. Patriarca. Zona Leste
Das 11h às 20h - Encontro do MTR (Movimento de Teatro de Rua)
20 horas - Jongo dos Guaianás (São Paulo/SP)
Sinopse: Há 10 anos, o grupo de educadores, festeiros e batuqueiros de Guaianases criaram a roda Jongo dos Guaianá, inspirada no Jongo do Tamandaré, de Guaratinguetá (interior paulista), que promove esta manifestação da cultura popular há mais de 100 anos, contando e cantando a história dos negros e das negras escravizados. Tombado como Patrimônio Cultural Brasileiro, o Jongo chama as pessoas presentes para entrar na roda, cantar e dançar ao som dos batuques do tambu e do candongueiro.
Integrantes: Monici Gomes, Monica Gomes, Pedro Rafael,Clodoaldo Rocha, Ana Paula Cordeiro, Renato Abana, Patricia Alves, Tita Reis e Gloria Orlando.
Duração: 60 min. Classificação: livre
6 de dezembro – sábado
Local: Praça do Casarão / Vila Mara – Zona Leste
Ao lado da estação de trem Vila Mara/Jardim Helena
17 horas - Teatro Popular União e Olho Vivo - TUOV (São Paulo/SP)
Espetáculo: A Cobra Vai Fumar - Uma estória da FEB
Sinopse: A partir de relatos de ex-pracinhas da Força Expedicionária Brasileira, que combateram na Itália na Segunda Guerra Mundial (1944-1945), o espetáculo conta, em fragmentos, um “passado presente”, como se a memória teimasse em esquecer e também lembrar.
Ficha técnica
Texto e direção: César Vieira (Idibal Pivetta)
Elenco: Ana Lucia Silva, Césinha Pivetta, Cícero Almeida, Camila Morelli, Daniele Andrade, Edir Evaristo da Silva, Isaias Cardoso, Luiza Maia, Michelle Gabriolli, Neriney Moreira, Osmar Azevedo, Oswaldo Ribeiro, Rafinha Werblowsky e Thiago Nogueira.
Assistente de direção: Oswaldo Ribeiro
Figurino, cenário e fotografia: Graciela Rodriguez
Acompanhantes: Pedro Inovador e Talita Ferreira
Duração: 60 min. Classificação: livre
6 de dezembro – sábado
Local: Arsenal da Esperança – Zona Leste
R. Dr. Almeida Lima, 900 – Brás
20 horas: Núcleo Teatral Filhos da Dita (São Paulo/SP)
Espetáculo: A Guerra
Sinopse: Três soldados partem para a guerra e, no caminho, esquecem quem é o inimigo. A partir dessa constatação, o espetáculo apresenta cenas que revelam o absurdo de guerras invisíveis vividas cotidianamente. Num campo de batalha que se transforma constantemente, atrizes e atores representam diversos personagens e situações que se inter-relacionam, trazendo à tona um mundo onde a “espetacularização” da violência, impulsionada pelo desejo de poder, ganância e interesses privados, aliena e desumaniza o homem, separando-o da vida.
Ficha técnica
Autor: Oscar Castro (Teatro Aleph)
Direção: Marcelo Palmares e Paulo Carvalho Jr.
Elenco: Cláudio Pavão, Ellen Rio Branco, Marcelo Nobre, Luara Sanches, Rafael Pantoja e Thabata Letícia.
Co-direção de sonoplastia: Giovanni Di ganzá
Trilha sonora: Filhos da Dita
Concepção de iluminação: Filhos da Dita e Aurea Karpor
Cenário e figurino: Filhos da Dita
Duração: 60 min. Classificação: livre
7 de dezembro – domingo
Local: Praça Carlos Kozeritz. Jardim Julieta. Zona Norte
11 horas - Cervantes do Brasil (Icapuí/CE) e Bando La Trupe(Natal/RN)
Espetáculo: Trecos e Trecos
Sinopse: Trecos e Trecos é uma ação de arte pública de rua, composta por um repertório de breves espetáculos (“trecos”), que são apresentados, normalmente, ao longo de um dia de ocupação de espaços público (praças, ruas, feiras, parques). Entre os espetáculos, acontecem rodas de conversas com temas levantados na hora entre os artistas e espectadores.
Ficha técnica
Elenco: Junio Santos (Cuscuz) e Filippo Rodrigo - Popó
Duração: 60 min. / Classificação: livre
7 de dezembro – domingo
Local: Centro Cultural Arte em Construção – Zona Leste
Av. dos Metalúrgicos 2.100. Cidade Tiradentes
11 horas: Grupo Rosa dos Ventos (Presidente Prudente/SP)
Espetáculo: Saltimbembe Mambembancos
Sinopse: Saltimbembe Mambembancos é uma festa popular na qual palhaços se apresentam como artistas saltimbancos, formando uma roda para exibir suas habilidades. As técnicas de malabarismo, acrobacias de solo e perna de pau são mostradas sem formalidades, acompanhadas por música ao vivo. O espetáculo brincante representa a essência da linguagem desenvolvida pelo Rosa dos Ventos, com interpretação livre de artistas cômicos populares e verborrágicos, improvisadores por opção, influenciados pelo teatro, circo, palhaço de circos e principalmente pelos artistas de rua.
Ficha técnica
Texto e direção Grupo Rosa dos Ventos
Elenco: Fernando Ávila (Dez pras Sete), Gabriel Mungo (Beterraba), Luiz Paulo Valente (Tiuria), Robson Toma (Nicochina) e Tiago Munhoz (Custipíl de Pinoti).
Música original e sonoplastia: Robson Toma
Cenário: Deva Bhakta e Grupo Rosa dos Ventos
Duração: 60 min. Classificação: livre
16 horas - Mamulengo Rasga Estrada (Presidente Prudente/SP)
Espetáculo: O Sumiço boi Pintadinho
Sinopse: O espetáculo conta a história do sumiço do boi Pintadinho, fato que causa mil confusões com personagens clássicos do mamulengo e faze com que Simão passe por apuros para recuperá-lo. Com linguagem popular a história é narrada de maneira leve e solta, com trocadilhos, escatologias e pitadas de críticas sociais. Quitérina, Coroné João Redondo, a cobra e até o Cão dos Inferno vão aparecer para ajudar Simão a entrar e sair das enrascadas criadas por ele próprio.
Ficha técnica
Autor: Mamulengo Rasga Estrada
Música original e sonoplastia: Robson Toma
Bonequeiro: Felipe Fernandes de Barros
Manipulação: Felipe Barros e Camila Peral
Duração: 60 min. Classificação: livre
segunda-feira, 15 de setembro de 2014
Perseguição político-financeira a Festival de Teatro mais antigo do Brasil: FESTA 56
Os três textos que publicamos sobre o que está acontecendo em Santos ...
1
Manifesto do Festival Santista de Teatro 02/09/2014
Em resposta ao posicionamento da administração municipal veiculado nos meios de comunicação do dia 1º de setembro, nós do Movimento Teatral da Baixada Santista, realizadores do FESTA, tornamos publicas as contradições explícitas no processo de realização deste festival.
O FESTA (Festival Santista de Teatro) - festival de teatro mais antigo do país, criado em 1958 por Patricia Galvão e historicamente realizado pelo Movimento Teatral - enfrenta uma serie de dificuldades para realizar sua edição neste ano, por conta da administração municipal. No dia 25 de agosto, fomos informados pelo senhor Secretário de Cultura que a verba do orçamento da Secretaria destinada ao Festival foi direcionada ao pagamento de outros eventos, tais como Festa Inverno e tendas de verão, restando ao FESTA apenas 4 mil reais (acompanhado de um pedido para não se levar a público tal situação).
Somado a isso, tínhamos uma emenda parlamentar do deputado Estadual Luciano Batista encaminhado à realização do FESTA 56 (processo este todo documentado), cuja verba foi redirecionada - sem conhecimento do Movimento – para realização de um outro evento da própria Secretaria.
Após mobilização da classe artística, mediante tais fatos, nos foi oferecida, há 2 semanas da realização do Festival a quantia de 50 mil reais. No entanto, já não havia mais tempo hábil para prosseguir com o cronograma planejado (pela inviabilização logística da produção).
Nós, Movimento Teatral, nos vimos obrigados a redesenhar o formato do FESTA 56, sem deixar de levar à público o descaso com o qual esta administração vem tratando a cultura de um modo mais amplo.
Podemos citar:
- o atraso constante no pagamento dos professores da Escola de Artes Cênicas Wilson Geraldo e de grande parte dos funcionários da Secretaria de Cultura;
a não publicação do Edital FACULT em 2013;
a ausência de um Coordenador do segmento teatral no quadro da secretaria;
o Curta Santos, que enfrenta situação similar ao FESTA, com 50 mil reais subtraído de seu orçamento;
o processo obscuro dentro do Conselho Municipal de Cultura para a regulamentação das Oss;
a falta de uma política cultural concreta.
Não podemos admitir que a realização de um Festival de tantos anos seja negligenciada. Ficamos indignados com o pronunciamento mentiroso do senhor Secretário de Cultura, em rede social que, mesmo estando antecipadamente ciente da posição do Movimento apresentada nesta carta, declarou que o Festa seria realizado com aporte financeiro da Prefeitura e omitiu todo o contexto aqui apresentado.
O dinheiro não compra a legitimidade da arte pública!
Assumiremos o caráter de resistência cultural.
O FESTA não morrerá!
Movimento Teatral da Baixada Santista.
2
COMUNICADO DO MOVIMENTO TEATRAL DA BAIXADA SANTISTA 10/09/2014
Nós, do Movimento Teatral da Baixada Santista, vimos a público reafirmar as questões colocadas no Manifesto publicado em 2 de setembro, tratando da ausência de políticas culturais na cidade e os equívocos no processo da realização do FESTA 56 por parte da Secretaria Municipal de Cultura de Santos, e também esclarecer publicamente novas colocações inverídicas do jornalista e atual secretário de Cultura de Santos, Raul Christiano.
Em relação à questão da emenda parlamentar do Deputado Luciano Batista destinada ao FESTA 56, o Sr. Secretário de Cultura afirmou publicamente que a mesma nunca existiu e que tudo não passou de um “mal entendido” do Movimento Teatral, por considerar uma emenda do FESTES (Festival de Teatro de Estudantes de Santos) como se fosse do FESTA.Conforme comprova a documentação em anexo, o Secretário não só tinha ciência da existência de uma emenda para o FESTA como também da existência de outra, esta sim destinada ao FESTES. Portanto, verifica-se a existência de DUAS emendas diferentes, sendo uma para cada Festival, ambas destinadas à Secretaria de Cultura de Santos, conforme publicado no jornal informativo do deputado.
Em relação à emenda da deputada Telma de Souza, há 3 anos a mesma é destinada a Mostra Regional do FESTA chamada MOTIM, realizada em diversas cidades da região, com o conhecimento da Secretaria de Cultura.
O Secretário também falta com a verdade quando afirma que 50 mil reais era o valor planejado e informado à organização do Festival. Isto não corresponde com a realidade dos fatos: a partir de uma reunião no começo do ano com o Prefeito, contando com a presença do Secretário de Cultura, foi acordado que a Prefeitura faria um aumento progressivo da verba destinada ao Festival, sendo o valor de 70 mil reais o acertado para este ano. No entanto, em reunião efetuada no dia 25/08 o Secretário afirmou que não haveria aumento na verba como ainda o valor disponível para o FESTA 56 era de apenas 4 mil reais (já que todo o restante do valor destinado para o FESTA pela SECULT fora utilizado para o pagamento de gastos com eventos da Secretaria de Cultura). Diante das alegações por parte do Movimento de que os prazos para a realização do Festival estavam se esgotando, o Secretário se comprometeu a resolver a situação no mesmo dia, pedindo para que não se publicizasse este imbróglio com os recursos da Prefeitura destinados ao FESTA. Nos dias seguintes, não tivemos nenhum retorno do Secretário. Foi somente no dia 29/08, após movimentação da classe artística e a necessidade de cancelamento dos compromissos em torno do FESTA 56, que obtivemos alguma resposta do Secretário. Neste processo, identificamos que o problema vai além de questões orçamentárias. O problema não é dinheiro. É um problema de gestão. É um olhar limítrofe para com a cultura. É falta de respeito.
Estes pontos acima citados são apenas alguns aspectos do histórico de uma gestão mal conduzida, frágil e mal intencionada. Talvez o Secretário de Cultura desconheça as diretrizes de sua Pasta no plano de governo, onde consta o compromisso de “garantir a todos o pleno exercício dos direitos culturais e o acesso democrático às fontes de cultura, assim como apoiar e incentivar a valorização e a difusão de suas manifestações, com prioridade para as diretamente ligadas à história de Santos, à sua comunidade e aos seus bens”.
Por fim, retomamos os pontos do Manifesto de 2 de setembro que continuam sem resposta:
- o atraso constante no pagamento dos professores da Escola de Artes Cênicas Wilson Geraldo e de grande parte dos funcionários da Secretaria de Cultura;
-a não publicação do Edital FACULT (Concurso de Apoio a Projetos Culturais Independentes) em 2013;
-a ausência de um coordenador para o segmento teatral no quadro da Secretaria;
-o Curta Santos, que enfrentou situação similar ao FESTA;
-o processo obscuro dentro do Conselho Municipal de Cultura para a regulamentação das OSs (Organização Social);
-a falta de uma política cultural concreta.
Diante do silêncio do Secretário de Cultura Raul Christiano em relação a estas questões, seguimos no aguardo de um posicionamento por parte da Prefeitura.
O dinheiro não compra a legitimidade da arte pública!
Assumiremos o caráter de resistência cultural.
O FESTA não morrerá!
Movimento Teatral da Baixada Santista
3
INTENÇÃO POLÍTICA SIM, MAS NÃO PARTIDÁRIA.
Não somos filiados e nem fazemos campanha para partidos políticos. Somos sim, a favor de políticas públicas nas áreas da Cultura, Educação e tantas outras. Mas especificamente da Cultura porque é a área onde atuamos. Estaremos sempre dispostos a lutar por aquilo que acreditamos e apoiar quem realmente queira fazer um trabalho sério dentro da pasta. Queremos politicas públicas reais e não oba oba de turista que está de passagem pelo cargo de Secretário e que não possui o mínimo de conhecimento em gestão cultural. A Cultura de Santos rejeita esse tipo de político, que é jogado de um lado para outro dentro do próprio partido, sem a menor competência administrativa ou conhecimento da pasta que ocupa ou ocupará.
Somos profissionais e somos independentes! O FESTA – Festival Santista de Teatro é organizado por profissionais reconhecidos dentro da cidade, no estado e no país. Nos seus 56 anos de existência sempre foi e continuará sendo organizado e produzido pelo Movimento Teatral. Quem não é profissional da Cultura é você, Secretário Raul Christiano, que foi colocado na pasta sem o mínimo de conhecimento que um gestor deve ter. Você entende de política velha, arbitrária, de criação de factoides, de justificativas cínicas, de argumentos mentirosos e dissimulados.
A sua resposta em relação à emenda é digna de pena, não convenceu, ou melhor, convence apenas seus puxa-sacos que ocupam cargos dentro da secretaria e recebem por cachês. “Respondi que sabia. Talvez tenha me precipitado...” - Não! Você não se precipitou! Você já sabia desde o ano passado que havíamos feito o pedido de emenda. Você já sabia da emenda na reunião que fizemos em janeiro. Em abril apenas te informamos que tinha saído. “Quando falei com a Secretaria de Estado da Cultura, havia só a emenda do Festes, e comuniquei isso”. – Você só comunicou na segunda quinzena de agosto. De abril a agosto temos 3 meses de distância.
Mas, para o Movimento, a emenda é apenas um ponto, secretário! Vamos falar da gestão, da falta de política pública, das promessas não cumpridas, do Plano Municipal de Cultura que até hoje não foi feito e por isso estamos atrás de cidades menores que já estão dentro do PNC – Plano Nacional de Cultura. Do CMC – Conselho Municipal de Cultura, que possui a maioria de funcionários da Secult, o que vai contra as exigências do PNC. Vamos falar sobre o CEU das Artes que por causa de membros do Movimento não se perdeu 4 milhões do governo federal para a sua construção e você nem sabia da existência do projeto e que agora, paralela as obras, deveria ser feita a mobilização social e a equipe de gestão. Vamos falar sobre o Facult que não saiu ano passado e até agora a justificativa não convenceu. E agora, por pressão, resolveram soltar o resultado da edição deste primeiro semestre. Rosinha Mastrângelo que está com sua abertura sendo adiada a cada semestre. Dos projetos que começaram e não houve continuidade. O alto número de funcionários comissionados da pasta recebendo por cachê e onerando ainda mais a folha de pagamento, verdadeiros aspones. Funcionários de outras pastas sendo pagos pela Secult. A falta de pagamento de professores da EAC que também tem um plano pedagógico ineficiente e você nada faz. O cargo de coordenador de teatros vago há mais de ano. A imposição das OSs numa votação obscura no CMC. O FESTA que foi negligenciado e agora você quer dialogar, sendo que o Movimento durante todo esse tempo buscou exatamente o diálogo, mas foi tratado sem o menor respeito.
Assumiremos o caráter de resistência cultural.
O FESTA não morrerá! A Secretaria de Cultura de Santos vai ter um gestor digno da pasta!
FORA RAUL!!
Movimento Teatral da Baixada Santista.
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Manifesto do Festival Santista de Teatro 02/09/2014
Em resposta ao posicionamento da administração municipal veiculado nos meios de comunicação do dia 1º de setembro, nós do Movimento Teatral da Baixada Santista, realizadores do FESTA, tornamos publicas as contradições explícitas no processo de realização deste festival.
O FESTA (Festival Santista de Teatro) - festival de teatro mais antigo do país, criado em 1958 por Patricia Galvão e historicamente realizado pelo Movimento Teatral - enfrenta uma serie de dificuldades para realizar sua edição neste ano, por conta da administração municipal. No dia 25 de agosto, fomos informados pelo senhor Secretário de Cultura que a verba do orçamento da Secretaria destinada ao Festival foi direcionada ao pagamento de outros eventos, tais como Festa Inverno e tendas de verão, restando ao FESTA apenas 4 mil reais (acompanhado de um pedido para não se levar a público tal situação).
Somado a isso, tínhamos uma emenda parlamentar do deputado Estadual Luciano Batista encaminhado à realização do FESTA 56 (processo este todo documentado), cuja verba foi redirecionada - sem conhecimento do Movimento – para realização de um outro evento da própria Secretaria.
Após mobilização da classe artística, mediante tais fatos, nos foi oferecida, há 2 semanas da realização do Festival a quantia de 50 mil reais. No entanto, já não havia mais tempo hábil para prosseguir com o cronograma planejado (pela inviabilização logística da produção).
Nós, Movimento Teatral, nos vimos obrigados a redesenhar o formato do FESTA 56, sem deixar de levar à público o descaso com o qual esta administração vem tratando a cultura de um modo mais amplo.
Podemos citar:
- o atraso constante no pagamento dos professores da Escola de Artes Cênicas Wilson Geraldo e de grande parte dos funcionários da Secretaria de Cultura;
a não publicação do Edital FACULT em 2013;
a ausência de um Coordenador do segmento teatral no quadro da secretaria;
o Curta Santos, que enfrenta situação similar ao FESTA, com 50 mil reais subtraído de seu orçamento;
o processo obscuro dentro do Conselho Municipal de Cultura para a regulamentação das Oss;
a falta de uma política cultural concreta.
Não podemos admitir que a realização de um Festival de tantos anos seja negligenciada. Ficamos indignados com o pronunciamento mentiroso do senhor Secretário de Cultura, em rede social que, mesmo estando antecipadamente ciente da posição do Movimento apresentada nesta carta, declarou que o Festa seria realizado com aporte financeiro da Prefeitura e omitiu todo o contexto aqui apresentado.
O dinheiro não compra a legitimidade da arte pública!
Assumiremos o caráter de resistência cultural.
O FESTA não morrerá!
Movimento Teatral da Baixada Santista.
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COMUNICADO DO MOVIMENTO TEATRAL DA BAIXADA SANTISTA 10/09/2014
Nós, do Movimento Teatral da Baixada Santista, vimos a público reafirmar as questões colocadas no Manifesto publicado em 2 de setembro, tratando da ausência de políticas culturais na cidade e os equívocos no processo da realização do FESTA 56 por parte da Secretaria Municipal de Cultura de Santos, e também esclarecer publicamente novas colocações inverídicas do jornalista e atual secretário de Cultura de Santos, Raul Christiano.
Em relação à questão da emenda parlamentar do Deputado Luciano Batista destinada ao FESTA 56, o Sr. Secretário de Cultura afirmou publicamente que a mesma nunca existiu e que tudo não passou de um “mal entendido” do Movimento Teatral, por considerar uma emenda do FESTES (Festival de Teatro de Estudantes de Santos) como se fosse do FESTA.Conforme comprova a documentação em anexo, o Secretário não só tinha ciência da existência de uma emenda para o FESTA como também da existência de outra, esta sim destinada ao FESTES. Portanto, verifica-se a existência de DUAS emendas diferentes, sendo uma para cada Festival, ambas destinadas à Secretaria de Cultura de Santos, conforme publicado no jornal informativo do deputado.
Em relação à emenda da deputada Telma de Souza, há 3 anos a mesma é destinada a Mostra Regional do FESTA chamada MOTIM, realizada em diversas cidades da região, com o conhecimento da Secretaria de Cultura.
O Secretário também falta com a verdade quando afirma que 50 mil reais era o valor planejado e informado à organização do Festival. Isto não corresponde com a realidade dos fatos: a partir de uma reunião no começo do ano com o Prefeito, contando com a presença do Secretário de Cultura, foi acordado que a Prefeitura faria um aumento progressivo da verba destinada ao Festival, sendo o valor de 70 mil reais o acertado para este ano. No entanto, em reunião efetuada no dia 25/08 o Secretário afirmou que não haveria aumento na verba como ainda o valor disponível para o FESTA 56 era de apenas 4 mil reais (já que todo o restante do valor destinado para o FESTA pela SECULT fora utilizado para o pagamento de gastos com eventos da Secretaria de Cultura). Diante das alegações por parte do Movimento de que os prazos para a realização do Festival estavam se esgotando, o Secretário se comprometeu a resolver a situação no mesmo dia, pedindo para que não se publicizasse este imbróglio com os recursos da Prefeitura destinados ao FESTA. Nos dias seguintes, não tivemos nenhum retorno do Secretário. Foi somente no dia 29/08, após movimentação da classe artística e a necessidade de cancelamento dos compromissos em torno do FESTA 56, que obtivemos alguma resposta do Secretário. Neste processo, identificamos que o problema vai além de questões orçamentárias. O problema não é dinheiro. É um problema de gestão. É um olhar limítrofe para com a cultura. É falta de respeito.
Estes pontos acima citados são apenas alguns aspectos do histórico de uma gestão mal conduzida, frágil e mal intencionada. Talvez o Secretário de Cultura desconheça as diretrizes de sua Pasta no plano de governo, onde consta o compromisso de “garantir a todos o pleno exercício dos direitos culturais e o acesso democrático às fontes de cultura, assim como apoiar e incentivar a valorização e a difusão de suas manifestações, com prioridade para as diretamente ligadas à história de Santos, à sua comunidade e aos seus bens”.
Por fim, retomamos os pontos do Manifesto de 2 de setembro que continuam sem resposta:
- o atraso constante no pagamento dos professores da Escola de Artes Cênicas Wilson Geraldo e de grande parte dos funcionários da Secretaria de Cultura;
-a não publicação do Edital FACULT (Concurso de Apoio a Projetos Culturais Independentes) em 2013;
-a ausência de um coordenador para o segmento teatral no quadro da Secretaria;
-o Curta Santos, que enfrentou situação similar ao FESTA;
-o processo obscuro dentro do Conselho Municipal de Cultura para a regulamentação das OSs (Organização Social);
-a falta de uma política cultural concreta.
Diante do silêncio do Secretário de Cultura Raul Christiano em relação a estas questões, seguimos no aguardo de um posicionamento por parte da Prefeitura.
O dinheiro não compra a legitimidade da arte pública!
Assumiremos o caráter de resistência cultural.
O FESTA não morrerá!
Movimento Teatral da Baixada Santista
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INTENÇÃO POLÍTICA SIM, MAS NÃO PARTIDÁRIA.
Não somos filiados e nem fazemos campanha para partidos políticos. Somos sim, a favor de políticas públicas nas áreas da Cultura, Educação e tantas outras. Mas especificamente da Cultura porque é a área onde atuamos. Estaremos sempre dispostos a lutar por aquilo que acreditamos e apoiar quem realmente queira fazer um trabalho sério dentro da pasta. Queremos politicas públicas reais e não oba oba de turista que está de passagem pelo cargo de Secretário e que não possui o mínimo de conhecimento em gestão cultural. A Cultura de Santos rejeita esse tipo de político, que é jogado de um lado para outro dentro do próprio partido, sem a menor competência administrativa ou conhecimento da pasta que ocupa ou ocupará.
Somos profissionais e somos independentes! O FESTA – Festival Santista de Teatro é organizado por profissionais reconhecidos dentro da cidade, no estado e no país. Nos seus 56 anos de existência sempre foi e continuará sendo organizado e produzido pelo Movimento Teatral. Quem não é profissional da Cultura é você, Secretário Raul Christiano, que foi colocado na pasta sem o mínimo de conhecimento que um gestor deve ter. Você entende de política velha, arbitrária, de criação de factoides, de justificativas cínicas, de argumentos mentirosos e dissimulados.
A sua resposta em relação à emenda é digna de pena, não convenceu, ou melhor, convence apenas seus puxa-sacos que ocupam cargos dentro da secretaria e recebem por cachês. “Respondi que sabia. Talvez tenha me precipitado...” - Não! Você não se precipitou! Você já sabia desde o ano passado que havíamos feito o pedido de emenda. Você já sabia da emenda na reunião que fizemos em janeiro. Em abril apenas te informamos que tinha saído. “Quando falei com a Secretaria de Estado da Cultura, havia só a emenda do Festes, e comuniquei isso”. – Você só comunicou na segunda quinzena de agosto. De abril a agosto temos 3 meses de distância.
Mas, para o Movimento, a emenda é apenas um ponto, secretário! Vamos falar da gestão, da falta de política pública, das promessas não cumpridas, do Plano Municipal de Cultura que até hoje não foi feito e por isso estamos atrás de cidades menores que já estão dentro do PNC – Plano Nacional de Cultura. Do CMC – Conselho Municipal de Cultura, que possui a maioria de funcionários da Secult, o que vai contra as exigências do PNC. Vamos falar sobre o CEU das Artes que por causa de membros do Movimento não se perdeu 4 milhões do governo federal para a sua construção e você nem sabia da existência do projeto e que agora, paralela as obras, deveria ser feita a mobilização social e a equipe de gestão. Vamos falar sobre o Facult que não saiu ano passado e até agora a justificativa não convenceu. E agora, por pressão, resolveram soltar o resultado da edição deste primeiro semestre. Rosinha Mastrângelo que está com sua abertura sendo adiada a cada semestre. Dos projetos que começaram e não houve continuidade. O alto número de funcionários comissionados da pasta recebendo por cachê e onerando ainda mais a folha de pagamento, verdadeiros aspones. Funcionários de outras pastas sendo pagos pela Secult. A falta de pagamento de professores da EAC que também tem um plano pedagógico ineficiente e você nada faz. O cargo de coordenador de teatros vago há mais de ano. A imposição das OSs numa votação obscura no CMC. O FESTA que foi negligenciado e agora você quer dialogar, sendo que o Movimento durante todo esse tempo buscou exatamente o diálogo, mas foi tratado sem o menor respeito.
Assumiremos o caráter de resistência cultural.
O FESTA não morrerá! A Secretaria de Cultura de Santos vai ter um gestor digno da pasta!
FORA RAUL!!
Movimento Teatral da Baixada Santista.
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documentos sobre a Emenda
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quinta-feira, 21 de novembro de 2013
Movimento ELT de Santo André ocupou Secretaria de Cultura de Santo André c0m Ato Artístico
Fonte: http://diariosp.com.br/noticia/detalhe/60542/Ocupacao+teatral+para+dar+um+recado+real
18/11/2013 22:01
Agência Bom Dia
18/11/2013 22:01
Ocupação teatral para dar um recado real
Alunos da Escola Livre de Teatro realizam manifestação e prefeito de Santo André é obrigado a 'ceder'Agência Bom Dia
Olivia Tesser/Ag. Bom Dia
Alunos ocuparam de forma teatral e pacifica a Secretaria
POR: Loli Puertas
Especial para o BOM DIA
Cerca
de 50 integrantes da ELT (Escola Livre de Teatro) de Santo André
ocuparam de forma teatral e pacifica a Secretaria de Cultura da cidade,
na manhã de segunda, onde permaneceram até ao final da tarde.
Com
rosas brancas, música e muita animação mestres e aprendizes da escola
conseguiram com a ação chamar a atenção da prefeitura. O prefeito Carlos
Grana, que inclusive foi fotografado apoiando a causa da ELT, recebeu
uma comissão de integrantes da escola, no final da tarde. Até o
fechamento desta edição a reunião não tinha terminado.
O
grupo da ELT não encontrando mais caminhos para o dialogo com a
prefeitura, como havia sido prometido no inicio de outubro, e nem
perspectivas sobre o futuro da escola e principalmente de seu projeto
pedagógico, realizou a manifestação denominada por eles “ELT no
Ocupação”.
De acordo com a aprendiz Monique
Maritan, o ELT quer respostas. “Precisamos de respostas imediatas e
efetivas. Em outubro mudaram a interlocutora. Ficamos animados, mas aí
nada aconteceu. Apenas reuniões marcadas e desmarcadas, mas conversa
mesmo não há”, fala a aprendiz.
Segundo os
aprendizes desde que o novo governo assumiu, em janeiro deste ano, há
dificuldades de diálogos tanto em relação a verba para o desenvolvimento
de projetos quanto a manutenção das atividades atuais.
“A
interlocutora não conversa com o grupo, apenas com a CTP (Cooperativa
Paulista de Teatro)”, declara Monique. A CTP é a organização que
administra a verba repassada pela prefeitura ao ELT.
No
final deste ano a licitação da CTP vence e a prefeitura já está
preparando um novo edital de licitação da qual a CTP poderá concorrer
novamente. “Queremos construir esse edital juntamente com a prefeitura.
Não queremos que a ELT se torne num centro cultural de eventos. A ELT é
um centro de formação teatral por excelência e tem um projeto pedagógico
reconhecido em toda a América Latina”, diz o aprendiz Adriano Milan.
Com
o ELT no Ocupação, os aprendizes buscam a continuidade da escola, tanto
em termos materiais quanto de sua pedagogia que inspirou tantos outros
projetos.
Impasse teve início quando ocorreu interrupção de aulas
O
impasse entre prefeitura e alunos da ELT teve inicio quando as aulas
diurnas foram interrompidas para a realização de uma vistoria técnica, e
logo em seguida reabertas.
O laudo de vistoria
técnica da prefeitura encontrou diversos problemas no Teatro Conchita
de Moraes, na praça Rui Barbosa, em Santa Teresinha, onde funciona a
ELT, como o processo contínuo de desabamento do forro e iluminação
insuficiente nos locais de trabalho e problemas na instalação elétrica.
De
acordo com a promotoria de Santo André, representada por Fábio Franchi,
na primeira semana de dezembro há uma reunião marcada com o prefeito
para decidir se a ELT vai para algum lugar durante as obras emergências.
A
atual administração ainda culpa a gestão anterior por problemas na
licitação que serviria para a adequação da parte elétrica e do telhado
do Conchita.
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terça-feira, 12 de novembro de 2013
quarta-feira, 28 de agosto de 2013
AUDIÊNCIA PÚBLICA OFICIAL: Grupo Sílvio Santos X Patrimônio Cultural (Oficina Uzyna Uzona
AUDIÊNCIA PÚBLICA OFICIAL CONVOCADA PELO DEPUTADO PAULO RILLO (PT)
Teat(r)o Oficina x Grupo Silvio Santos
O Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico Arqueológico, Artístico e Turístico (Condephaat) liberou a Sisan, braço de especulação imobiliária do Grupo Silvio Santos, a construir torres no entorno do Teat(r)o Oficina!
Para tornar pública esta discussão, o deputado Paulo Rillo, apoiado por outros deputados e pela Comissão Cultural da Câmara dos Deputados Estaduais de São Paulo, convocou a audiência pública no Teat(r)o Oficina.
Além do deputado e de Zé Celso, está confirmada a participação de Ana Lúcia Duarte Lanna, presidente da Condephaat.
COMPAREÇA!
Data: 5 de setembro (quinta-feira)
Horário: 15 horas
Onde: Teat(r)o Oficina Uzyna Uzona
Teat(r)o Oficina x Grupo Silvio Santos
O Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico Arqueológico, Artístico e Turístico (Condephaat) liberou a Sisan, braço de especulação imobiliária do Grupo Silvio Santos, a construir torres no entorno do Teat(r)o Oficina!
Para tornar pública esta discussão, o deputado Paulo Rillo, apoiado por outros deputados e pela Comissão Cultural da Câmara dos Deputados Estaduais de São Paulo, convocou a audiência pública no Teat(r)o Oficina.
Além do deputado e de Zé Celso, está confirmada a participação de Ana Lúcia Duarte Lanna, presidente da Condephaat.
COMPAREÇA!
Data: 5 de setembro (quinta-feira)
Horário: 15 horas
Onde: Teat(r)o Oficina Uzyna Uzona
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quinta-feira, 25 de julho de 2013
Dolores e outros grupos ameaçados de perder a sede que recuperaram!
Abaixo-assinado pela continuidade das atividades no espaço do Dolores!
Para quem não sabe, estamos com um abaixo-assinado pela
continuidade e ampliação das atividades do CDC Vento Leste - Cidade
Patriarca. Queremos que o mesmo permaneça como espaço
cultural-desportivo, assim como tem funcionado há mais de dez anos. E
pedimos sua ajuda nessa empreitada!
Nós, do Dolores e dos demais grupos que ocupam o espaço, somos contra as
investidas para mudança de uso do local ou fracionamento de seu terreno
- que já foi fracionado para a construção de um posto de saúde e de uma
escola municipal.O CDC Patriarca é o único equipamento cultural-desportivo público da região, sendo autogerido pelos grupos ocupantes, com a realização de assembleias públicas quinzenais. É um espaço de lazer e aprendizado para todas as idades e que está se tornando referência em São Paulo.
Ali acontecem peças de teatro gratuitas frequentemente, como foi o caso das quatro temporadas d'A Saga do Menino Diamante - Uma ópera periférica, com média de público de 300 pessoas vindas de toda a cidade e até de outras localidades. Além das peças, acontecem shows, aulas de capoeira, campeonatos de futebol e basquete, oficinas de teatro e música, palestras, reuniões de recuperação para dependentes químicos, aulas de dança de salão para a terceira idade, entre outras atividades.
Em breve teremos também as oficinas de Permacultura (com início para 03
de agosto, num sábado) e Serralheria, além da pista de caminhada, que já
está em processo de construção.
No segundo semestre realizaremos o II Festival de Teatro Mutirão e inauguraremos um jardim de esculturas para a comunidade.
Os grupos que ocupam o espaço são:
- Grupo Esquadrão Arte Capoeira;
- Grupo Amigos Para Sempre de Dança de Salão;
- Grupo Teatral Parlendas;
- Coletivo Teatral Albertina;
- Coletivo Teatral Dolores Boca Aberta;
- Comunidade Boliviana;
- Comunidade Paraguaia;
- Grupo de Recuperação para Dependentes Químicos;
- Banda Nhocuné Soul.
- Grupo Amigos Para Sempre de Dança de Salão;
- Grupo Teatral Parlendas;
- Coletivo Teatral Albertina;
- Coletivo Teatral Dolores Boca Aberta;
- Comunidade Boliviana;
- Comunidade Paraguaia;
- Grupo de Recuperação para Dependentes Químicos;
- Banda Nhocuné Soul.
Para assinar, clique no link acima e acesse a página da Petição Pública, onde está hospedado nosso abaixo-assinado.
Assine e ajude a divulgar para o maior número de pessoas!
http://doloresbocaaberta.blogspot.com.br/2013/07/abaixo-assinado-cdc-vento-leste.html
segunda-feira, 8 de julho de 2013
Resistência de espaço cultural: Espaço CITA VIVE!
Texto de Mara Esteves.
Este ano aconteceu na Praça do Campo Limpo a 8ª Edição do FESTCAL - Festival Nacional de Teatro de Campo Limpo e a 3ª Edição da Revirada Cultural da Resistência, uma entre várias ações culturais realizadas pela Trupe TrupeArtemanha De Investigação Teatral durante o ano.
A Trupe Artemanha, ocupa espaço onde já funcionou a antiga Subprefeitura do Campo Limpo em frente a mesma praça, tem contato permanente com a comunidade e possui uma relação de confiança e admiração por parte dos frequentadores da praça.
A Subprefeitura que apoia anualmente os eventos, contraditoriamente pede a saída do grupo para dar lugar a um CAPS.
O Espaço além de ser sede da Trupe Artemanha abriga outros coletivos culturais: Maracatu Ouro do Congo, Escola de Notícias, Sarau Do Binho, entre outros...
Bora assinar: Abaixo-Assinado: http:// www.peticaopublica.com.br/ PeticaoVer.aspx?pi=P2013N42289
Espaço CITA VIVE!
--
Trupe Artemanha de Investigação Teatral
CITA - Centro de Investigação Teatral Artemanha
Rua Haroldo de Azevedo, 20 - Campo Limpo
Praça do Campo Limpo - São Paulo-SP
artemanhatrupeartemanha.wordpr ess.com
(11) 998624821 (oi) / (11) 952687907 (tim) / (11) 5844-4116 (fixo)
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