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sexta-feira, 28 de novembro de 2014

Lino Rojas: 9ª Mostra de Teatro de Rua!! de 03 a 7 de dezembro, em São Paulo.


Colado de: http://mtrsaopaulo.blogspot.com.br/2014/11/9-mostra-de-teatro-de-rua-lino-rojas.html

9ª Mostra de Teatro de Rua Lino Rojas acontece entre os dias 3 e 7 de dezembro


Acontece entre os dias 3 e 7 de dezembro, de quarta a domingo, a 9ª Mostra de Teatro de Rua Lino Rojas, que reúne 13 grupos em apresentações no Centro, Zona Leste e Zona Norte de São Paulo. Todas as vertentes do teatro popular de rua são contempladas no evento, garantindo muito humor, música, circo-teatro e diversão. Os espetáculos ocorrem sempre em lugares públicos, privilegiando os transeuntes.

Vários grupos da capital e grande São Paulo estão na programação ao lado de outros vindos de Presidente Prudente, Icapuí (CE) e Natal (RN). A mostra se caracteriza, desde a primeira edição, por envolver os grupos reforçando sua identidade e profissionalismo, além de oferecer uma programação diversificada e contribuir com a difusão do fazer teatral em espaços públicos abertos, propondo que a rua deixe de ser um mero corredor de passagem e se torne um espaço de troca, decorrente das práticas artísticas.

No dia 3, apresentam-se, na Praça do Patriarca (Centro), os grupos paulistanos Núcleo Pavanelli e Trupe Lona Preta. No dia 4, também na Praça do Patriarca, as atrações são Buraco d’Oráculo, Cia. Teatro dos Ventos, Pombas Urbanas eDolores Boca Aberta Mecatrônica de Teatro. Já no dia 5, acontece o Encontro do Movimento de Teatro de Rua e apresentação do grupo Jongo dos Guaianás, no CDC Vento Leste (ZL). Dois locais da Zona Leste recebem a Mostra no dia 6: Praça do Casarão/Estação Via Mara, com Teatro Popular União e Olho Vivo, e Arsenal da Esperança, com Núcleo Teatral Filhos da Dita. Fechando a programação, no dia 7, temCervantes do Brasil e Bando La Trupe no Jardim Julieta (Zona Norte), e os grupos Rosas dos Ventos e Mamulengo Rasga Estrada no Centro Cultural Arte em Construção (Zona Leste).

A Mostra de Teatro de Rua Lino Rojas faz parte do calendário do teatro de rua do Estado de São Paulo, além de integrar também o roteiro nacional. Sua importância é crucial para o público, a cidade, o Estado e o País, atingindo centenas de pessoas que interrompem suas trajetórias cotidianas para os assistirem os espetáculos.

Outro aspecto fundamental para a Mostra é a mobilização, a organização dos artistas de rua que fazem do evento um momento de encontro, troca de experiências, discussão de agendas políticas para o segmento e propostas de intercâmbios. Além disso, aproxima artistas e grupos de outros movimentos convidados. Para o Movimento de Teatro de Rua, a Lino Rojas é um dos maiores exemplos do chamado “direito à cidade”. Sendo realizada com verbas públicas, mas pela sociedade Civil organizada, a Mostra dá voz a um segmento cultural antes marginalizado, promove a celebração da arte em espaços públicos e privilegia uma produção popular e engajada. 

Sobre o MTR/SP

O Movimento de Teatro de Rua de São Paulo, desde 2002, agrega diferentes grupos e companhias, pensadores e afins que defendem a existência de políticas públicas permanentes para garantir a continuidade de pesquisa, produção e circulação do teatro de rua. O Movimento propõe ações reflexivas em âmbito nacional e regional sobre a relação do teatro de rua com as cidades, defendendo o espaço público aberto como local de criação, expressão e encontro. O MTR-SP busca um novo significado para esses, dando-lhes vida por meio da arte, retirando as pessoas, ainda que por alguns momentos, do ritmo urbano acelerado e lhes permitindo a distração, o riso, o sonho e a crítica; coisas que a arte propicia.

Os seminários e encontros programados, anualmente, buscam unir e reunir os fazedores de teatro, principalmente grupos ligados à arte popular. Os participantes são convidados a refletir e trocar experiências sobre seu ofício, priorizando temas sobre a prática do teatro de rua, em seus diversos aspectos e contextos (histórico, social, técnico, estético, organizacional, modos de produção e políticas públicas).

PROGRAMAÇÃO - 9ª Mostra de Teatro de Rua Lino Rojas

3 de dezembro – quarta-feira
Local: Praça do Patriarca. Centro

14h30 horas - Núcleo Pavanelli (São Paulo/SP)
Espetáculo: Dia de Benedito - Se fugir o bicho pega, se ficar o mundo come

Sinopse: Na festa de São Benedito um homem sai do interior com sua família e vai pra cidade grande em busca de vida melhor. Ao tentar se matar, o homem é abordado por Lúcifer que lhe propõe repassar fatos de sua vida para depois decidires qual a melhor escolha: ir para o inferno ou continuar na mesma vida na qual mal conseguem sobreviver com sua família. Entre as histórias de sua mulher e seus filhos, o público testemunha a resistência brincante da cultura popular paulista e o estranhamento das mazelas do cotidiano.

Ficha técnica
Criação: Núcleo Pavanelli
Texto final: Calixto de Inhamuns
Atores e músicos: Beatriz Barros, Jéssica Duran, Lucas Branco, Marcelo Molina, Mizael Alves, Otávio Correia, Sabrina Motta e Tiago Cintra.
Direção: Marcos Pavanelli
Assistente de direção e dramaturgia: Simone Brites Pavanelli
Direção musical: Charles Raszl
Assistente de direção musical: Mizael Alves e Otávio Correia
Percussão: Luiz Bastos
Danças brasileiras: Karla Magalhães
Figurinos e adereços: Marcio Rodrigues e Cleydson Catarina
Assistente de figurinos e adereços: Beatriz Barros
Produção: Cristiane Accica e Simone Brites Pavanelli
Duração: 60 min. Classificação: livre.

16h – Cia. Teatro dos Ventos (Osasco/SP)
Espetáculo: A Via Nada Sacra da Revolução

Sinopse: A partir de colagem de cenas e canções revolucionárias o grupo constrói uma narrativa poética acerca de processos revolucionários do século XX. Para isso, lança mão de cenas de peças montadas anteriormente pelo grupo, como Preço do Feijão, Máquinas Paradas (ambas peças de rua) e Maikovski - a Voz da Revolução (para espaços não convencionais), além de canções revolucionárias, como “Bella Ciao” e “Comandante Che”. A Via Nada Sacra da Revolução é um espetáculo onde lírico e épico dialogam para potencializar uma mensagem de luta e transformação.

Ficha técnica
Texto e direção: Luiz Carlos Checchia
Elenco: Camila Costa Melo, Iohann Iori Thiago, Fernanda Mendes e Paulo Gonçalves.
Produção: Luiz Carlos Checchia e Camila Costa Melo
Duração: 60 min. Classificação: livre.

17h30 - Trupe Lona Preta (São Paulo/SP)
Espetáculo: O Concerto da Lona Preta

Sinopse: O Concerto da Lona Preta é um espetáculo inspirado na tradição circense e em músicas que fazem parte do imaginário popular. Cinco músicos, ou melhor, cinco palhaços tentam de forma divertida executar um concerto musical com um amplo e variado repertorio, que abrange arranjos musicais concernentes às manifestações populares, eruditas e popularescas.

Ficha técnica
Direção: Sergio Carozzi
Elenco: Alexandre Matos, Elias Costa, Joel Carozzi, Sergio Carozzi e Wellington Bernado.
Produção: Henrique Alonso
Duração: 60 min. Classificação: livre

18h30 - Batucada
Celebração musical de abertura da 9ª Mostra entre todos os grupos do MTR (Movimento de Teatro de Rua)

4 de dezembro – quinta-feira
Local: Praça do Patriarca. Centro

14 horas - Buraco d’Oráculo (São Paulo/SP)
Espetáculo: O Cuzcuz Fedegoso

Sinopse: Dona Maria do Cuscuz vende seus quitutes nas ruas. Entre as guloseimas está o cuscuz feito com fedegoso, um matinho cheiroso. Como não encontra comprador, oferece o tal cuscuz a um pedinte, que ao se deliciar com a iguaria, finge passar mal para não ter de pagar. Desesperada dona Maria pede ajuda a Mãezinha do Quixadá, uma raizeira que vende ervas medicinais. A raizeira, então, lança mão de toda sua charlatanice para identificar a suposta doença do pedinte, de forma que possa arrebanhar mais fregueses para seus miraculosos produtos. Fica armada uma grande confusão, que só acaba com a presença dos guardas de plantão, que chegam para estabelecer a ordem e os bons costumes.

Ficha técnica
Direção: Elizete Gomes
Texto: Edson Paulo
Elenco: Edson Paulo, Lu Coelho, Humberto Teixeira, Thiago Thalles e Nataly de Oliveira (atriz convidada).
Preparação corporal: Elizete Gomes
Preparação e arranjos musicais: Rafa da Rabeca
Cenotécnico: Romison Paulo
Cênario e adereços: Romison Paulo e Buraco d`Oráculo
Figurinos: Buraco d’Oráculo
Confecção de boneco: Fabio Supérbi
Duração: 60 min. Classificação: livre.


17 horas - Pombas Urbanas (São Paulo/SP)
Espetáculo: Era Uma Vez Um Rei

Sinopse: Um grupo de mendigos se encontra no final de tarde na cidade. Com latas, plásticos e papelões eles “criam” o espaço onde vivem, descansam e fazem festas. De suas relações nasce uma brincadeira na qual, a cada semana, um deles será rei, depois presidente e em seguida, ditador. O jogo humano e imaginativo se torna intenso e esses mendigos saem da realidade em que vivem para representar as relações de poder da mesma sociedade que os marginaliza. 

Ficha técnica
Texto: Oscar Castro
Direção: Juliana Flory
Elenco: Adriano Mauriz, Marcelo Palmares, Paulo Carvalho, Cinthia Arruda, Juliana Flory, Marcos Kaju, Ricardo Big e Natali Santos.
Cenógrafo: Alexandre Souza
Figurinista: Carlos Alberto Gardim
Direção musical: Giovanni di Ganzá
Duração: 60 min. Classificação: livre.

18h30 - Dolores Boca Aberta Mecatrônica de Teatro (São Paulo/SP)
Espetáculo: Rolezinho Político Carnavalesco

Sinopse: Foi durante a brincadeira de carnaval que surgiu, em meio à folia, a vontade de acrescentar espécies de evoluções teatrais ao folguedo de rua. O cortejo político-cênico-carnavalesco simula a firme decisão da população periférica em derrubar o Rei Momo de seu trono. Tudo isso, em meio a muito sexo, fartura e festa. Assim, a sátira operária do “trabalho” ilustra a batalha entre o Capetalismo e a Santa Preguiça, padroeira dos vagabundos, acompanhada pela potente sonoridade da batucada do Dolores.

Ficha técnica
Elenco: Bruno Orlando, Cristiano Carvalho, Cristina Assunção, Dirce Ane, Elaine Mineiro, Erika Viana, Glória Orlando, Karina Martins, Letícia Carvalho, Luciano Carvalho, Luís Mora, Maria Aparecida, Mariana Moura, Tati Matos, Tiago Mine, Tita Reis e Xandi Gonça.
Mestre de bateria: Tita Reis
Máscaras: Tiago Mine
Coordenação de figurino: Erika Viana
Coordenação de produção: Tati Matos
Coordenação de documentação (foto/vídeo): Xandi Gonça e Luís Mora
Produção gráfica: Mariana Moura.
Duração: 60 min. Classificação: livre.

5 de dezembro – sexta-feira
Local: CDC Vento Leste
Rua Frederico Brotero, n° 60. Patriarca. Zona Leste

Das 11h às 20h - Encontro do MTR (Movimento de Teatro de Rua)

20 horas - Jongo dos Guaianás (São Paulo/SP)

Sinopse: Há 10 anos, o grupo de educadores, festeiros e batuqueiros de Guaianases criaram a roda Jongo dos Guaianá, inspirada no Jongo do Tamandaré, de Guaratinguetá (interior paulista), que promove esta manifestação da cultura popular há mais de 100 anos, contando e cantando a história dos negros e das negras escravizados. Tombado como Patrimônio Cultural Brasileiro, o Jongo chama as pessoas presentes para entrar na roda, cantar e dançar ao som dos batuques do tambu e do candongueiro.

Integrantes: Monici Gomes, Monica Gomes, Pedro Rafael,Clodoaldo Rocha, Ana Paula Cordeiro, Renato Abana, Patricia Alves, Tita Reis e Gloria Orlando.
Duração: 60 min. Classificação: livre

6 de dezembro – sábado
Local: Praça do Casarão / Vila Mara – Zona Leste
Ao lado da estação de trem Vila Mara/Jardim Helena

17 horas - Teatro Popular União e Olho Vivo - TUOV (São Paulo/SP)
Espetáculo: A Cobra Vai Fumar - Uma estória da FEB

Sinopse: A partir de relatos de ex-pracinhas da Força Expedicionária Brasileira, que combateram na Itália na Segunda Guerra Mundial (1944-1945), o espetáculo conta, em fragmentos, um “passado presente”, como se a memória teimasse em esquecer e também lembrar.

Ficha técnica
Texto e direção: César Vieira (Idibal Pivetta)
Elenco: Ana Lucia Silva, Césinha Pivetta, Cícero Almeida, Camila Morelli, Daniele Andrade, Edir Evaristo da Silva, Isaias Cardoso, Luiza Maia, Michelle Gabriolli, Neriney Moreira, Osmar Azevedo, Oswaldo Ribeiro, Rafinha Werblowsky e Thiago Nogueira. 
Assistente de direção: Oswaldo Ribeiro
Figurino, cenário e fotografia: Graciela Rodriguez
Acompanhantes: Pedro Inovador e Talita Ferreira
Duração: 60 min. Classificação: livre

6 de dezembro – sábado
Local: Arsenal da Esperança – Zona Leste
R. Dr. Almeida Lima, 900 – Brás

20 horas: Núcleo Teatral Filhos da Dita (São Paulo/SP)
Espetáculo: A Guerra

Sinopse: Três soldados partem para a guerra e, no caminho, esquecem quem é o inimigo. A partir dessa constatação, o espetáculo apresenta cenas que revelam o absurdo de guerras invisíveis vividas cotidianamente. Num campo de batalha que se transforma constantemente, atrizes e atores representam diversos personagens e situações que se inter-relacionam, trazendo à tona um mundo onde a “espetacularização” da violência, impulsionada pelo desejo de poder, ganância e interesses privados, aliena e desumaniza o homem, separando-o da vida.

Ficha técnica
Autor: Oscar Castro (Teatro Aleph)
Direção: Marcelo Palmares e Paulo Carvalho Jr.
Elenco: Cláudio Pavão, Ellen Rio Branco, Marcelo Nobre, Luara Sanches, Rafael Pantoja e Thabata Letícia.
Co-direção de sonoplastia: Giovanni Di ganzá
Trilha sonora: Filhos da Dita
Concepção de iluminação: Filhos da Dita e Aurea Karpor 
Cenário e figurino: Filhos da Dita
Duração: 60 min. Classificação: livre

7 de dezembro – domingo
Local: Praça Carlos Kozeritz. Jardim Julieta. Zona Norte

11 horas - Cervantes do Brasil (Icapuí/CE) e Bando La Trupe(Natal/RN)
Espetáculo: Trecos e Trecos

Sinopse: Trecos e Trecos é uma ação de arte pública de rua, composta por um repertório de breves espetáculos (“trecos”), que são apresentados, normalmente, ao longo de um dia de ocupação de espaços público (praças, ruas, feiras, parques). Entre os espetáculos, acontecem rodas de conversas com temas levantados na hora entre os artistas e espectadores.

Ficha técnica
Elenco: Junio Santos (Cuscuz) e Filippo Rodrigo - Popó
Duração: 60 min. / Classificação: livre

7 de dezembro – domingo
Local: Centro Cultural Arte em Construção – Zona Leste
Av. dos Metalúrgicos 2.100. Cidade Tiradentes

11 horas: Grupo Rosa dos Ventos (Presidente Prudente/SP)
Espetáculo: Saltimbembe Mambembancos

Sinopse: Saltimbembe Mambembancos é uma festa popular na qual palhaços se apresentam como artistas saltimbancos, formando uma roda para exibir suas habilidades. As técnicas de malabarismo, acrobacias de solo e perna de pau são mostradas sem formalidades, acompanhadas por música ao vivo. O espetáculo brincante representa a essência da linguagem desenvolvida pelo Rosa dos Ventos, com interpretação livre de artistas cômicos populares e verborrágicos, improvisadores por opção, influenciados pelo teatro, circo, palhaço de circos e principalmente pelos artistas de rua.

Ficha técnica
Texto e direção Grupo Rosa dos Ventos
Elenco: Fernando Ávila (Dez pras Sete), Gabriel Mungo (Beterraba), Luiz Paulo Valente (Tiuria), Robson Toma (Nicochina) e Tiago Munhoz (Custipíl de Pinoti).
Música original e sonoplastia: Robson Toma
Cenário: Deva Bhakta e Grupo Rosa dos Ventos
Duração: 60 min. Classificação: livre

16 horas - Mamulengo Rasga Estrada (Presidente Prudente/SP)
Espetáculo: O Sumiço boi Pintadinho

Sinopse: O espetáculo conta a história do sumiço do boi Pintadinho, fato que causa mil confusões com personagens clássicos do mamulengo e faze com que Simão passe por apuros para recuperá-lo. Com linguagem popular a história é narrada de maneira leve e solta, com trocadilhos, escatologias e pitadas de críticas sociais. Quitérina, Coroné João Redondo, a cobra e até o Cão dos Inferno vão aparecer para ajudar Simão a entrar e sair das enrascadas criadas por ele próprio.

Ficha técnica
Autor: Mamulengo Rasga Estrada
Música original e sonoplastia: Robson Toma
Bonequeiro: Felipe Fernandes de Barros
Manipulação: Felipe Barros e Camila Peral
Duração: 60 min. Classificação: livre

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Espaço de mobilizações políticas e artísticas

Mobilização do Mês de Setembro do Espaço-CITA

Domingo, 25 de Setembro à partir das 9:00



A Trupe Artemanha de Investigação Urbana convida para mais uma ação de permanência do Espaço-CITA, venham e colaborem com a construção coletiva deste espaço!!!



9:00 – 13:00 - Mutirão de Construção e Manutenção do Espaço – Alunos da Escola CITA e quem mais quiser chegar

13:00 – Almoço Coletivo

14:00 - 15:00 – Finalização do Mutirão

15:00 – Cortejo e Intervenção da Rede Livre Leste conforme flyer em anexo.

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Debates sobre a preservação do Parque da Água Branca em São Paulo

Debate sobre a resistência na mídia e mostra de cinema Brechtiano no CINUSP!


MOSTRA BRECHT NO CINEMA
30 de novembro a 3 de dezembro 
Sempre haverá  mitos, mas deles podemos nos despir atualizando-os no presente, em nossa própria experiência, aproximando-nos do que de fato restou. Uma mistura de brinquedo e arqueologia. O que de Bertold Brecht sobrou foram os escritos, mas também filmes. Mas não pensemos que os filmes seguiram na História mais íntegros que suas peças, por exemplo, porque estas seriam passíveis de interpretações (literalmente), variações. Os filmes também o são, por motivos diferentes, seja pelo modo como desvendamos as imagens em outro contexto ou pelos cortes de censura, mutilando cópias. Podemos ver o que nos restou. 
Brecht mais escreveu para o cinema do que dirigiu. Colaborou diretamente na realização de nove filmes e onze textos adaptados para a tela. Deixou ainda vários roteiros completos e mais de vinte argumentos. Em 1932, pouco antes de se exilar, ocorreu um dos episódios mais significativos da relação de Brecht com o cinema: o filme Kuhle Wampe: ou A Quem Pertence o Mundo?. Este é o único filme em que efetivamente colaborou, com liberdade e entusiasmo, da elaboração do argumento aos trabalhos de direção e filmagem. Este filme causaria uma situação curiosa quando no "tribunal" um censor argumenta com os realizadores os motivos para censurar o filme, desdobrando inesperadamente a estética brechtiniana:
      A censura criou-nos grandes dificuldades e houve uma sessão com o representante da censura e os advogados da sociedade cinematográfica. O representante da censura mostrou-se inteligente: “Ninguém vos contesta o direito de descrever suicídios. Suicídios, vários deles aconteceram. Vós podeis também descrever o suicídio de um desempregado. Suicídios de desempregados igualmente ocorreram. Eu não vejo razão, senhores, de ficar em silêncio sobre isso. No entanto, faço uma objeção contra a maneira de descrever o suicídio de vosso desempregado. Ela é inconciliável com os interesses da coletividade que devo defender: estou desolado de dever vos fazer aqui uma censura de ordem artística”. Nós (ofendidos): “?”. Ele continuou: “Sim, vós ides admirar-vos que eu censure a vossa descrição por não me parecer suficientemente humana. Não é um homem o que vós mostrais (digo-o tranqüilamente), mas um tipo. Vosso desempregado não é um verdadeiro indivíduo, não é um homem de carne e sangue, diferente dos outros, com suas preocupações particulares, suas alegrias particulares e, no final das contas, seu destino particular. Ele é representado de maneira completamente artificial (desculpai, enquanto artistas, esta expressão um pouco brutal): nós aprendemos muito pouca coisa sobre ele. Entretanto, as conseqüências são de natureza política e forçam-me a opor-me à liberação de vosso filme. Este filme tende a fazer do suicídio um fenômeno típico, alguma coisa que não é a ação de um ou outro indivíduo doente, mas o destino de toda uma classe!!! Vós sois da opinião que a sociedade conduz os jovens ao suicídio, recusando-lhes a possibilidade de trabalhar. E vós não vos incomodais em dizer o que seria preciso aconselhar aos desempregados para que haja uma mudança neste domínio. Senhores, vós não vos comportastes como artistas. Não neste caso. Vós não vos inquietais de dar forma a um comovente destino individual, do qual ninguém poderia vos impedir”. (...) Com obstinação, acrescentou: “vós deveis, porém, admitir que vosso suicídio evita tudo o que há de impulsivo. O espectador não é levado a fazer nada para a isso se opor, o que deveria, no entanto, ser o caso de uma apresentação artística e calorosamente humana. Meu Deus! O ator fez isso como se mostrasse de que maneira se descascam os pepinos!”.
      (...) Saindo da sala, nós não ocultávamos nossa admiração por esse censor tão lúcido. Ele tinha penetrado bem mais profundamente na essência mesma de nossas intenções artísticas do que os críticos mais benevolentes para com nossa proposta. Ele tinha conseguido dar um pequeno curso sobre realismo. Do ponto de vista da polícia. 
      Bertolt Brecht em Pequena Contribuição ao Tema do Realismo.
Este duplo julgamento do filme traz questões importantes do legado brechtiniano (os restos) que podem ser encontrados ainda em pauta no cinema contemporâneo. Portanto, essa arqueologia – fazer uma mostra de "Brecht no cinema", rever tais filmes – prefere ser menos homenagem (porque estanque), e mais uma tentativa de fazer decifrar tais ideias de cinema no mundo de hoje, para colocá-las em circulação, para rechaçá-las, para abarcá-las. Terreno arado, vida nova. Mudam os tipos e a História continua.

O homem do colarinho pergunta: "E quem vai mudar o mundo?"
A operária responde: "Aqueles a quem o mundo não agrada."
Boas sessões!
ENCONTRO
Encontro sobre o Ativismo na Mídia com Jasmina Tesanovic, ativista política, autora de Diary of a Political Idiot (Kossovo, 1999).
O encontro visa discutir as mídias como ferramentas de ações ativistas, tanto de um ponto de vista histórico como atual. Organizado pelo festival ARTE.MOV – Festival Internacional de Arte em Mídias Móveis, o evento conta com a coordenação de Almir Almas, a moderação de Bruna Callegari e Felipe Fonseca, além da participação de Rogerio Borovik, Jean Habib, Flavia Vivaqua, Vivian Accuri, Tulio Tavares, Paulo Lara, e outros, como debatedores.

O encontro acontece no CINUSP, dia 29 de novembro às 17h30, e tem o apoio do CINUSP e do PPGMPA (Programa de Pós-Graduação em Meios e Processos Audiovisuais) CTR/ECA/USP.  
SESSÃO ESPECIAL
É possível que seu navegador não suporte a exibição desta imagem. O abraço corporativo
Direção: Ricardo Kauffman
Brasil, 2009, 75’, exibição em DVD
O filme acompanha a trajetória real de um consultor de RH fictício, chamado Ary Itnem, em busca de divulgação na mídia da Teoria do Abraço. Ele propõe a solução para uma doença chamada inércia do afastamento, causada pelo uso excessivo das novas tecnologias. Sua trajetória em busca da notícia está registrada no filme que apresenta de forma surpreendente o desfecho desta história. 
A sessão acontece no CINUSP, dia 2 de dezembro às 19h.

SINOPSES
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A ópera dos três vinténs (Die 3 Groschen-Opera)
Direção: G. W. Pabst
Alemanha, 1931, 112´, exibição em DVD
Elenco: Rudolf Forster, Lotte Lenya, Carola Neher
Versão restaurada da famosa adaptação de G. W. Pabst (A Caixa de Pandora) para o lendário musical de Brecht. Músicas de Kurt Weill.

É possível que seu navegador não suporte a exibição desta imagem. Os carrascos também morrem (Hangmen also die!)
Direção: Fritz Lang
EUA, 1943, 134´, exibição em DVD
Elenco: Brian Donlevy, Walter Brennan, Hans von Twardowski
Um nazista é assassinado na Tchecoslováquia ocupada. Como represália, a Gestapo começa uma sangrenta caçada. Obra-prima de Fritz Lang. Roteiro de Bertolt Brecht.

É possível que seu navegador não suporte a exibição desta imagem. Kuhle Wampe: ou A quem pertence o mundo?
(Kuhle Wampe oder: Wem gehört die Welt?)
Direção: Slatan Dudow
Alemanha , 1932, 80’, exibição em DVD
História de uma família operária durante a crise econômica na República de Weimar. Marco do cinema político-social. Roteiro de Bertolt Brecht e Ernst Ottwalt.

Como vive o trabalhador berlinense
(Zeitprobleme: wie der Arbeiter wohnt)
Direção: Slatan Dudow
Alemanha , 1930, curta-metragem, exibição em DVD
Realizado antes de Kuhle Wampe, este curta é uma denúncia sobre as condições de vida do trabalhador na capital alemã.
Os mistérios de uma barbearia (Mysterien eines Frisiersalons)
Direção: Bertolt Brecht e Erich Engel
Alemanha, 1923, curta-metragem, exibição em DVD
Elenco: Blandine Ebinger, Karl Valentin, Erwin Faber
Numa barbearia, clientes aguardam enquanto um aprendiz preguiçoso, interpretado pelo famoso ator Karl Valentin, dorme.


GRADE HORÁRIA




Segunda 29/11

17h30
 
Encontro sobre o Ativismo na Mídia com Jasmina Tesanovic
Terça
30/11
Quarta
01/12
Quinta
02/12
Sexta
03/12




16h

Como vive o trabalhador berlinense (curta)
+
Kuhle Wampe: ou A quem pertence o mundo?



Os carrascos também morrem

Como vive o trabalhador berlinense (curta)
+
Kuhle Wampe: ou A quem pertence o mundo?

Os mistérios de uma barbearia (curta)
+
A ópera dos três vinténs




19h



Os carrascos também morrem

Os mistérios de uma barbearia (curta)
+
A ópera dos três vinténs

SESSÃO ESPECIAL
O abraço corporativo

Como vive o trabalhador berlinense (curta)
+
Kuhle Wampe: ou A quem pertence o mundo?

terça-feira, 16 de novembro de 2010

Todos na Universidade Pública!!! No Brasil? Não, na Venezuela.

A luta do povo venezuelano conquistou ensino superior público e gratuito para todos.
Se na Venezuela é possível, por que não seria também no Brasil?
 
Debate com Euler Calzadilla!
 
A convite da campanha internacional “Tirem as Mãos da Venezuela” (campanha presente em mais de 50 países que promove atividades em solidariedade à revolução venezuelana) em conjunto com o Movimento Negro Socialista, durante o mês de Novembro, o estudante venezuelano e militante marxista, Euler Calzadilla, fará um giro por universidades brasileiras explicando como hoje na Venezuela todos têm acesso ao ensino superior público e gratuito sem necessidade de um “vestibular” como ocorre no Brasil – que acaba excluindo a imensa maioria dos jovens das universidades públicas – e também sem a necessidade de políticas de ações afirmativas, como as cotas raciais propostas recentemente no Brasil.

As atividades buscarão promover a discussão sobre a revolução venezuelana, combater a contra-informação difundida pela mídia burguesa, com relatos vivos de um militante ativo da Frente Bicentenária de Fábricas Ocupadas pelos Trabalhadores.

Programação:

15/11 – 09:00 – Condado-PE
A atividade será no CERU

16/11 – 19:00 – Universidade Federal de Pernambuco (UFPE)
A atividade será no Auditório do CE (Centro de Educação)

17/11 – 19:30 – Universidade Estadual Paulista (Unesp)
A atividade será na Sala 116 do Instituto de Artes da Unesp, na cidade de São Paulo, ao lado da estação Barra Funda do Metrô.

18/11 – 19:00 – Bauru-SP
A atividade será na sede da Esquerda Marxista do PT
Rua Azarias Leite, 7-54 (Centro)

22/11 – 19:00 – Universidade Federal do Paraná (UFPR)
A atividade será realizada no 1º andar, Anfiteatro 100
Rua General Carneiro, 460 (Curitiba)

23/11 – 19:00 – Universidade de Joinville (UNIVILLE)
A atividade será realizada no Anfiteatro II – Bloco C
Rua Alvino Wodtke, 1 – Bom Retiro – Joinville

24/11 – 18:30 – Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC)
A atividade será realizada no Auditório do CED (Centro de Ciências da Educação) no Campus Universitário Trindade, em Florianópolis.

25/11 – 19:30 – PUC-SP
A atividade será realizada no Auditório da APROPUC (Associação dos Professores da PUC) situado à Rua Bartira, 407 ao lado da PUC-SP, em Perdizes.

29/11 – 18:00 – Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ)
A atividade será realizada no Instituto de Filosofia e Ciências Sociais, Sala 423. Largo São Francisco de Paula, 1 - Centro.

19/11 em Campinas:
Debate sobre Ocupações de Fábrica e Controle Operário
Co-organizador da campanha “Tirem as Mãos da Venezuela”, o Conselho Operário da Fábrica Ocupada Flaskô (empresa que produz há mais de 7 anos sob controle dos trabalhadores reivindicando a estatização sob controle operário ao Governo Lula), que situa-se em Sumaré-SP (região de Campinas), promoverá no dia 19 de Novembro em Campinas, um debate com o companheiro venezuelano Euler Calzadilla, discutindo os resultados do 1º Encontro Nacional sobre Modelo de Gestão Socialista, Controle Operário e Participação dos Trabalhadores, organizado pela UNT (União Nacional dos Trabalhadores da Venezuela) em Setembro na Venezuela, bem como a questão da (re)estatização sob controle dos trabalhadores, envolvendo as experiências das nacionalizações na Venezuela e a campanha pela Petrobras 100% estatal aqui no Brasil.
 
O debate ocorrerá na Sexta, 19 de Novembro, às 19:00, no Sindicato dos Petroleiros de SP – Sede regional de Campinas - Rua Cônego Manuel Garcia, 1010, Jardim Chapadão - Campinas-SP.
 
Entre em contato, participe!
 
Caio Dezorzi
Campanha "Tirem as Mãos da Venezuela"
(11)8110-1336

segunda-feira, 19 de abril de 2010

Palestra e Debate sobre a história da músca popular brasileira

História cultural da música popular no Brasil

Debate Cedem/Unesp



História & Música – história cultural da música popular, Belo Horizonte: Editora Autêntica, 2005, de Marcos Napolitano, será o centro do debate no próximo dia 28 de abril, quarta-feira às 18h30, promovido pelo CEDEM – Centro de Documentação e Memória da UNESP.

A música tem sido no Brasil a intérprete de dilemas nacionais e veículo de utopias sociais. Para completar, ela conseguiu, ao menos nos últimos quarenta anos, atingir um grau de reconhecimento cultural que encontra poucos paralelos no mundo ocidental. O Brasil é, sem dúvida, uma das grandes usinas sonoras do planeta e um lugar privilegiado não apenas para ouvir música, mas também para pensar a música.

O desafio básico de todo pesquisador que se propõe a pensar a música popular, do crítico mais ranzinza até o mais indulgente “fã-pesquisador” , é sistematizar uma abordagem que faça jus a estas duas facetas da experiência musical. Este é um dos objetivos desse trabalho. A música, sobretudo a chamada “música popular”, ocupa o lugar das mediações, fusões, encontros de diversas etnias, classes e regiões que formam o nosso grande mosaico nacional.

A abordagem do livro não é disciplinar, no sentido de enfocar o tema a partir do campo historiográfico, única e tão somente. A música, e os próprios musicólogos o reconhecem, torna-se tanto mais compreensível quanto mais forem os focos de luz sobre ela. Focos que devem ter origem em várias Ciências Humanas, como a sociologia, a antropologia, a crítica literária, a comunicação social, os estudos culturais como um todo. O livro em debate procura iniciar o jovem pesquisador neste campo de possibilidades.


Expositor

Marcos Napolitano

Doutor em História Social – USP

Professor de História – USP



Debatedores

Tânia da Costa Garcia

Doutorada e Pós-Doutorada em História – USP

Professora de História – UNESP/Campus de Franca

Dmitri Cerboncini Fernandes

Doutorando do Departamento de Sociologia - USP



Mediador

Oscar D´Ambrósio

Mestre em Artes – UNESP/Campus São Paulo

Crítico de Arte, Escritor, Jornalista e Coordenador de Imprensa/Reitoria da UNESP



PARTICIPE E CONVIDE OS SEUS AMIGOS!



Inscrições gratuitas c/ Sandra Santos pelo e-mail: ssantos@cedem. unesp.br

Data e horário: 28 de abril de 2010 (quarta-feira) às 18h30

Local: CEDEM/UNESP - Centro de Documentação e Memória

Praça da Sé, 108 - 1º andar - metrô Sé - (11) 3105 - 9903 - www.cedem.unesp. br

quinta-feira, 8 de abril de 2010

Debates sobre a Memória, a Verdade e a Justiça! (SP)

(obs. do blog: Esse governo de São Paulo não é coerente com esses ideários!)

A necessidade de preservação dos lugares históricos

símbolos da repressão política durante os regimes civis-militares


Memorial da Resistência de São Paulo. Largo General Osório, 66 – Luz (5º andar)

10 de abril de 2010, das 14h às 17h30





Qual a importância da preservação dos lugares históricos, onde importantes fatos políticos e culturais ocorreram, para a elaboração crítica do passado? Como é possível preservar, sem recair num simples memorialismo ou numa batida ode aos heróis e monumentos, mas, ao contrário, contribuir para o fortalecimento de uma memória crítica do passado que reconheça o papel dos protagonistas e dos respectivos espaços onde importantes processos históricos ocorreram, colaborando para refletir sobre o presente e projetar o futuro?



Diversos países da América Latina, com destaque especial para a Argentina, têm avançado no trabalho de preservação da memória política de forma coletiva e crítica. Nos últimos dias, inclusive, foi noticiado que a ESMA – Escola Superior de Mecânica da Armada, famigerada por sediar sessões de torturas e assassinatos em massa durante a ditadura daquele país, enfim se transformou em espaço crítico da barbárie ocorrida em seus porões.

No Brasil, o Memorial da Resistência de São Paulo, no âmbito das linhas de ação do seu programa museológico, e os recentes trabalhos realizados pela Comissão de Anistia, com as Caravanas da Anistia e a implantação do Memorial da Anistia Política, têm dado importantes contribuições nesse sentido.



Para debater estas diversas experiências latino-americanas de forma a avançar ainda mais na luta pela Memória, pela Verdade e pela Justiça, o Núcleo de Preservação da Memória Política do Fórum Permanente de Ex-Presos e Perseguidos Políticos de São Paulo e o Memorial da Resistência de São Paulo convidam para o seminário dentro da programação dos “Sábados Resistentes”.



14h - Boas-Vindas



Ivan Seixas – Jornalista, ex-preso político – Diretor do Núcleo de Preservação da Memória Política e do Fórum de Ex-Presos e Perseguidos Políticos de São Paulo



14h15 - Apresentação/Coordenação



Maurice Politi – Coordenador do Projeto de Promoção de Direito à Memória e à Verdade da Secretaria Especial de Direitos Humanos



14h30 – DEBATE: “A necessidade de preservação dos lugares históricos símbolos da repressão política durante os regimes civis-militares”



Gonzalo Conte MacDonnel – Coordenador do Programa Topografia de la Memória – Memória Abierta, Argentina



Paulo Abrão Pires Junior – Presidente da Comissão de Anistia do Ministério da Justiça do Brasil



Kátia Felipini – Coordenadora do Memorial da Resistência de São Paulo





A atividade deverá também será transmitida ao vivo pela internet, com o apoio da VIATV (www.viatv.com.br).



Os Sábados Resistentes são promovidos pelo Núcleo de Preservação da Memória Política do Fórum dos Ex-Presos e Perseguidos Políticos de São Paulo em parceria com o Memorial da Resistência de São Paulo. Trata-se de um espaço de discussão entre militantes de diversas causas, de ontem e de hoje, pesquisadores, estudantes e interessados em geral no debate sobre temas ligados às lutas contra a repressão, em especial à resistência ao regime civil-militar implantado com o golpe de Estado de 1964. Os Sábados Resistentes têm como objetivo central estimular a discussão e o aprofundamento dos conceitos de Liberdade, Igualdade e Democracia, fundamentais ao Ser Humano em busca de sua libertação.

domingo, 1 de novembro de 2009

Eu não vi. Mas minha filha viu e disse que é muito bom....hahaee

Segue divulgação de filme, que faço mesmo não tendo visto, por valorizar as iniciativas que valorizem a cultura negra, a cultura popular, a capoeira e os marginalizados históricos de nosso país.

Fonte: cappacete

BESOURO - Nasce um Herói

Vale a pena assistir Besouro, a proposta é comercial, o filme não é lá essas coisas, mas só a oportunidade de ver elementos da cultura afro mostrados sem preconceitos já vale o ingresso. Pra quem é praticante de capoeira também é uma ótima pedida, as cenas com jogos são sensacionais, os capoeiristas são de primeira. Os vilões, todos brancos, são apresentados de maneira realista, interpretados por ótimos atores. É muito interessante ver o tratamento dispensado aos negros do Recôncavo Baiano da década de vinte do século passado, deparamo-nos com cenas que continuam a ser praticadas diariamente em nossas periferias, mudou apenas o cenário, a jagunçagem continua a mesma. A diferença é que hoje em dia somos nós que pagamos o salário dos jagunços, que espezinham a vida da nossa gente. Mas o espírito de heróis como Besouro, Mestre Pastinha e Mestre Gato Preto estão vivos em nosso povo.
Viva mestre Besouro!
Salve!


Cineclik


Os primeiros minutos de Besouro são assustadores. O filme começa com uma cartela explicativa que situa o ano, o local e as circunstâncias dos acontecimentos que serão vistos, recurso típico de quem prefere a linguagem verbal à cinematográfica, ou de quem não acredita na força das imagens que apresentará. Pior: a cartela, além de escrita, é redundantemente narrada. E o besouro digital que justificará (mais uma vez com uma desnecessária narração em off) o título do filme/ personagem parece aquela vinheta do CQC.

Quando abre a imagem, mais texto: “Salvador, janeiro de 1924”. Que era Salvador, e que era 1924, já sabíamos após ler as cartelas anteriores. Agora sabemos ser o mês de janeiro, fato que não terá nenhuma importância para a trama.

Felizmente, passado este susto inicial provocado pelo excesso de redundâncias, Besouro decola. A primeira má impressão rapidamente se desfaz por meio de uma narrativa forte, repleta de misticismo. Não sem antes cometer outra cartela totalmente desnecessária: “Sete dias depois...”. Mas tudo bem.

A história (ambientada em 1924, eu já tinha falado?) é baseada no caso - dizem - real de Besouro (Aílton Carmo), capoeirista dos mais hábeis que foi vítima da própria vaidade: escolhido para ser o guarda-costas de seu mestre Alípio (Macalé), jurado de morte, Besouro se descuida da função para se exibir em suas habilidades na capoeira. E, indiretamente, acaba sendo responsabilizado pela morte de seu mentor, uma verdadeira lenda vida (agora morta) do Recôncavo Baiano.

Praticamente banido pela sua própria sociedade. Besouro também é caçado pelo coronel local, atraindo para si a ira e a desconfiança de quase todos na região. Só lhe resta recorrer ao misticismo e às forças ocultas para tentar sobreviver.

Besouro traz inegáveis qualidades técnicas e plásticas. Opta por uma fotografia exuberante, é editado de forma vigorosa e sua criativa trilha sonora evita o que seriam óbvios batuques e berimbaus. Bebe em referências palatáveis ao grande público, como o western spaghetti e os filmes chineses de artes marciais. Mas acaba sendo refém de sua própria estética, vítima de seus próprios maneirismos visuais e sonoros ao cometer o grave pecado de priorizar a técnica em detrimento da emoção.

Assim como seu personagem título, o filme também cai vitimado pela própria vaidade. Mas, mesmo assim, é um entretenimento digno, embora a brasilidade do tema não se reflita na estética. Fãs de western spaghetti e de filmes chineses de artes marciais também vão curtir.


Celso Sabadin