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quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Estamos longe de encher o papo, mas...

Fonte: http://professortemporario.wordpress.com/2011/02/24/de-grao-em-grao-governo-federal-anuncia-rejuste-de-16-sobre-o-piso-salarial-do-magisterio/
 

DE GRÃO EM GRÃO… GOVERNO FEDERAL ANUNCIA REAJUSTE DE 16% SOBRE O PISO SALARIAL DO MAGISTÉRIO

O Piso Nacional do Magistério foi instituído pela Lei Federal nº 11.738, de 16 de julho de 2008.  Na época, o valor definido para uma jornada de 40 horas semanais foi de R$ 950,00.
Logicamente, isso é um valor simbólico. Mesmo em 2008 a maioria dos Estados e Municípios do Brasil já pagava mais do que isso.
Embora existam pessoas que acreditem os professores recebem um valor justo, se considerarmos o fato da categoria representar uma função de nível superior, esse valor simbólico está muito abaixo do valor médio dos salários de outras profissões de nível superior.
Lembremos que a população em geral não tem nenhuma simpatia pela categoria profissional dos professores (se duvida, leia os comentários sobre essa notícia publicados na página do jornal O Estado de S. Paulo) , já que acabam tendo contato com os mesmos em situações constrangedoras envolvendo o comportamento de seus filhos e pupilos na escola. Além disso, o governo se encarrega de arrebentar com a imagem dos docentes, por meio da vinculação de propagandas institucionais que sugerem que os mesmos recebem bônus de R$ 12.000,00…)
No entanto, como foi dito nas discussões do Congresso Nacional na época, mais importante que o valor é o fato de haver uma lei que o determina como piso, já que o valor pode ser reajustado.
Desde então, o valor passou de R$950,00 para R$1.024,67 (aumento de 7,8%) e agora 1.187,97 (aumento de 16%).
O valor ainda está longe do ideal, mas a manutenção de uma política de reajuste superiores à inflação permitirá que se atinja um valor de salário compatível com a média salarial das demais profissões diplomadas em 2016.
Vale lembrar que o Governo Federal dobrou o repasse de recursos do Fundeb para os municípios, passando de R$ 37,5 bilhões para R$ 83,8 bilhões e ampliou também do repasse de recursos do salário-educação, que saltou de R$ 3,8 bilhões em 2003 para R$ 6,6 bilhões em 2010.
Considerando o piso salarial inicial, de 2008 para cá foram 24% de reajuste. No entanto, para que essa medida atinja a maioria dos professores seria preciso que os Estados e Municípios realizassem uma política de valorização com reajustes na mesma proporção (nem é preciso comentar o (des)caso dos reajustes salariais dos professores da rede estadual de São Paulo…)

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

Kassab, a população não aguenta mais... são tantos atos... É hora de ceder ou pedir pra sair!

Fonte: www.barraroaumento.org
ou
www.tarifazero

Escracho na Prefeitura
25/01/2010

A Rede Contra o Aumento da Tarifa realiza nessa manhã de segunda-feira (25/01) um protesto em frente à Prefeitura. Dentro do prédio, o prefeito Gilberto Kassab entrega ao governador José Serra a medalha comemorativa do Aniversário de São Paulo.

Moradores do Jd. Pantanal, que são vítimas de enchentes, e militantes do movimento de moradores de rua também protestam no mesmo local, somando cerca de 80 manifestantes.

Enquanto a população sofre com as enchentes, com a vida em situação de rua e com a crescente exclusão no acesso aos transportes coletivos, devido ao aumento abusivo das tarifas, o prefeito e o governador acham que há o que comemorar!

Esse protesto marca o início de ações que terão como objetivo pressionar pessoalmente as duas figuras públicas responsáveis pelos aumentos.

A população pode e vai barrar esse aumento!


Confira também o novo vídeo da Rede, chamando para nossos próximos atos de rua, nos dias 04/02, 11/02 e 25/02
http://www.youtube.com/watch?v=Y3aVlSMipcY&feature=player_embedded

sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

Todos contra Kassab??? Quantos atos haverão????

Cerca de mil manifestantes se concentraram nesta quinta-feira (14) em frente ao Teatro Municipal (centro) para protestar contra o aumento da tarifa de ônibus em São Paulo (de R$ 2,30 para R$ 2,70).

A passagem de ônibus municipal em São Paulo passou a custar R$ 2,70 e a integração com o metrô, R$ 4. A mudança foi efetuada no dia 4 deste mês. O aumento de 17,4% foi anunciado pelo prefeito Gilberto Kassab (DEM) no dia 20 de dezembro de 2009.

Este é o primeiro reajuste desde novembro de 2006 e está acima da inflação de 15,9%, segundo o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo).

A prefeitura informou que o reajuste segue a inflação acumulada pela Fipe (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas). Outras justificativas para o aumento foram melhorias, como a ampliação do período de uso do bilhete de duas para três horas.

domingo, 10 de janeiro de 2010

TAXAB, além de transporte impagável, população leva cassetada na cabeça!

Fonte: Tarifa Zero

Protesto contra aumento da passagem de ônibus termina com três detidos e feridos em SP

Três manifestantes foram detidos e vários ficaram feridos após a Polícia Militar intervir em um protesto realizado nesta quinta-feira (7) contra o aumento da passagem de ônibus municipal em São Paulo. Entre os detidos, que foram encaminhados ao 1º DP (Sé), está uma menor de idade, segundo relato de uma manifestante que participou do protesto.

Cerca de 500 pessoas ligadas a diversos grupos, partidos políticos e movimentos sociais articulados na Rede Contra o Aumento da Tarifa iniciaram o protesto pelas ruas do centro por volta de 17h30. Eles são contrários ao reajuste de R$ 2,30 para R$ 2,70 na tarifa, o que representa uma variação de 17,39%, autorizado pelo prefeito Gilberto Kassab.

De acordo com a manifestante, o grupo queria levar o protesto para dentro do Terminal Parque Dom Pedro, um dos maiores e mais movimentados da cidade, mas a PM impediu. A multidão tentou dar a volta no terminal para entrar no local por outro acesso. Um grupo pequeno conseguiu acessar o terminal, mas a maior parte permaneceu do lado de fora.

Ainda segundo a manifestante, que preferiu não se identificar, nesse momento policiais militares começaram a agredir os manifestantes com cassetetes. Depois, de acordo com ela, chegaram os policiais da Tropa de Choque e da Força Tática da PM, que utilizaram bombas de gás lacrimogêneo e spray de pimenta para dispersar o protesto. O movimento não soube precisar a quantidade de feridos, mas há relatos de dezenas deles.

Por meio de sua assessoria, a PM diz que se utilizou da força para conter um princípio de tumulto, mas não soube precisar o que os manifestantes estavam fazendo no momento em que os policiais partiram para cima da multidão.

A PM diz que os três manifestantes foram detidos, “apenas para averiguação”, porque tentaram bloquear uma rua deitando no chão. Já segundo a testemunha, a menor foi presa porque questionou um policial que agredia outra garota e o jovem porque fez um gesto de rendição para protestar contra a repressão policial.

A assessoria da polícia afirma ainda que alguns manifestantes foram reprimidos porque tentavam ocupar ônibus dentro do terminal para, como forma de protesto contra o aumento da tarifa, “liberar” a passagem de usuários pelas catracas. Segundo a PM, algumas viaturas foram atingidas por pedras.

Aumento é maior do que a inflação
O último aumento na passagem de ônibus na capital paulista ocorreu em novembro de 2006. O valor reajustado pelo prefeito é superior à inflação do período, que, segundo o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), foi de 15,36% entre novembro de 2006 e dezembro de 2009.

A prefeitura afirmou que o reajuste da tarifa está de acordo com a inflação e disse ter utilizado como referência os valores do Índice de Preços ao Consumidor (IPC) da Fipe (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas). No entanto, o UOL Notícias apurou que a inflação medida pela IPC no período foi de 16,54%, ou seja, percentual também inferior ao utilizado no reajuste das passagens.

Com o aumento da tarifa de ônibus, o valor da integração ônibus-metrô subiu em São Paulo de R$ 3,65 para R$ 4. O morador da capital que utilizar, em média, duas integrações por dia, gastará R$ 240 em um mês, o que representa quase a metade do salário mínimo, que é de R$ 510 desde 1º de janeiro deste ano.

A despesa dos usuários de transporte público em São Paulo deverá subir ainda mais nos próximos meses, já que o Metrô, a CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos) e empresas de ônibus intermunicipais anunciaram que também reajustarão o valor de suas tarifas.

“O aumento é um absurdo. Mais uma vez o poder público prejudica a população. Transporte público é um direito, e, portanto, não deveria haver tarifa. Sempre que houver tarifa, haverá aumentos desse tipo. Combatemos essa lógica”, diz Lucas Monteiro, 25, militante do Movimento Passe Livre (MPL), um dos coletivos que integram a manifestação.

Veja quanto o usuário gasta com transporte público em São Paulo por mês
Se fizer: Gasto mensal Comparação com o sal. mínimo (R$ 510)
Duas viagens diárias de ônibus = R$ 162 31,7%
Duas viagens diárias de ônibus/metrô = R$ 240 47%