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sábado, 6 de novembro de 2010

Ah, essas privatizações! E agora, Goldman? Artista não é bobo.

 
Em 2008 a ULM foi dissolvida e transformada em uma nova instituição (EMESP), que até o presente momento não apresentou um projeto pedagógico à altura do que a antiga instituição oferecia. 
Havia uma Instituição (Universidade Livre de Música - Tom Jobim) que tinha um compromisso com a sociedade, que possuía um plano pedagógico estruturado, sendo reconhecida pela qualidade do ensino de música em todo o país e até no exterior. Sua função básica era prover os cidadãos, DE TODAS AS IDADES (com algum ou nenhum conhecimento musical), gratuitamente, de conhecimentos musicais e formação instrumental (popular e erudita) em nível profissional. No entanto, quando a Organização Social Santa Marcelina Cultura assumiu a administração, houve uma promessa de que a estrutura pedagógica da escola seria mantida, e que a direção jamais ousaria mexer no perfil de uma instituição como a ULM. Porém, o que de fato aconteceu foi que a ULM foi “FECHADA” e outra escola fora aberta em seu lugar, desrespeitando os direitos básicos dos alunos, que esperavam ver concluídas as disciplinas que estavam cursando e assim obter um certificado de conclusão, embora não acadêmico, possuía e ainda possui amplo respeito dentro do mercado de trabalho de música.
PRINCIPAL IMPLICÂNCIA DESTA E DE OUTRAS ATITUDES RELATADAS ABAIXO, FOI UM GRANDE AFASTAMENTO DE ALUNOS DA ESCOLA
 - Falta de coordenação completa da grade curricular da escola e má distribuição dos horários, obrigando os alunos a se deslocarem inúmeras vezes no decorrer da semana, ou no mesmo dia para cumprir as disciplinas;
- Classificação dos alunos nos ciclos por idade e não pelo conhecimento musical, resultando em salas de aulas formadas por alunos com níveis diferentes de percepção, teoria e outras disciplinas como: história da música e harmonia, causando desgaste nos professores e desmotivação nos alunos;
- Falta de uma grade curricular estruturada, de modo que as disciplinas não apresentam planejamento e continuidade;
- Redução, no início do ano, da carga horária dos professores;
- Falta de clareza na passagem de informações para os alunos e burocratização exagerada para todos os procedimentos internos;
- Ninguém sabe ao certo quem são as pessoas que estão administrando a escola, a toda hora os cargos são ocupados por outras pessoas e não é informado isso oficialmente aos alunos (Ex. saída dos coordenadores, Sílvio Ferraz, Graziela Bortz e Emiliano Patarra)
- Entre outras medidas da direção que ainda podem nos pegar de surpresa.


 Para o próximo ano, mais medidas prejudiciais aos alunos, professores e a sociedade:
  1. Tomamos conhecimento de que há indícios de novas diretrizes pedagógicas as quais compelem, compulsoriamente, os alunos adultos a ingressarem no curso preparatório para o 4º ciclo, que, por sua vez, dependerá de processo seletivo, e quanto ao 4º ciclo, este terá caráter prático e avançado que não corresponde a demanda da maioria dos alunos adultos que procuram a escola (na ULM as vagas para os alunos adultos eram oferecidas para os níveis Básico / Intermediário / Avançado) contemplando todos os adultos que queriam estudar música;
  2. Devido ao corte de aproximadamente 50% no quadro de professores (que está previsto já para o fim deste ano), nossas aulas de instrumento passarão a ser coletivas;
  3. Extinção do curso de pré-formação, alunos só poderão entrar na escola acima dos 10 anos;
  4. A unidade do Brooklin será destinada somente para alunos até o 3º ciclo (entre 16 e 21 anos), portanto os alunos adultos aprovados no processo seletivo terão que estudar na unidade Luz;
Obs: Estas informações sobre o próximo ano, por enquanto, não foram obtidas por nós oficialmente, entretanto, estão prestes a se concretizar.

Para mudarmos esta triste realidade podemos e devemos comparecer, impreterivelmente, no dia 09/11/10 na Assembléia Legislativa, conforme segue abaixo:
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AUDIÊNCIA PÚBLICA SOBRE A EMESP (antiga ULM)

Data:
Terça-feira 09/ Novembro / 2010
Horário:
19:00h




Local:
Auditório Teotônio Vilela - ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA DO ESTADO DE SÃO PAULO
Rua:
Av. Pedro Álvares Cabral, 201 - Ibirapuera
Cidade/Estado:
São Paulo - SP




Audiência Pública para informar a sociedade sobre todas as
irregularidades que ocorreram e estão ocorrendo na EMESP desde que a Organização Social Santa Marcelina Cultura assumiu a administração da ULM no início de 2009.
É IMPORTANTÍSSIMO A PRESENÇA DE TODOS OS ALUNOS,
EX-ALUNOS, EX-PROFESSORES, PAIS DE ALUNOS, CLASSE MUSICAL E ARTÍSTICA E TODA A SOCIEDADE.

VAMOS DEFENDER a Universidade LIVRE de Música – TOM JOBIM !!!

PARA QUE A ESCOLA VOLTE A SER REFERÊNCIA DE ENSINO MUSICAL NO BRASIL,
NÃO PRECISAMOS DE MODELOS DE ESCOLAS DO EXTERIOR
JÁ TEMOS O NOSSO MODELO BRASILEIRO HÁ VINTE ANOS.
Movimento AGORA EU VOU FALAR
LUTO PELA ULM !!!




Solicitante: Dep. Estadual Carlos Giannazi

informações: alunostomjobim@gmail.com

Liga dos alunos da Tom Jobim

sábado, 28 de novembro de 2009

Agora sim, a OMB, oficialmente, não serve pra nada mesmo!


Já havia anunciado o fim da OMB, agora está o texto que oficializa a inutilidade desse órgão opressor que explora os músicos.

O deputado Carlos Giannazi, Coordenador da Frente Parlamentar em Defesa dos Músicos e Compositores do Estado de São Paulo, anunciou nesta semana a decisão do Tribunal Regional Federal da 3ª Região que proíbe a Ordem dos Músicos do Brasil (OMB) de fiscalizar os músicos bem como exigir a inscrição na entidade.

O Acórdão garante aos músicos do estado de São Paulo o direito de exercício da profissão, sem necessidade de prova, inscrição na OMB e sujeição ao regime disciplinar específico. O Acórdão destaca, entre outros pontos, que "a Lei nº 3.857/60 não exige o registro na OMB de todo e qualquer músico para o exercício da profissão, mas apenas dos que estão sujeitos à formação acadêmica sob controle e fiscalização do Ministério da Educação".

“De agora em diante os músicos do estado de São Paulo não podem mais ser fiscalizados pela OMB e nem tampouco ter a obrigatoriedade da inscrição na mesma”, disse Giannazi em seu pronunciamento na Assembléia Legislativa de São Paulo.

Giannazi fez também uma representação no Ministério Público Federal pedindo a suspensão de vários artigos da Lei 3857/60 - que criou a Ordem dos Músicos do Brasil. Depois de julgada pelo Supremo, a ação pode passar a valer em todo o território nacional, desobrigando músicos da inscrição na entidade.

O Acórdão está disponível no site do Tribunal Regional Federal (www.trf3.jus. br). Para quem quiser consultar na íntegra, o número do processo é 2005.61.15.001047- 2.

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

E os músicos romperam as amarras!!!! Salve Giannazi!

Músicos não podem mais ser fiscalizados pela OMB

Da assessoria do deputado Carlos Giannazi
Coordenador da Frente Parlamentar em Defesa dos Músicos e Compositores do Estado de São Paulo, o deputado Carlos Giannazi (PSOL) fez um pronunciamento na tribuna da Assembleia anunciando a decisão do Tribunal Regional Federal da 3ª Região, representada pelo acórdão, publicado no dia 14/10, que proíbe a Ordem dos Músicos do Brasil (OMB) de fiscalizar os músicos bem como exigir a inscrição na entidade.

O desembargador federal Carlos Muta argumenta que a sentença garante à categoria o direito de exercício da profissão, afastando-se as exigências de prova, inscrição na OMB e sujeição ao regime disciplinar específico.
A decisão da Justiça Federal, fruto de uma Ação Civil Pública do Ministério Público Federal, atende a uma antiga reivindicação dos músicos brasileiros que são assediados pela entidade, sendo obrigados a se filiarem a ela para poderem trabalhar.
“De agora em diante os músicos do Estado de São Paulo não podem mais ser fiscalizados pela OMB e tampouco ter a obrigatoriedade da inscrição na mesma”, disse Giannazi. O parlamentar ainda acrescentou que, se a decisão da Justiça Federal não for respeitada pela OMB, providências serão tomadas para que sejam efetuadas as medidas criminais cabíveis contra ela. As ações contra a sentença, impetradas pela Ordem, não foram aceitas e serão julgadas em outras instâncias da Justiça. Em suma, a entidade não conseguiu, através dos recursos, que a sentença fosse suspensa.
No início deste ano, Carlos Giannazi protocolou uma representação no Ministério Público Federal pedindo a suspensão de vários artigos da Lei 3857/60. O seu pedido foi aceito e o MPF entrou com uma ADPF no Supremo Tribunal Federal, acolhida pelo ministro Carlos Ayres. Esta ação pode ser julgada a qualquer momento pelo Supremo, libertando definitivamente os músicos da OMB em todo o território nacional.

carlosgiannazi@uol.com.br Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo.
(extraído do Diário Oficial de 19/11/09, Legislativo - p. 2)