"Atores somos todos nós, e cidadão não é aquele que vive em sociedade: é aquele que a transforma." Augusto Boal
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sábado, 21 de junho de 2014
Apoio à GREVE da USP - 2014! Privatização jamais...
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terça-feira, 29 de abril de 2014
GREVES - Agora é a hora!!!
PROFESSORES DA PREFEITURA DE SÃO PAULO - EM GREVE
PROFESSORES DE GUARULHOS - EM GREVE
PROFESSORES DE SÃO CAETANO DO SUL - EM ESTADO DE GREVE
sábado, 4 de maio de 2013
Greve dos profissionais da Educação da cidade de São Paulo!!
sábado, 20 de abril de 2013
Greve dos professores de São Paulo - versão 2013
Fonte: Apeoesp
Em assembleia realizada na tarde de
hoje no Vão Livre do MASP, na Avenida
Paulista, Capital, mais de 20 mil professores
decidiram entrar em greve por tempo indeterminado
a partir de segunda-feira, 22 de
abril, pelas seguintes reivindicações centrais:
Reposição salarial de 36,74% (março/
98 a março/2013).
Reajuste imediato de 13,5%: 2%,
mais 5% referentes à recomposição
do reajuste prometido para 2012,
mais 6% de reajuste já previsto na lei
complementar 1143/11.
Implantação da jornada do piso (33%
para atividades extraclasse, rumo aos
50%), nos termos do Parecer CNE/
CEB 18/2012 e/ou da sentença judicial
conquistada pela APEOESP.
Extensão dos direitos dos professores
da categoria “F” aos professores da
categoria “O”.
Concursos públicos para que todos
tenham a oportunidade de efetivar-se.
Direito de atendimento no IAMSPE
aos professores da categoria “O”. Pela
derrubada do veto do Governador ao
projeto de lei que garante este direito.
Contra a privatização do Hospital do
Servidor/IAMSPE.
Contra a remoção ex-officio, designação
por perfil e avaliações anuais nas
escolas de tempo integral.
Por uma escola de tempo integral
que atenda aos interesses dos filhos e
filhas da classe trabalhadora. Contra a
escola de tempo integral excludente,
de quaisquer governos.
Pelo fim da violência nas escolas. Ronda
escolar em todas as escolas estaduais.
Políticas e prevenção e combate à violência
nas escolas e nos seus entornos.
Pela derrubada do veto ao projeto de
lei que assegura a presença de psicólogos
nas escolas.
Pela preservação dos direitos dos
aposentados.
Melhores condições de trabalho.
sábado, 25 de junho de 2011
Estudante Apoiador de Ocupação do RU da UFSCar é Preso e Torturado
Fonte: Centro de Mídia Independente
Por REPRESSÃO EM SÃO CARLOS (SP) 21/06/2011 às 15:08
Estudante apoiador de ocupação do Restaurante Universitário da Universidade Federal de São Carlos é preso e torturado. Frente a isso, o coletivo de ocupação convoca ATO DIA 22 DE JUNHO ÀS 12H EM FRENTE AO R.U. DA UFSCAR.
Na madrugada do dia 08/06 um aluno que fazia da parte da ocupação do Ru pergunta o porquê uma viatura policial está no estacionamento do Ru às três horas da manhã. Ele recebe voz de prisão por uma calunia de desacato à autoridade e foi brutalmente torturado na delegacia. Atente ao fato de que a policia não deveria estar na universidade sem ser acionada e não é a primeira vez que isto acontece. Frente a isso, o coletivo de ocupação convoca ATO DIA 22 DE JUNHO ÀS 12H EM FRENTE AO R.U. DA UFSCAR.
O Restaurante Universitário não tem funcionado normalmente devido a greve dos funcionários - movimento esse que ocorre em 44 universidades federais do Brasil. Frente a isso, os estudantes da UFSCar ocuparam o local, realizando refeições gratuitas aos estudantes, além de atividades político-culturais. Esse movimento além de ser em apoio à greve dos funcionários, tem suas prórpias reivindicações da melhoria das condições estudantis na Universidade.
O que reivindica o movimento?
Uma sede social para os estudantes, uma biblioteca maior e com mais livros, acessibilidade para nossos colegas em condição de deficiência, uma segurança efetiva para todos dentro da universidade, a redução da tarifa do R.U., assistência estudantil eficaz, acesso à internet em todo o campus, contratação de mais professores efetivos e A POLÍCIA FORA DA UNIVERSIDADE.
blog da ocupação:
http://ocupacaolivre.wordpress.com/
Por REPRESSÃO EM SÃO CARLOS (SP) 21/06/2011 às 15:08
Estudante apoiador de ocupação do Restaurante Universitário da Universidade Federal de São Carlos é preso e torturado. Frente a isso, o coletivo de ocupação convoca ATO DIA 22 DE JUNHO ÀS 12H EM FRENTE AO R.U. DA UFSCAR.
Na madrugada do dia 08/06 um aluno que fazia da parte da ocupação do Ru pergunta o porquê uma viatura policial está no estacionamento do Ru às três horas da manhã. Ele recebe voz de prisão por uma calunia de desacato à autoridade e foi brutalmente torturado na delegacia. Atente ao fato de que a policia não deveria estar na universidade sem ser acionada e não é a primeira vez que isto acontece. Frente a isso, o coletivo de ocupação convoca ATO DIA 22 DE JUNHO ÀS 12H EM FRENTE AO R.U. DA UFSCAR.
O Restaurante Universitário não tem funcionado normalmente devido a greve dos funcionários - movimento esse que ocorre em 44 universidades federais do Brasil. Frente a isso, os estudantes da UFSCar ocuparam o local, realizando refeições gratuitas aos estudantes, além de atividades político-culturais. Esse movimento além de ser em apoio à greve dos funcionários, tem suas prórpias reivindicações da melhoria das condições estudantis na Universidade.
O que reivindica o movimento?
Uma sede social para os estudantes, uma biblioteca maior e com mais livros, acessibilidade para nossos colegas em condição de deficiência, uma segurança efetiva para todos dentro da universidade, a redução da tarifa do R.U., assistência estudantil eficaz, acesso à internet em todo o campus, contratação de mais professores efetivos e A POLÍCIA FORA DA UNIVERSIDADE.
blog da ocupação:
http://ocupacaolivre.wordpress.com/
quinta-feira, 14 de outubro de 2010
DIREITO DE GREVE de funcionário público em São Paulo? Ninguém sabe, ninguém viu...

DIREITO DE GREVE
Manifesto Jurídico contra a política persecutória na USP
Por Rafael Borges
Nos últimos anos os trabalhadores da Universidade de São Paulo, a maior e mais respeitada universidade da América Latina, protagonizaram uma série de importantes ações com o objetivo de conquistar melhorias salariais, de condições de trabalho e, sobretudo transformar a USP em uma universidade que seja de fato aberta e acessível aos trabalhadores e a comunidade pobre. Essas ações, na maioria das vezes, foram materializadas através do exercício do direito constitucional de greve tal como prevê o seguinte dispositivo de nossa Carta Magna:
Art. 9º É assegurado o direito de greve, competindo aos trabalhadores decidir sobre a oportunidade de exercê-lo e sobre os interesses que devam por meio dele defender.
Tais paralisações, fruto da intransigência e da indisposição ao diálogo por parte da Reitoria, são decididas a partir de assembléias previamente divulgadas e com ampla participação da categoria.
No primeiro semestre deste ano, em que pese a disposição ao diálogo por parte dos trabalhadores, a Reitoria da USP, e nesse sentido o próprio governo estadual, decidiram por “quebrar” a isonomia entre os aumentos salariais de docentes e funcionários que historicamente se verificava no universo das universidades estaduais paulistas. Isso levou a que os trabalhadores recebessem um aumento irrisório e bem distante da cifra dispensada aos docentes. Desse modo, os reitores haviam deliberadamente descumprido o preceito constitucional previsto no art. 7°, XXXII, que proíbe expressamente a distinção entre o trabalho manual, técnico e intelectual.
O sindicato dos trabalhadores da USP, SINTUSP, a partir da negativa do Reitor João Grandino Rodas em negociar com os trabalhadores, convocou a categoria para o exercício da greve.
Um dia antes do início do movimento grevístico, a reitoria emite uma nota cujo conteúdo expressava uma ameaça de suspensão dos salários aos grevistas e a informação da expedição de uma liminar de interdito proibitório pela 1° Vara da Fazenda Pública da comarca de São Paulo que previa a multa de R$ 1.000 diários e inclusive o uso da força policial caso o movimento causasse algum “transtorno”, como piquetes em prédios.
Parece-nos claro, e temos a responsabilidade de esclarecer a população e a comunidade acadêmica, que nesse episódio houve duas grandes irregularidades jurídicas cometidas pela reitoria. Em primeiro lugar é preciso ressaltar que a legislação e a doutrina asseveram que só é possível suspensão do salário de um grevista depois de uma avaliação realizada pela Justiça do Trabalho, que tem a competência de julgar se o movimento grevista é abusivo ou não. Não cabe, sob hipótese jurídica alguma, que a patronal, nesse caso a Reitoria, declare o corte de ponto dos grevistas antes da avaliação do Judiciário. Dessa maneira fica claro que a nota da Reitoria se configura como um nítido meio de intimidar e impedir a greve. Isso se configura como um flagrante ilícito previsto no art 6° da Lei de Greve (7.783/89) que em seu parágrafo segundo prevê:
§ 2º É vedado às empresas adotar meios para constranger o empregado ao comparecimento ao trabalho, bem como capazes de frustrar a divulgação do movimento.
Como se não bastasse a ameaça do corte de ponto antes do inicio da greve a Reitoria, após algumas semanas, suspendeu por um mês o salário de 1000 trabalhadores. Como bem lembra o professor de direito do trabalho da USP e juiz do Trabalho Jorge Souto Maior em recente parecer:
“Nada justifica, portanto, juridicamente falando, que se descontem dos salários dos trabalhadores os dias de efetiva participação no movimento grevista, ainda mais porque os salário é um direito fundamental, necessário à própria sobrevivência do trabalhador.”
Em relação a liminar expedida pela Vara da Fazenda Pública, que visava impedir a realização de piquetes e ocupações, também nos parece que foi cometido outro vicio latente que compromete a eficácia desse instrumento jurídico. Como bem assevera os professores de direito do trabalho Francisco Ferreira Jorge Neto e Jouberto De Quadro Pessoa Cavalcanti:
“A ocupação ou ameaça de ocupação do local de trabalho pelos empregados como decorrência de movimento grevista se inserem na competência da justiça laboral”
Ou seja, a liminar no qual estamos nos referindo foi expedida pela Justiça Estadual, que não tem competência para julgar tais tipos de ação. Como podemos ver a alteração trazida pela Emenda Constitucional n° 45 de 2004 assim prevê:
Art. 114. Compete à Justiça do Trabalho processar e julgar:
I as ações oriundas da relação de trabalho, abrangidos os entes de direito público externo e da administração pública direta e indireta da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios;
II as ações que envolvam exercício do direito de greve;
Como os piquetes e ocupações na USP estavam relacionados com o exercício de greve a competência para expedir liminares e julgar ações é da Justiça do Trabalho e não da Vara da Fazenda. Parece-nos muito forçoso acreditar que a Reitoria não agiu de má-fé, pois, é importante salientar, o Reitor Rodas é jurista e professor da faculdade de direito da USP e deve saber bem a quem cabe a competência nesses casos.
No momento, a demissão do diretor do SINTUSP, Claudionor Brandão, ato que configura um desrespeito às garantias constitucionais aos representantes sindicais, e também a suspensão da funcionária Patrícia, se somam a um sem número de processos administrativos, inquéritos policiais e assédios contra os trabalhadores que exercem seu direito de greve. A demissão de Brandão é mais uma ação persecutória da reitoria da USP sem qualquer base legal. A Constituição Federal assim assegura em seu art 8°:
VIII - é vedada a dispensa do empregado sindicalizado a partir do registro da candidatura a cargo de direção ou representação sindical e, se eleito, ainda que suplente, até um ano após o final do mandato, salvo se cometer falta grave nos termos da lei.
A reitoria, pasmem, defende que Brandão cometeu uma falta grave ao participar de um movimento em defesa dos trabalhadores terceirizados da USP. A resposta da Reitoria foi a de que tais trabalhadores representam “interesses alheios” à USP. Para a administração inquisitiva da USP, Brandão cometeu falta grave por defender pessoas que labutam diariamente para a USP funcionar, ou seja, por realizar a tarefa a qual foi legitimamente constituído: defender os trabalhadores do campus universitário da USP.
O imenso volume de irregularidades e ações desprovidas de base legal a qual a reitoria e o governo utilizaram mostram por si só que tais esferas de poder e administração têm uma política sistemática de perseguir e punir os trabalhadores que exercem o direito de greve. Nesse momento o que se coloca em jogo é a própria sobrevida dos direitos democráticos assegurados à população. Para nós, que acompanhamos todas essas ações irregulares, fica evidente que a reitoria da USP parece estar disposta a se sobrepor aos direitos constitucionais para destruir a organização sindical nesta universidade.
Queremos, por fim, a partir desse relato, chamar a atenção de toda a população, da comunidade acadêmica da USP e das demais universidades estaduais paulistas, os grupos e organismos de direitos humanos, os movimentos sociais, bem como todos aqueles que se colocam na luta pela efetivação dos direitos e das garantias fundamentais para que se posicionem contundentemente contra essa intentona de ações persecutórias e repressivas contra os trabalhadores da USP e seu sindicato. Em outros momentos da história os desrespeitos aos direitos sindicais, sociais e políticos dos trabalhadores abriram as portas para períodos de total cerceamento das liberdades democráticas. Não podemos permitir que isso se repita. A defesa dos trabalhadores da USP é parte fundamental dessa tarefa.
Rafael Borges Discente do curso de Direito da UNESP
segunda-feira, 14 de junho de 2010
Carta do Movimento Estudantil da UNESP-FATEC ao governador e aos reitores das Univ. Públicas

Ocupações em 2008.
Ocupações em 2010:
ALERTA AO GOVERNO DO ESTADO, AO CRUESP E, EM PARTICULAR, AO REITOR JOÃO GRANDINO RODAS!!!
Desde o dia 05 de Maio os trabalhadores da USP encontram-se em greve, seguida da adesão de trabalhadores da UNESP e UNICAMP pela defesa da isonomia salarial. Neste momento, o reitor da Universidade de São Paulo cumpre sua ameaça e ataca o direito de greve dos trabalhadores dessa universidade ao deixar mais de 1000 trabalhadores e suas famílias sem salário.
A ocupação da reitoria da USP representa nesse momento a indignação dos estudantes da UNESP-FATEC que vem tornar público não somente seu apoio e solidariedade a esta luta.Tendo isto em vista, deixamos claro que o ataque aos trabalhadores das três universidades públicas paulistas é também um ataque aos estudantes da UNESP-FATEC. Diante do cerceamento do direito de greve não permaneceremos calados e apáticos.
Sendo assim os estudantes reunidos no Conselho de Entidades Estudantis da UNESP-FATEC, ocorrido na ocupação da direção da UNESP – campus de Marília, querem deixar um recado bem claro aos nossos reitores: caso não sejam reabertas negociações tendo em vista o re-estabelecimento da isonomia e sejam efetuados os pagamentos referentes aos salários cortados nas universidades até o dia 16/06, intensificaremos o processo de mobilização em todo estado com onda de ocupações, piquetes, barricadas, cortes de ruas e cortes de rodovias, ou outros métodos que possamos achar mais convenientes e eficazes.
ABERTURA DE NEGOCIAÇÕES!
REESTABELECIMENTO DA ISONOMIA SALARIAL!
ABAIXO O CORTE DE SALÁRIOS!
EM DEFESA DO DIREITO DE GREVE!
Gratos pela atenção,
Conselho de Entidades Estudantis da UNESP-FATEC,
Marília, 13 de Maio de 2010
terça-feira, 8 de junho de 2010
USP, UNESP, FATEC e UNICAMP:"Na luta professor, funcionário e estudante!
REITOR DA UNESP



O governo, as reitorias e as diretorias querem destruir a educação pública e cassar os direitos das/os trabalhadores. Contra isto, as/os estudantes da UNESP-Marília ocuparam, dia 31/05, o Prédio da Direção.
Veja mais no blog
http://ocupaunespma rilia2010. blogspot. com/
Mobilizações não param nas gestões seguidas do PSDB, que têm, ao longo de anos, precarizado cada vez mais a qualidade do ensino público estadual, do Ensino Fundamental ao Ensino Superior e de Pós Graduação e das condições de trabalho, além de direitos básico dos servidores.
Só a luta, como fazem os trabalhadores e estudantes da USP e Unesp podem transformar alguma coisa. Total apoio a esses movimentos e toda luta contra o Serra e PSDB/DEM!
Educador que não se cala.
Segue postagem do blog do cappacete, sobre ocupação da USP:
Reitoria da USP ocupada
Carlos Arthur França/R7
Reitoria da USP ocupada
Há cerca de um ano a PM de José Serra invadia a USP, coisa que não se via desde os tempos da Ditadura. Aliás, o campus Butantã jamais tinha sido invadido. As relações entre trabalhadores/estudantes e reitorias lacaias do PSDB tem sido tensas nesses últimos dez anos. O que temos visto na última década é precarização das instalações da USP, endurecimento das relações entre reitores e comunidade universitária, e a presença constante da PM no campus. Com o novo reitor, parece as coisas se deterioraram de vez, Rodas age como um ditador, não respeita sequer a constituição, rejeita o diálogo. É muito sério o que está acontecendo na USP, parece um problema local, mas a questão é mais complexa. A atitude de Rodas mostra o ânimo da nova direita paulista e brasileira, o reitor de Serra é da mesma mentalidade dos signatários do instituto Millenium, está ligado a um tipo de gente que quer tomar o poder no país. O ofensiva suja da mídia, vista nos últimos dias, mostra o caráter desse grupo social. Eles querem o poder, e farão de tudo para consegui-lo. Na USP, eles tem o poder, e podemos conferir como eles agem. Ainda vem mais violência por aí.
R7
Grevistas da USP fazem assembleia
dentro de prédio ocupado da reitoria
Os funcionários em greve da USP (Universidade de São Paulo) irão realizar, a partir das 11h30 desta terça-feira (8), uma assembleia dentro da reitoria ocupada, no campus Butantã, na zona oeste de São Paulo. Janelas foram quebradas por manifestantes com marretas e pés de cabra. Cerca de 40 pessoas permanecem no local, invadindo o edifício.
A ação foi tomada como protesto contra os cortes salariais aunciados pelo reitor, João Grandino Rodas, que ordenou que os diretores cortassem o pagamento todos os grevistas. Segundo o Sintusp (SIndicato dos Trabalhadores da USP), cerca de mil funcionários tiveram o ponto reduzido.
Como ocorreu
Enquanto uma assembleia era realizada na entrada principal da reitoria, às 10h, um grupo de estudantes entrou pela parte de trás do edifício e chegou à garagem, de onde ocorreu a ocupação. O ex-diretor do Sintusp Claudionor Brandão participou do ato. Ele afirmou que a ocupação ocorre devido às punições contra os funcionários, o que inclui o corte de salário.
- Isso não é vandalismo, perto do que a reitoria já fez [com os trabalhadores].
O R7 já havia noticiado, na semana retrasada, que o salário dos funcionários grevistas havia sido cortado. Uma parte dos diretores do Sintusp está ocupando a reitoria, neste momento, enquanto outros funcionários estão do lado de fora, descontentes pela invasão não haver sido aprovada por assembleia.
Histórico
Nesta terça-feira (8), a greve já chega no seu 35º dia. A última reunião entre o Sintusp e os representantes da reitoria terminou sem acordo, no último dia 2. Os funcionários reivindicam aumento salarial de 16%, mais R$ 200, e a volta da igualdade de salários entre professores e os demais funcionários.



O governo, as reitorias e as diretorias querem destruir a educação pública e cassar os direitos das/os trabalhadores. Contra isto, as/os estudantes da UNESP-Marília ocuparam, dia 31/05, o Prédio da Direção.
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Mobilizações não param nas gestões seguidas do PSDB, que têm, ao longo de anos, precarizado cada vez mais a qualidade do ensino público estadual, do Ensino Fundamental ao Ensino Superior e de Pós Graduação e das condições de trabalho, além de direitos básico dos servidores.
Só a luta, como fazem os trabalhadores e estudantes da USP e Unesp podem transformar alguma coisa. Total apoio a esses movimentos e toda luta contra o Serra e PSDB/DEM!
Educador que não se cala.
Segue postagem do blog do cappacete, sobre ocupação da USP:
Reitoria da USP ocupada
Carlos Arthur França/R7
Reitoria da USP ocupada
Há cerca de um ano a PM de José Serra invadia a USP, coisa que não se via desde os tempos da Ditadura. Aliás, o campus Butantã jamais tinha sido invadido. As relações entre trabalhadores/estudantes e reitorias lacaias do PSDB tem sido tensas nesses últimos dez anos. O que temos visto na última década é precarização das instalações da USP, endurecimento das relações entre reitores e comunidade universitária, e a presença constante da PM no campus. Com o novo reitor, parece as coisas se deterioraram de vez, Rodas age como um ditador, não respeita sequer a constituição, rejeita o diálogo. É muito sério o que está acontecendo na USP, parece um problema local, mas a questão é mais complexa. A atitude de Rodas mostra o ânimo da nova direita paulista e brasileira, o reitor de Serra é da mesma mentalidade dos signatários do instituto Millenium, está ligado a um tipo de gente que quer tomar o poder no país. O ofensiva suja da mídia, vista nos últimos dias, mostra o caráter desse grupo social. Eles querem o poder, e farão de tudo para consegui-lo. Na USP, eles tem o poder, e podemos conferir como eles agem. Ainda vem mais violência por aí.
R7
Grevistas da USP fazem assembleia
dentro de prédio ocupado da reitoria
Os funcionários em greve da USP (Universidade de São Paulo) irão realizar, a partir das 11h30 desta terça-feira (8), uma assembleia dentro da reitoria ocupada, no campus Butantã, na zona oeste de São Paulo. Janelas foram quebradas por manifestantes com marretas e pés de cabra. Cerca de 40 pessoas permanecem no local, invadindo o edifício.
A ação foi tomada como protesto contra os cortes salariais aunciados pelo reitor, João Grandino Rodas, que ordenou que os diretores cortassem o pagamento todos os grevistas. Segundo o Sintusp (SIndicato dos Trabalhadores da USP), cerca de mil funcionários tiveram o ponto reduzido.
Como ocorreu
Enquanto uma assembleia era realizada na entrada principal da reitoria, às 10h, um grupo de estudantes entrou pela parte de trás do edifício e chegou à garagem, de onde ocorreu a ocupação. O ex-diretor do Sintusp Claudionor Brandão participou do ato. Ele afirmou que a ocupação ocorre devido às punições contra os funcionários, o que inclui o corte de salário.
- Isso não é vandalismo, perto do que a reitoria já fez [com os trabalhadores].
O R7 já havia noticiado, na semana retrasada, que o salário dos funcionários grevistas havia sido cortado. Uma parte dos diretores do Sintusp está ocupando a reitoria, neste momento, enquanto outros funcionários estão do lado de fora, descontentes pela invasão não haver sido aprovada por assembleia.
Histórico
Nesta terça-feira (8), a greve já chega no seu 35º dia. A última reunião entre o Sintusp e os representantes da reitoria terminou sem acordo, no último dia 2. Os funcionários reivindicam aumento salarial de 16%, mais R$ 200, e a volta da igualdade de salários entre professores e os demais funcionários.
segunda-feira, 24 de maio de 2010
Para reitor da USP, trabalhador é bandido!

Fonte: http://blogdocappacete.blogspot.com/2010/05/reitor-fascista-da-usp-tira-mascara-em.html
Reitor fascista da USP tira a máscara em entrevista para a rádio OBANdeirantes
Estudantes e PMs se enfrentam na USP
O diálogo proposto por Grandino Rodas
É bom lembrar que esse reitor foi imposto pelo governador de São Paulo e candidato a presidente do Brasil pelo PSDB José Serra, o escolhido pelo Conselho Universitário foi outro. Rodas é o homem certo para fazer o serviço sujo de Serra. O objetivo da nova reitoria é destruir o sindicato dos trabalhadores da USP, bloquear o acesso a Cidade Universitária aos moradores das comunidades carentes vizinhas ; cercear o direito de ir e vir, sempre lembrando que a USP é pública. Trata-se de decretar uma espécie de AI-5 dentro da Cidade Universitária, e abrir caminho para que a PM se estabeleça de vez no Campus. Rodas quer destruir todos os movimentos sociais da USP, retirar a autonomia dos departamentos, e sucatear os cursos que não interessam ao mercado. Rodas e seu patrão só tem olhos para a UNIVESP. Leiam a entrevista abaixo e confiram, Rodas é da mesma estirpe de um Gama e Silva, faz parte da direita barra pesada. Atenção, Serra presidente e esse tipo certamente ocupará algum cargo relevante no governo nacional, talvez ministro da justiça. Já vimos esse filme.
Nota da Coordenadoria da Associação dos Pós-Graduandos da USP/Capital (21 de maio de 2010).
Preocupada com a preservação do respeito mútuo entre a Reitoria da USP e as entidades representativas de professores, funcionários e estudantes, a APG-Capital vem a público enfatizar a necessidade de um efetivo e respeitoso diálogo no seio da comunidade universitária, tendo em vista que as últimas declarações do reitor da USP à imprensa só têm contribuído para agravar as tensões, tão prejudiciais às atividades de pesquisa dos pós-graduandos.
Em entrevista à Rádio Bandeirantes, em 8 de maio, o Reitor João G. Rodas afirmou haver “mercenários dentro da USP, de alta estatura e envergadura, amedrontando fisicamente as pessoas”. Depois, acrescentou: “o pessoal do sindicato, isso é comprovável, não são só eles, existem pessoas contratadas por eles às dezenas, que fazem, por assim dizer, grande parte do serviço sujo”. Dada a gravidade dessas e outras acusações, faz-se necessária a devida apresentação de provas, até então desconhecidas.
Durante a entrevista, os dois radialistas e o Reitor da USP passaram a nomear os funcionários em greve como “invasores” e “pessoas inescrupulosas” , responsáveis por “jogar o nome da USP no lixo”. Consideramos lamentável que o Reitor da USP tenha investido todo o seu poder e responsabilidade em uma estratégia de desqualificaçã o de seus opositores políticos, como já havia feito em artigo publicado na Folha de S. Paulo e em entrevista ao programa Provocações.
Na Rádio, o Reitor, mais uma vez, resolveu criminalizar os opositores e se reportar, genericamente, à “sociedade”: “peço que a sociedade verifique, mande ver, porque realmente nós estamos fazendo da Universidade de São Paulo os morros do Rio de Janeiro, guetos, e com o tempo, ficarão absolutamente impraticáveis, se é que já não estão”. A preconceituosa associação entre o crime e os morros do Rio de Janeiro, analisada e posta em questão há anos por diversas pesquisas de Ciências Humanas, torna-se ainda mais grave quando utilizada pelo Reitor da maior universidade do país com o intuito de questionar o legítimo direito de greve dos funcionários.
Chamamos a atenção para os graves efeitos de uma declaração de tal teor, emanada do mais alto cargo da Universidade. Além do já exposto, o Reitor da USP investiu, ainda, na instauração de um clima de medo, absolutamente estranho ao cotidiano da comunidade universitária, ao afirmar que a USP é “uma terra de ninguém” ou sugerindo até mesmo a instalação de uma placa na entrada da Universidade com os dizeres: “entre por sua conta e risco”.
Manifestamos o nosso repúdio à criação de um clima artificial de medo e insegurança, criado justamente pelo autor do parecer que autorizou a entrada da PM no campus. Desde que a Força Tática da Polícia Militar deixou a Universidade em 2009, após lançar bombas de gás sobre chefes de departamento, professores e alunos (grevistas e não grevistas), cessou-se, entre nós, qualquer motivo para insegurança.
Espera-se do Reitor da USP o cumprimento de suas responsabilidades como gestor público. Isto implica em uma posição ativa nas reuniões de negociação entre o Cruesp e o Fórum das Seis, contribuindo para a sinalização de um meio termo capaz de dar fim à greve e permitir a reabertura das bibliotecas, dos restaurantes e dos demais serviços essenciais à pesquisa e ao ensino. O silêncio absoluto do Reitor da USP na última reunião de negociação, no dia 18 de maio, contrasta com a disposição manifestada em suas recentes declarações à imprensa.
Receosos de que a curta “era do diálogo” seja substituída por uma “era do medo”, a APG-Capital reafirma sua convicção de que a única saída existente para os conflitos no seio da comunidade universitária é a efetiva negociação e o efetivo respeito às diversas entidades representativas de funcionários, professores e estudantes.
APG/USP-capital
Associação dos Pós-graduandos da USP-Capital
Site: www.apgusp.com
Fórum: www.usp.br/apgforum
E-group: www.grupos.com. br/group/ pgusp
Como eu sempre digo, o PSDB e seus representantes tratam os defensores da educação pública, gratuita e de qualidade com polícia, ofensas, censura e todas as formas conhecidas de violência.
Educador que não se cala.
quarta-feira, 19 de maio de 2010
Toda força aos mineiros: GREVE pela educação!
Fonte: Blog do Euler
Numa tarde emocionante, educadores de Minas votam pela continuidade da greve
A foto é da nossa colega Cristina, que registra um momento da nossa Assembléia.
Uma tarde emocionante a que vivemos hoje, é o mínimo que se consegue exprimir com palavras. Havia um clima de suspense no ar, pois durante todo o final de semana e no começo desta, a imprensa bombardeou a comunidade com a informação de que a greve ia acabar.
Antes de entrar propriamente nos detalhes da nossa maravilhosa assembléia, seria importante recuperar o histórico do final de semana, até como aprendizado para todos nós. Então vamos lá.
Num encontro de trabalhadores do qual participei na última sexta-feira havia uma divisão entre a manutenção da greve e a suspensão temporária da mesma. A própria direção sindical, que recebera um informe jurídico que não nos favorecia, deixava transparecer um receio em relação ao que podia acontecer em caso de demissões dos trabalhadores em greve e por isso chegou a cogitar de uma mudança de estratégia.
Nós próprios, também impactados pelos informes da direção, chegamos a considerar a possibilidade de um recuo estratégico, embora tivéssemos alertado: algo assim só teria sentido se a categoria em assembléia tivesse convencida de sua eficácia e se o governo desse claras demonstrações de que estava disposto a negociar.
Foi um final de semana com grande pressão, da mídia de um lado, dos temores em relação ao futuro do movimento do outro, e o receio, enfim, que esta belíssima greve chegasse ao fim de forma desarticulada, colocando a perder tudo o que acumulamos nestes 40 dias.
O governo, por sua vez, contava com a decretação providencial da ilegalidade da greve, do controle que mantém sobre a mídia e jogava ainda com as ameaças de demissões. Nos cálculos do governo, a greve terminaria nesta terça-feira. Estava tudo combinado: o governo, a imprensa, a Fepaemg e, julgavam eles, até uma parte da direção já estaria decidida a trabalhar pelo fim da greve.
Faltou só um pequeno detalhe, que aqui me faz lembrar, em véspera de Copa do Mundo, um episódio envolvendo o ex-técnico de um das melhores equipes que a Seleção brasileira já teve, João Saldanha. Certa vez, numa partida Brasil x Rússia, apresentaram toda uma tática de ataque contra o time adversário ao grande técnico Saldanha. E ele respondeu ironicamente mais ou menos assim: "Está tudo muito bem, falta só combinar com os jogadores da Rússia".
Pois é! Faltaram ao governo e à imprensa combinar com aqueles que decidem o início ou o fim da greve: os 10 ou 15 mil trabalhadores em assembléia.
Já na segunda-feira à tarde, numa reunião com o comando de greve das cidades de Vespasiano e São José da Lapa eu pude sentir verdadeiramente o clima e a disposição de luta dos companheiros. Mesmo ciente de todos os riscos que corremos, a decisão majoritária, quase unânime dos presentes foi: a greve precisa continuar, não dá para recuar, precisamos arrancar uma conquista salarial expressiva, pois senão o movimento acaba e dificilmente nós faremos outro movimento deste porte.
Durante a nossa reunião, os companheiros de uma subsede próxima da nossa telefonaram dizendo que também haviam decidido pela manutenção da greve. E vários e-mails começaram a chegar. E mensagens no blog. Na segunda-feira à noite eu já havia percebido: ninguém segura a disposição de continuidade da greve. Tanto que escrevi um texto falando sobre uma surpresa que o governo poderia ter que amargar na assembléia de terça (hoje). E não deu outra.
Mas, ainda na segunda-feira pela manhã, os diretores das escolas foram chamados pelas superintendências regionais para que preparassem tudo, pois as aulas retornariam na quarta-feira. Era, ainda usando a linguagem futebolística, o clima do já ganhou em véspera de clássico. Quando a partida começou, a goleada disparou: 20 mil a zero pela continuidade da greve!
Entrevista à TV Assembléia
Assim que chegamos ao pátio da ALMG, nossa combativa turma de São José e de Vespasiano, o pessoal de verde-abacate, foi procurada pelos repórteres da TV Assembléia. Como João Martinho, um dos grandes líderes deste movimento, não estava por perto, o pessoal passou a bola pra mim, e eu marquei três gols de placa. O repórter queria saber as reivindicações e o que o governo havia proposto. Eu disse: 1) a não demissão de nenhum educador em greve, 2) o não corte dos dias parados, e 3) o pagamento do piso ou algo que se aproxime do nosso piso. Sem essas três reivindicações, não voltamos a trabalhar. O governo está intransigente, então, a greve deve continuar.
Em seguida tive algumas surpresas agradáveis. Pessoas de diferentes cidades, que lêem o nosso blog, como foi o caso de duas companheiras de Mutum - um abraço aos bravos educadores de Mutum - entraram em contato comigo. Impressionante como o blog conseguiu assumir uma grande responsabilidade na divulgação da nossa greve. Uma outra companheira, Eliane, que escreve sempre nos comentários do blog, veio me abraçar. Ainda uma outra companheira, da Conlutas, veio puxar minha orelha, dizendo que num dos textos eu havia dado uma recuada. E várias outras pessoas que conheciam o blog mas não me conheciam pessoalmente manifestaram opinião sobre os textos que publicamos. Que bom que nosso blog se tornou mais um dos muitos instrumentos de informação e de união até dos educadores que estão em greve. Se a imprensa amordaçada não faz a sua parte, estamos construindo outros mecanismos para suprir esta lacuna.
A Assembléia começa
O início da assembléia, como sempre com os informes da direção, desta vez foi marcado por uma certa tensão. A companheira Beatriz, coordenadora geral do Sind-UTE explicou os andamentos das negociações com o governo. Foi sincera em reconhecer que a direção chegou a cogitar uma suspensão temporária da greve em troca de um compromisso por escrito do governo de negociar os três pontos que eu mencionei acima. Mas, não houve um retorno satisfatório por parte do governo. Beatriz tem se destacado como liderança, adquirindo confiança das bases - ou de uma parcela muito expressiva destas. Ela se comunica bem com as pessoas e tem sido sincera em relação ao que faz e ao que defende.
Por outro lado, alguns setores da oposição sindical, especialmente os companheiros do Conlutas, criticaram a direção por aquilo que consideraram um equívoco - a intenção de suspender a greve - e defenderam a continuidade da greve. Mas, nessa altura, já ninguém mais - direção ou oposição - defendiam outra proposta que não fosse a manutençãoda greve. A greve tem lidado bem com as divergências ideológicas e de encaminhamentos. É preciso que a unidade da categoria conquistada seja preservada como um patrimônio de todas as correntes. Claro que sem abrirmos mão da democracia e do respeito entre as diferentes opiniões.
Sem uma contraproposta concreta do governo para discutir, não fazia sentido parar a greve. O movimento está forte, tende a crescer ainda mais, e o governo, goste ou não, terá que negociar com os educadores. A base do movimento, em última instância, foi aquela que segurou a greve até agora, embora as direções tenham contribuído para sustentá-la.
Após os informes da direção, foram abertas as inscrições. Um troço meio complicado é este método de inscrição para falar. Geralmente abre-se a fala para 10 pessoas. Umas 20 pessoas mais ou menos solicitam inscrição e a direção escolhe ao belprazer quem serão os 10 a falar. Eis um mecanismo não muito democrático que precisa ser aprimorado.
Mas, justiça seja feita, as principais lideranças da oposição geralmente conseguem falar. Desta vez, pela primeira vez na greve, eu tentei me inscrever. Ao meu lado, João Martinho, que também tentou se inscrever, cantou a pedra: eles vão te chamar porque você está falando pela primeira vez nesta greve. João já havia falado na última assembléia. E não deu outra, depois de umas cinco ou seis pessoas, fui chamado.
Confesso que estava tenso e de garganta seca e minha voz saiu mais fina do que de costume. Logo eu que tenho voz de cantor de ópera! E exatamente na hora de falar, uma senhora desandou a conversar no meu ouvido pedindo para que eu mencionasse na minha fala a situação dos deputados federais que estão peleiteando não trabalhar durante a Copa do Mundo e que não terão o dia cortado como os professores.
Eu disse: tudo bem, minha senhora, se eu lembrar eu falo! Mas, qual o quê! O que me veio à cabeça foram os três eixos da nossa luta - a não demissão de nenhum educador, o não corte do ponto e um aumento de salário. Sem isso, disse, não voltaremos. E disse mais: devemos firmar um pacto entre nós: se algum companheiro em greve for demitido nenhum de nós volta ao trabalho até que ele seja reintegrado. Falei também sobre a mídia vendida, a justiça corrompida e que o governo teria, goste ou não, que negociar com os trabalhadores em greve. Foi isso que eu me lembro que disse, com uma voz, segundo disseram, um pouco, digamos, esticada pela garganta, misto de secura e tensão. Mas, o recado foi dado, tanto quanto os outros oradores que falaram antes e depois de mim.
Mensagem em tempo real
Antes que continue o relato, e como escrevo e olho os e-mails ao mesmo tempo, vou reproduzir aqui uma mensagem que recebi da brava companheira Eliane, aquela mesma, que eu mencionei acima lembram? Diz ela:
"Euler estou comovida pelo que presenciamos hoje na assembléia. Parabéns à todos. O Sindicato está bem articulado, firme nos propositos da classe, colegas coesos e uma manifestção de cidadania e coragem, nunca vista na educação por muitos anos. Este movimento me lembrou uma única manifestação parecida na década de 80. Agora não devemos mesmo recuar com a prova da força do movimento. Parabéns à vc pela coragem e demonstração da conquista, liderança e confiança que nossos colegas depositam na sua força. Palmas por tudo que aconteceu hoje. llllllliiiiiiiiiiiiinnndddddddddddooooooooooo. Bjs no coração.".
Esta mensagem passa a fazer parte do nosso relato. Parabéns a você, companheira Eliane, pela bravura, pela disposição de luta e pelo exemplo que dá aos colegas.
Um dia antes, aliás, Eliane havia dito numa das muitas mensagens que honram este blog, que, se o governo cortasse o seu salário ela não voltava; ia para a Praça Sete com chapéu de palha pedir esmola a mostrar como são tratados os educadores em Minas. É uma guerreira. E é com pessoas com esta disposição de luta que o governo está lidando. São muitos anos de descaso e até de humilhação, com políticas neoliberais, marcadas pela disputa, pela divisão de classe, pela cobrança, pela ameça via avaliação de desempenho, que levaram os educadores de Minas a terem esta reação.
A base do governo estremece na ALMG
Enquanto acontecia a nossa assembléia, novidades ainda estavam por vir. A votação pela continuidade da greve já não era mais novidade. O pátio tremeu quando a coordenadora do Sind-UTE perguntou: quem vota na proposta um, em favor da continuidade da greve, levante a mão. Mãos, bandeiras, gritos, apitos e palavras de ordem de cerca de 20 mil pessoas ecoaram pelo pátio atravessando as paredes da Assembléia Legislativa e provocando reações no interior daquela Casa.
Dois deputados da base governista, Duarte Bechir e Doutor Viana (se não me falha a memória), foram até a mesa pedir para se manifestar. E assumiram publicamente o compromisso de conversar com o governador e pedir para que ele atenda as reivindicações dos educadores. Outros deputados, da oposição, que sempre aparecem nas assembléias, como Padre João, Carlin Moura e Wellington Prado, foram renovar o seu apoio aos trabalhadores em greve.
Ali por perto também, dei de cara com o ex-deputado Rogério Correia, sempre presente nas manifestações dos educadores, ele que no passado participou ativamente da luta dos trabalhadores da Educação. Cumprimentei também o Carlinhos Calazans, que eu conhecia de outra época, num tempo em que a CUT era uma outra CUT, o PT era um outro PT e eu era também um outro Euler.
De volta ao encontro com o pessoal da luta de Vespasiano e São José da Lapa caminhamos para a passeata, já nos posicionando com as bandeiras do sindicato nas mãos. Era só alegria e a certeza de que a luta ia continuar, firme, forte, e que nada ia nos fazer voltar atrás.
A coordenadora Beatriz, ao final da assembléia, chegou a dizer que o governo havia mudado um pouco, na última hora, os termos do compromisso que chegara a firmar com o sindicato, mas que o documento seria analisado depois. A próxima assembléia já está marcada para terça-feira, dia 25.05.
A passeata e o julgamento
Como tem acontecido semanalmente, a passeata dos educadores atravessou quarteirões, perdendo-se de vista o começo e o fim da mesma. Uma coisa emocionante. Todos cantando palavras de ordem: "Se o governo enrola, enrola, não voltamos para a escola", ou "Ehhh sou professor, com muito orgulho, mas sem valor", "1, 2, 3, 3, 5, mil, somos nós que construimos a história do Brasil", o Hino Nacional e até uma marchinha carnavalesca adaptada "Ó quebra, quebra gabiroba, Eu quero ver quebrar, Se piso não sair, não voltamos a trabalhar".
Impressionante o apoio da comunidade, com várias pessoas nos pontos de ônibus batendo palmas e outras, nas janelas dos prédios jogando papel picado. politicamente o governo Aécio-Anastasia tem tudo a perder com essa greve. Mas, a imprensa finge que não vê, enquanto as ruas da cidade são tomadas por milhares de manifestantes com bandeiras azuis.
Ao chegar nas escadarias da Igreja São José, foi realizado um extenso e simbólico julgamento do Governo de Minas Gerais. Com direito a advogado de defesa, de acusação e jurado. O réu, o governo, foi processado pelo crime de não investir adequadamente na Educação, e a sentença, entre outros pontos, condenado a pagar o piso salarial profissional aos educadores. Na minha modesta opinião, com todos os méritos e encantos do evento, ele poderia ter acontecido com menor duração. Mas, tudo bem. A tarde tinha sido bonita demais e alguns minutos a mais nas ruas ocupadas do Centro de BH não fariam mal algum.
E foi assim que terminou a nossa noite. Com todas os grupos de educadores vindos das mais distantes regiões de Minas se dirigindo para seus ônibus, cantando, sorrindo, gritando palavras de ordem, num verdadeiro entusiasmo coletivo, marcado pela confiança na unidade da luta dos trabalhadores em greve.
Não tenho mais a menor dúvida: o governo terá que negociar. E se for inteligente, fá-lo-á o mais breve possível. Pois, nada, ameaça alguma mais, conseguirá alterar a disposição de luta dos educadores em greve. A primeira frase que eu disse na minha fala foi mais ou menos o seguinte: esta, é a mais bonita greve de Minas Gerais!
Nos 40 dias de greve, viva a força dos trabalhadores unidos na luta! Até a vitória final!
Numa tarde emocionante, educadores de Minas votam pela continuidade da greve
A foto é da nossa colega Cristina, que registra um momento da nossa Assembléia.
Uma tarde emocionante a que vivemos hoje, é o mínimo que se consegue exprimir com palavras. Havia um clima de suspense no ar, pois durante todo o final de semana e no começo desta, a imprensa bombardeou a comunidade com a informação de que a greve ia acabar.
Antes de entrar propriamente nos detalhes da nossa maravilhosa assembléia, seria importante recuperar o histórico do final de semana, até como aprendizado para todos nós. Então vamos lá.
Num encontro de trabalhadores do qual participei na última sexta-feira havia uma divisão entre a manutenção da greve e a suspensão temporária da mesma. A própria direção sindical, que recebera um informe jurídico que não nos favorecia, deixava transparecer um receio em relação ao que podia acontecer em caso de demissões dos trabalhadores em greve e por isso chegou a cogitar de uma mudança de estratégia.
Nós próprios, também impactados pelos informes da direção, chegamos a considerar a possibilidade de um recuo estratégico, embora tivéssemos alertado: algo assim só teria sentido se a categoria em assembléia tivesse convencida de sua eficácia e se o governo desse claras demonstrações de que estava disposto a negociar.
Foi um final de semana com grande pressão, da mídia de um lado, dos temores em relação ao futuro do movimento do outro, e o receio, enfim, que esta belíssima greve chegasse ao fim de forma desarticulada, colocando a perder tudo o que acumulamos nestes 40 dias.
O governo, por sua vez, contava com a decretação providencial da ilegalidade da greve, do controle que mantém sobre a mídia e jogava ainda com as ameaças de demissões. Nos cálculos do governo, a greve terminaria nesta terça-feira. Estava tudo combinado: o governo, a imprensa, a Fepaemg e, julgavam eles, até uma parte da direção já estaria decidida a trabalhar pelo fim da greve.
Faltou só um pequeno detalhe, que aqui me faz lembrar, em véspera de Copa do Mundo, um episódio envolvendo o ex-técnico de um das melhores equipes que a Seleção brasileira já teve, João Saldanha. Certa vez, numa partida Brasil x Rússia, apresentaram toda uma tática de ataque contra o time adversário ao grande técnico Saldanha. E ele respondeu ironicamente mais ou menos assim: "Está tudo muito bem, falta só combinar com os jogadores da Rússia".
Pois é! Faltaram ao governo e à imprensa combinar com aqueles que decidem o início ou o fim da greve: os 10 ou 15 mil trabalhadores em assembléia.
Já na segunda-feira à tarde, numa reunião com o comando de greve das cidades de Vespasiano e São José da Lapa eu pude sentir verdadeiramente o clima e a disposição de luta dos companheiros. Mesmo ciente de todos os riscos que corremos, a decisão majoritária, quase unânime dos presentes foi: a greve precisa continuar, não dá para recuar, precisamos arrancar uma conquista salarial expressiva, pois senão o movimento acaba e dificilmente nós faremos outro movimento deste porte.
Durante a nossa reunião, os companheiros de uma subsede próxima da nossa telefonaram dizendo que também haviam decidido pela manutenção da greve. E vários e-mails começaram a chegar. E mensagens no blog. Na segunda-feira à noite eu já havia percebido: ninguém segura a disposição de continuidade da greve. Tanto que escrevi um texto falando sobre uma surpresa que o governo poderia ter que amargar na assembléia de terça (hoje). E não deu outra.
Mas, ainda na segunda-feira pela manhã, os diretores das escolas foram chamados pelas superintendências regionais para que preparassem tudo, pois as aulas retornariam na quarta-feira. Era, ainda usando a linguagem futebolística, o clima do já ganhou em véspera de clássico. Quando a partida começou, a goleada disparou: 20 mil a zero pela continuidade da greve!
Entrevista à TV Assembléia
Assim que chegamos ao pátio da ALMG, nossa combativa turma de São José e de Vespasiano, o pessoal de verde-abacate, foi procurada pelos repórteres da TV Assembléia. Como João Martinho, um dos grandes líderes deste movimento, não estava por perto, o pessoal passou a bola pra mim, e eu marquei três gols de placa. O repórter queria saber as reivindicações e o que o governo havia proposto. Eu disse: 1) a não demissão de nenhum educador em greve, 2) o não corte dos dias parados, e 3) o pagamento do piso ou algo que se aproxime do nosso piso. Sem essas três reivindicações, não voltamos a trabalhar. O governo está intransigente, então, a greve deve continuar.
Em seguida tive algumas surpresas agradáveis. Pessoas de diferentes cidades, que lêem o nosso blog, como foi o caso de duas companheiras de Mutum - um abraço aos bravos educadores de Mutum - entraram em contato comigo. Impressionante como o blog conseguiu assumir uma grande responsabilidade na divulgação da nossa greve. Uma outra companheira, Eliane, que escreve sempre nos comentários do blog, veio me abraçar. Ainda uma outra companheira, da Conlutas, veio puxar minha orelha, dizendo que num dos textos eu havia dado uma recuada. E várias outras pessoas que conheciam o blog mas não me conheciam pessoalmente manifestaram opinião sobre os textos que publicamos. Que bom que nosso blog se tornou mais um dos muitos instrumentos de informação e de união até dos educadores que estão em greve. Se a imprensa amordaçada não faz a sua parte, estamos construindo outros mecanismos para suprir esta lacuna.
A Assembléia começa
O início da assembléia, como sempre com os informes da direção, desta vez foi marcado por uma certa tensão. A companheira Beatriz, coordenadora geral do Sind-UTE explicou os andamentos das negociações com o governo. Foi sincera em reconhecer que a direção chegou a cogitar uma suspensão temporária da greve em troca de um compromisso por escrito do governo de negociar os três pontos que eu mencionei acima. Mas, não houve um retorno satisfatório por parte do governo. Beatriz tem se destacado como liderança, adquirindo confiança das bases - ou de uma parcela muito expressiva destas. Ela se comunica bem com as pessoas e tem sido sincera em relação ao que faz e ao que defende.
Por outro lado, alguns setores da oposição sindical, especialmente os companheiros do Conlutas, criticaram a direção por aquilo que consideraram um equívoco - a intenção de suspender a greve - e defenderam a continuidade da greve. Mas, nessa altura, já ninguém mais - direção ou oposição - defendiam outra proposta que não fosse a manutençãoda greve. A greve tem lidado bem com as divergências ideológicas e de encaminhamentos. É preciso que a unidade da categoria conquistada seja preservada como um patrimônio de todas as correntes. Claro que sem abrirmos mão da democracia e do respeito entre as diferentes opiniões.
Sem uma contraproposta concreta do governo para discutir, não fazia sentido parar a greve. O movimento está forte, tende a crescer ainda mais, e o governo, goste ou não, terá que negociar com os educadores. A base do movimento, em última instância, foi aquela que segurou a greve até agora, embora as direções tenham contribuído para sustentá-la.
Após os informes da direção, foram abertas as inscrições. Um troço meio complicado é este método de inscrição para falar. Geralmente abre-se a fala para 10 pessoas. Umas 20 pessoas mais ou menos solicitam inscrição e a direção escolhe ao belprazer quem serão os 10 a falar. Eis um mecanismo não muito democrático que precisa ser aprimorado.
Mas, justiça seja feita, as principais lideranças da oposição geralmente conseguem falar. Desta vez, pela primeira vez na greve, eu tentei me inscrever. Ao meu lado, João Martinho, que também tentou se inscrever, cantou a pedra: eles vão te chamar porque você está falando pela primeira vez nesta greve. João já havia falado na última assembléia. E não deu outra, depois de umas cinco ou seis pessoas, fui chamado.
Confesso que estava tenso e de garganta seca e minha voz saiu mais fina do que de costume. Logo eu que tenho voz de cantor de ópera! E exatamente na hora de falar, uma senhora desandou a conversar no meu ouvido pedindo para que eu mencionasse na minha fala a situação dos deputados federais que estão peleiteando não trabalhar durante a Copa do Mundo e que não terão o dia cortado como os professores.
Eu disse: tudo bem, minha senhora, se eu lembrar eu falo! Mas, qual o quê! O que me veio à cabeça foram os três eixos da nossa luta - a não demissão de nenhum educador, o não corte do ponto e um aumento de salário. Sem isso, disse, não voltaremos. E disse mais: devemos firmar um pacto entre nós: se algum companheiro em greve for demitido nenhum de nós volta ao trabalho até que ele seja reintegrado. Falei também sobre a mídia vendida, a justiça corrompida e que o governo teria, goste ou não, que negociar com os trabalhadores em greve. Foi isso que eu me lembro que disse, com uma voz, segundo disseram, um pouco, digamos, esticada pela garganta, misto de secura e tensão. Mas, o recado foi dado, tanto quanto os outros oradores que falaram antes e depois de mim.
Mensagem em tempo real
Antes que continue o relato, e como escrevo e olho os e-mails ao mesmo tempo, vou reproduzir aqui uma mensagem que recebi da brava companheira Eliane, aquela mesma, que eu mencionei acima lembram? Diz ela:
"Euler estou comovida pelo que presenciamos hoje na assembléia. Parabéns à todos. O Sindicato está bem articulado, firme nos propositos da classe, colegas coesos e uma manifestção de cidadania e coragem, nunca vista na educação por muitos anos. Este movimento me lembrou uma única manifestação parecida na década de 80. Agora não devemos mesmo recuar com a prova da força do movimento. Parabéns à vc pela coragem e demonstração da conquista, liderança e confiança que nossos colegas depositam na sua força. Palmas por tudo que aconteceu hoje. llllllliiiiiiiiiiiiinnndddddddddddooooooooooo. Bjs no coração.".
Esta mensagem passa a fazer parte do nosso relato. Parabéns a você, companheira Eliane, pela bravura, pela disposição de luta e pelo exemplo que dá aos colegas.
Um dia antes, aliás, Eliane havia dito numa das muitas mensagens que honram este blog, que, se o governo cortasse o seu salário ela não voltava; ia para a Praça Sete com chapéu de palha pedir esmola a mostrar como são tratados os educadores em Minas. É uma guerreira. E é com pessoas com esta disposição de luta que o governo está lidando. São muitos anos de descaso e até de humilhação, com políticas neoliberais, marcadas pela disputa, pela divisão de classe, pela cobrança, pela ameça via avaliação de desempenho, que levaram os educadores de Minas a terem esta reação.
A base do governo estremece na ALMG
Enquanto acontecia a nossa assembléia, novidades ainda estavam por vir. A votação pela continuidade da greve já não era mais novidade. O pátio tremeu quando a coordenadora do Sind-UTE perguntou: quem vota na proposta um, em favor da continuidade da greve, levante a mão. Mãos, bandeiras, gritos, apitos e palavras de ordem de cerca de 20 mil pessoas ecoaram pelo pátio atravessando as paredes da Assembléia Legislativa e provocando reações no interior daquela Casa.
Dois deputados da base governista, Duarte Bechir e Doutor Viana (se não me falha a memória), foram até a mesa pedir para se manifestar. E assumiram publicamente o compromisso de conversar com o governador e pedir para que ele atenda as reivindicações dos educadores. Outros deputados, da oposição, que sempre aparecem nas assembléias, como Padre João, Carlin Moura e Wellington Prado, foram renovar o seu apoio aos trabalhadores em greve.
Ali por perto também, dei de cara com o ex-deputado Rogério Correia, sempre presente nas manifestações dos educadores, ele que no passado participou ativamente da luta dos trabalhadores da Educação. Cumprimentei também o Carlinhos Calazans, que eu conhecia de outra época, num tempo em que a CUT era uma outra CUT, o PT era um outro PT e eu era também um outro Euler.
De volta ao encontro com o pessoal da luta de Vespasiano e São José da Lapa caminhamos para a passeata, já nos posicionando com as bandeiras do sindicato nas mãos. Era só alegria e a certeza de que a luta ia continuar, firme, forte, e que nada ia nos fazer voltar atrás.
A coordenadora Beatriz, ao final da assembléia, chegou a dizer que o governo havia mudado um pouco, na última hora, os termos do compromisso que chegara a firmar com o sindicato, mas que o documento seria analisado depois. A próxima assembléia já está marcada para terça-feira, dia 25.05.
A passeata e o julgamento
Como tem acontecido semanalmente, a passeata dos educadores atravessou quarteirões, perdendo-se de vista o começo e o fim da mesma. Uma coisa emocionante. Todos cantando palavras de ordem: "Se o governo enrola, enrola, não voltamos para a escola", ou "Ehhh sou professor, com muito orgulho, mas sem valor", "1, 2, 3, 3, 5, mil, somos nós que construimos a história do Brasil", o Hino Nacional e até uma marchinha carnavalesca adaptada "Ó quebra, quebra gabiroba, Eu quero ver quebrar, Se piso não sair, não voltamos a trabalhar".
Impressionante o apoio da comunidade, com várias pessoas nos pontos de ônibus batendo palmas e outras, nas janelas dos prédios jogando papel picado. politicamente o governo Aécio-Anastasia tem tudo a perder com essa greve. Mas, a imprensa finge que não vê, enquanto as ruas da cidade são tomadas por milhares de manifestantes com bandeiras azuis.
Ao chegar nas escadarias da Igreja São José, foi realizado um extenso e simbólico julgamento do Governo de Minas Gerais. Com direito a advogado de defesa, de acusação e jurado. O réu, o governo, foi processado pelo crime de não investir adequadamente na Educação, e a sentença, entre outros pontos, condenado a pagar o piso salarial profissional aos educadores. Na minha modesta opinião, com todos os méritos e encantos do evento, ele poderia ter acontecido com menor duração. Mas, tudo bem. A tarde tinha sido bonita demais e alguns minutos a mais nas ruas ocupadas do Centro de BH não fariam mal algum.
E foi assim que terminou a nossa noite. Com todas os grupos de educadores vindos das mais distantes regiões de Minas se dirigindo para seus ônibus, cantando, sorrindo, gritando palavras de ordem, num verdadeiro entusiasmo coletivo, marcado pela confiança na unidade da luta dos trabalhadores em greve.
Não tenho mais a menor dúvida: o governo terá que negociar. E se for inteligente, fá-lo-á o mais breve possível. Pois, nada, ameaça alguma mais, conseguirá alterar a disposição de luta dos educadores em greve. A primeira frase que eu disse na minha fala foi mais ou menos o seguinte: esta, é a mais bonita greve de Minas Gerais!
Nos 40 dias de greve, viva a força dos trabalhadores unidos na luta! Até a vitória final!
segunda-feira, 10 de maio de 2010
São Paulo puxa a nação! Pro buraco...
Em Minas Gerais, como não podia deixar de ser em governos tucanos, os profesores estão morrendo de fome com um salário de gorjeta. Parecem seguir o modelo de São Paulo, onde a barbárie rola solta. Total apoio aos grevistas, que lutam há quase um mês por condições dignas de trabalho e por um sistema educacional melhor, contra os golpistas do PSDB/DEM, e todos os privatizadores!
Educador que não se cala.

INFORMES DA EDUCAÇÃO ESTADUAL de Minas Gerais.
Entenda o contracheque de um professor de Minas Gerais...
Atendendo à sugestão de um visitante do nosso blog, divulgamos acima um contracheque de professores.
O contracheque em tela é comum aos professores com as seguintes características:
a) a data do contracheque é de março de 2010, portanto, foi pago este mês de abril de 2010,
b) o símbolo PEB3B significa que se trata de um professor com licenciatura plena (curso superior), que cumpriu o estágio probatório e recebeu uma progressão na carreira, de A para B,
c) o piso básico deste professor, sobre o qual incidem as gratificações e mudanças na carreira, é de R$ 515,49. Se fosse um professor PEB3A, o piso seria de R$ 500,00. Como o professor em questão recebeu uma progressão, teve um aumento de 3% sobre o piso de R$ 500,00. Logo, o piso pulou para R$ 515,00. Se este professor mudar de nível (promoção), passando para PEB4 - mudança que ocorre a cada cinco anos, desde que haja titularidade adequada (pós-graduação), ele receberá aumento de 22% sobre o piso. Ou seja, seu salário base seria de R$ 610,00,
d) como o governador criou um teto salarial de R$ 850,00 (o novo será de R$ 935, 00) - que o governo vende para a opinião pública que se trata de um "piso remuneratório", a diferença entre os tais R$ 515,49 e o teto de R$ 850,00 é preenchida com penduricalhos e gratificações, como: VTI (Vantagem Temporária Incorporada), PCRM (Parcela Complementar de Remuneração do Magistério), além da gratificação de incentivo à docência (mais conhecido como pó-de-giz) que é um percentu al de 20% sobre o piso real de R$ 515,49,
e) toda a movimentação ocorrida na carreira (progressões, promoções, quinquenios, etc) é deduzida dos penduricalhos (VTI e PCRM, sem alterar o teto salarial de R$ 850,00. Assim, se o professor mudar de PEB3 para PEB4 após cinco anos de trabalho e tendo feito especialização ou mestrado ele continuará recebendo os mesmos R$ 850,00 de salário bruto,
f) sobre este volumoso salário de R$ 850,00 há o desconto da previdência de 11%, mais o desconto do Ipsemg - que até ontem era compulsório -, mais as contribuições sindicais. O que restou como salário líquido, que é aquele valor que o trabalhador bota a mão no dia do pagamento, é a expressiva quantia de R$ 720,55,
g) ou seja, não dá nem p ra pagar um almoço de deputado, que, de acordo com as notas fiscais das verbas indenizatórias que eles recebem para custear aluguel, comida, casa, transporte, etc, além dos poupudos salários, chega a custar R$ 9 mil reais numa só tarde de almoço,
h) e é assim que Minas avança! Com choque de gestão em cima dos educadores...
Fonte: http://blogdoeulerconrado.blogspot.com
Educador que não se cala.

INFORMES DA EDUCAÇÃO ESTADUAL de Minas Gerais.
Entenda o contracheque de um professor de Minas Gerais...
Atendendo à sugestão de um visitante do nosso blog, divulgamos acima um contracheque de professores.
O contracheque em tela é comum aos professores com as seguintes características:
a) a data do contracheque é de março de 2010, portanto, foi pago este mês de abril de 2010,
b) o símbolo PEB3B significa que se trata de um professor com licenciatura plena (curso superior), que cumpriu o estágio probatório e recebeu uma progressão na carreira, de A para B,
c) o piso básico deste professor, sobre o qual incidem as gratificações e mudanças na carreira, é de R$ 515,49. Se fosse um professor PEB3A, o piso seria de R$ 500,00. Como o professor em questão recebeu uma progressão, teve um aumento de 3% sobre o piso de R$ 500,00. Logo, o piso pulou para R$ 515,00. Se este professor mudar de nível (promoção), passando para PEB4 - mudança que ocorre a cada cinco anos, desde que haja titularidade adequada (pós-graduação), ele receberá aumento de 22% sobre o piso. Ou seja, seu salário base seria de R$ 610,00,
d) como o governador criou um teto salarial de R$ 850,00 (o novo será de R$ 935, 00) - que o governo vende para a opinião pública que se trata de um "piso remuneratório", a diferença entre os tais R$ 515,49 e o teto de R$ 850,00 é preenchida com penduricalhos e gratificações, como: VTI (Vantagem Temporária Incorporada), PCRM (Parcela Complementar de Remuneração do Magistério), além da gratificação de incentivo à docência (mais conhecido como pó-de-giz) que é um percentu al de 20% sobre o piso real de R$ 515,49,
e) toda a movimentação ocorrida na carreira (progressões, promoções, quinquenios, etc) é deduzida dos penduricalhos (VTI e PCRM, sem alterar o teto salarial de R$ 850,00. Assim, se o professor mudar de PEB3 para PEB4 após cinco anos de trabalho e tendo feito especialização ou mestrado ele continuará recebendo os mesmos R$ 850,00 de salário bruto,
f) sobre este volumoso salário de R$ 850,00 há o desconto da previdência de 11%, mais o desconto do Ipsemg - que até ontem era compulsório -, mais as contribuições sindicais. O que restou como salário líquido, que é aquele valor que o trabalhador bota a mão no dia do pagamento, é a expressiva quantia de R$ 720,55,
g) ou seja, não dá nem p ra pagar um almoço de deputado, que, de acordo com as notas fiscais das verbas indenizatórias que eles recebem para custear aluguel, comida, casa, transporte, etc, além dos poupudos salários, chega a custar R$ 9 mil reais numa só tarde de almoço,
h) e é assim que Minas avança! Com choque de gestão em cima dos educadores...
Fonte: http://blogdoeulerconrado.blogspot.com
quarta-feira, 5 de maio de 2010
Greve dos trabalhadores da USP: abaixo-assinado
Fonte: passapalavra.info
Greve dos trabalhadores da USP: abaixo-assinado
No dia de hoje iniciou-se a greve de trabalhadores da USP, que saem em luta em defesa do salário, contra a repressão e em defesa da universidade pública. A reitoria tenta intimidar a greve com uma política repressiva conseguindo uma liminar na justiça de multa contra os piquetes e declarando que não vai pagar os dias parados. Trata-se de mais uma tentativa de impor uma derrota a esta categoria que, a partir o Sintusp, vem dando um exemplo na defesa da universidade pública. É fundamental que todo movimento estudantil, os movimento sociais, as entidades, as organizações políticas, intelectuais, personalidades, etc, sejam solidários a essa greve para ajudarmos a que seja vitoriosa. Em primeiro lugar, queremos partir de solicitar a assinatura deste abaixo assinado contra a repressão e sua mais ampla difusão.
Favor enviar para: sintusp@sintusp. org.br e para flacs06@yahoo. com.br
Além disso, agradecemos todo tipo de iniciativas de apoio.
TODO APOIO A GREVE DOS TRABALHADORE DA USP!
abaixo-assinado

Fonte: passapalavra.info
Greve dos trabalhadores da USP: abaixo-assinado
No dia de hoje iniciou-se a greve de trabalhadores da USP, que saem em luta em defesa do salário, contra a repressão e em defesa da universidade pública. A reitoria tenta intimidar a greve com uma política repressiva conseguindo uma liminar na justiça de multa contra os piquetes e declarando que não vai pagar os dias parados. Trata-se de mais uma tentativa de impor uma derrota a esta categoria que, a partir o Sintusp, vem dando um exemplo na defesa da universidade pública. É fundamental que todo movimento estudantil, os movimento sociais, as entidades, as organizações políticas, intelectuais, personalidades, etc, sejam solidários a essa greve para ajudarmos a que seja vitoriosa. Em primeiro lugar, queremos partir de solicitar a assinatura deste abaixo assinado contra a repressão e sua mais ampla difusão.
Favor enviar para: sintusp@sintusp. org.br e para flacs06@yahoo. com.br
Além disso, agradecemos todo tipo de iniciativas de apoio.
TODO APOIO A GREVE DOS TRABALHADORE DA USP!
abaixo-assinado

Fonte: passapalavra.info
quarta-feira, 28 de abril de 2010
Greve dos servidores da educação em Minas!
Fonte: Dissolvendo no ar
A greve nas escolas estaduais de Minas Gerais está completando 21 dias nesta quarta-feira (28/04). Os professores reivindicam a adequação do Estado ao piso salarial de R$ 1.312,85 além das gratificações. Mas, sobretudo, respeito e valorização da educação no Estado, que se encontra sucateada pelo descaso dos governantes mineiros nas últimas décadas, além de melhores condições de trabalho para toda a classe.
O Sind-UTE (Sindicato Único dos Trabalhadores da Educação de Minas Gerais) calcula adesão de 60%. Levnado em conta que Estado conta hoje com 203 mil servidores na área de educação, somos mais de 120 mil servidores em greve.
“O que a Secretaria (de Educação) tem que fazer é apresentar uma proposta para a categoria que está em greve e não ficar nessa disputa de interpretação de legislação. A nossa reivindicação está clara. A greve é por tempo indeterminado e nós queremos uma proposta concreta do governo de Estado para negociar”, disse Beatriz Cerqueira, coordenadora-geral do Sind-UTE, sobre a interpretação da Lei 11.738/2008 que implementou o Piso Salarial Profissional Nacional para os Profissionais do Magistério Público da Educação, esse piso, em valores atualizados, é de, justamente, R$1312,85.
Já em resposta à ameaça de retaliar os servidores grevistas com “falta” no livro de ponto e a possível contratação de substitutos, o Sind-UTE divulgou a seguinte nota:
Em atenção ao Ofício Circular Gab.n° 1013/2010 de
26/04/2010, da Secretária de Estado da Educação,
Vanessa Guimarães, o Sind-UTE/MG esclarece:
1) O direito de greve dos servidores públicos é legítimo, estando previsto
constitucionalmente, na regra do art. 9º da Constituição Federal de 1988.
2) A Lei Federal n° 7.783 de 28/06/89, por força da decisão proferida no Mandado de Injunção nº 708 do Supremo Tribunal Federal, regulamenta o direito de greve dos servidores públicos.
3) A participação em greve suspende o contrato de trabalho, sendo vedada a rescisão de contrato de trabalho durante a greve, bem como a contratação de trabalhadores substitutos (art. 7º, parágrafo único, lei n° 7.783/89).
4) As faltas em serviço por motivo de mobilização da categoria para a defesa de seus direitos são faltas justificadas, logo, não se equivalem à faltas por ausência injustificada ao serviço.
5) De acordo com a legislação vigente, o servidor em greve, seja efetivo, designado, efetivado pela Lei100, efetivo em estágio probatório, ou em qualquer outra situação não pode sofrer retaliação em função de participar da greve.
6) A emissão do ofício por parte da Secretaria Estadual é uma clara estratégia de desmobilizar a categoria num momento em que a greve se consolidou ganhando adesão em todas as regiões do estado. Não podemos deixar que a Secretaria alcance o seu objetivo. Se os profissionais em greve recuarem, perderemos a oportunidade histórica de conquistar um salário melhor e não teremos condições de realizar qualquer negociação, uma vez que o sindicato ficará fragilizado.
7) Todas as medidas judiciais possíveis estão sendo tomadas pelo Sind-UTE/MG para tentar anular os efeitos do Ofício da Secretária.
8) Precisamos manter nossa mobilização e as atividades definidas pela assembleia realizada em São João Del-Rei.
Postado por Hudson Luiz Vilas Boas às 17:23
A greve nas escolas estaduais de Minas Gerais está completando 21 dias nesta quarta-feira (28/04). Os professores reivindicam a adequação do Estado ao piso salarial de R$ 1.312,85 além das gratificações. Mas, sobretudo, respeito e valorização da educação no Estado, que se encontra sucateada pelo descaso dos governantes mineiros nas últimas décadas, além de melhores condições de trabalho para toda a classe.
O Sind-UTE (Sindicato Único dos Trabalhadores da Educação de Minas Gerais) calcula adesão de 60%. Levnado em conta que Estado conta hoje com 203 mil servidores na área de educação, somos mais de 120 mil servidores em greve.
“O que a Secretaria (de Educação) tem que fazer é apresentar uma proposta para a categoria que está em greve e não ficar nessa disputa de interpretação de legislação. A nossa reivindicação está clara. A greve é por tempo indeterminado e nós queremos uma proposta concreta do governo de Estado para negociar”, disse Beatriz Cerqueira, coordenadora-geral do Sind-UTE, sobre a interpretação da Lei 11.738/2008 que implementou o Piso Salarial Profissional Nacional para os Profissionais do Magistério Público da Educação, esse piso, em valores atualizados, é de, justamente, R$1312,85.
Já em resposta à ameaça de retaliar os servidores grevistas com “falta” no livro de ponto e a possível contratação de substitutos, o Sind-UTE divulgou a seguinte nota:
Em atenção ao Ofício Circular Gab.n° 1013/2010 de
26/04/2010, da Secretária de Estado da Educação,
Vanessa Guimarães, o Sind-UTE/MG esclarece:
1) O direito de greve dos servidores públicos é legítimo, estando previsto
constitucionalmente, na regra do art. 9º da Constituição Federal de 1988.
2) A Lei Federal n° 7.783 de 28/06/89, por força da decisão proferida no Mandado de Injunção nº 708 do Supremo Tribunal Federal, regulamenta o direito de greve dos servidores públicos.
3) A participação em greve suspende o contrato de trabalho, sendo vedada a rescisão de contrato de trabalho durante a greve, bem como a contratação de trabalhadores substitutos (art. 7º, parágrafo único, lei n° 7.783/89).
4) As faltas em serviço por motivo de mobilização da categoria para a defesa de seus direitos são faltas justificadas, logo, não se equivalem à faltas por ausência injustificada ao serviço.
5) De acordo com a legislação vigente, o servidor em greve, seja efetivo, designado, efetivado pela Lei100, efetivo em estágio probatório, ou em qualquer outra situação não pode sofrer retaliação em função de participar da greve.
6) A emissão do ofício por parte da Secretaria Estadual é uma clara estratégia de desmobilizar a categoria num momento em que a greve se consolidou ganhando adesão em todas as regiões do estado. Não podemos deixar que a Secretaria alcance o seu objetivo. Se os profissionais em greve recuarem, perderemos a oportunidade histórica de conquistar um salário melhor e não teremos condições de realizar qualquer negociação, uma vez que o sindicato ficará fragilizado.
7) Todas as medidas judiciais possíveis estão sendo tomadas pelo Sind-UTE/MG para tentar anular os efeitos do Ofício da Secretária.
8) Precisamos manter nossa mobilização e as atividades definidas pela assembleia realizada em São João Del-Rei.
Postado por Hudson Luiz Vilas Boas às 17:23
segunda-feira, 12 de abril de 2010
Serra: "Conversar com professor?? Nem pensar!"
Fonte: www.vermelho.org.br
Greve dos professores: Serra pediu ajuda a Lula e rasgou acordo
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse neste sábado (10), no Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, que o pré-candidato do PSDB à presidência, José Serra, pediu sua ajuda quando ainda estava à frente do governo de São Paulo para debelar uma manifestação de professores grevistas, mas descumpriu o acordo. Serra teria se comprometido a receber pessoalmente os professores, mas mandou o secretário da Educação, Paulo Renato, como representante.
O pedido de ajuda ocorreu durante uma cerimônia de entrega de ambulâncias da qual ambos participaram em Tatuí, no interior paulista, em 25 de março. “Lá em Tatuí, fomos procurados pelo seu adversário que dizia para nós tentarmos ajudar na greve dos professores que iriam ao Palácio dos Bandeirantes em determinado dia”, disse Lula à pré-candidata do PT, Dilma Rousseff.
“Vim para cá, e o nosso querido companheiro Edinho (Silva, presidente do PT-SP) ligou para o governador Serra. Eu assumi o compromisso de conversar com a Apeoesp (sindicato que representa os professores estaduais)”, agregou Lula.
O presidente relatou ter conversado no mesmo dia durante o 2º Congresso da Mulher Metalúrgica, também no sindicato do ABC, com a presidente da Apeoesp, Maria Izabel Azevedo Noronha, a Bebel, e intermediado uma reunião entre os grevistas e o governador.
“Conversamos com a Bebel, o Edinho ligou para o Zé Serra — e eu havia dito para o Serra diretamente na conversa: ‘Serra, converse você diretamente com o sindicato. Não deixe o seu secretário da Educação conversar porque ele não conversava quando era ministro. Converse você, eles não querem muito e estão dispostos a fazer um acordo. Converse’”, afirmou o presidente.
Segundo Lula, Serra teria prometido ao presidente do PT paulista receber pessoalmente os professores. O iG apurou que o governador sugeriu a possibilidade de enviar o secretário da Casa Civil, Aloyzio Nunes Ferreira, já que a Apeoesp não aceitava negociar com Paulo Renato. “Cheguei aqui e o Edinho me comunicou: ‘Presidente, eu conversei com o Serra e ele vai conversar com os professores’”, disse Lula.
De acordo com Lula, Serra não teria cumprido o acordo. “Conclusão: eu fui embora tranquilo. Conversamos com a Bebel tranquilos de que o governador iria chamar os professores para conversar. Qual não foi minha surpresa quando no dia seguinte ele viajou, não conversou, e mandou um secretário seu conversar com os professores?”.
A assessoria de Serra, que poucas horas antes teve o nome lançado pelo PSDB em Brasília, foi procurada, mas não se manifestou. A repressão policial às manifestações dos professores foi explorada em vários discursos durante o encontro de Dilma com representantes da seis centrais sindicais, neste sábado. “Posso afirmar porque estive do lado de lá na eleição passada. O Serra não gosta de trabalhador”, disse o deputado Paulo Pereira da Silva, o Paulinho, presidente da Força Sindical e do PDT-SP.
Da Redação, com informações do Último Segundo
Greve dos professores: Serra pediu ajuda a Lula e rasgou acordo
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse neste sábado (10), no Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, que o pré-candidato do PSDB à presidência, José Serra, pediu sua ajuda quando ainda estava à frente do governo de São Paulo para debelar uma manifestação de professores grevistas, mas descumpriu o acordo. Serra teria se comprometido a receber pessoalmente os professores, mas mandou o secretário da Educação, Paulo Renato, como representante.
O pedido de ajuda ocorreu durante uma cerimônia de entrega de ambulâncias da qual ambos participaram em Tatuí, no interior paulista, em 25 de março. “Lá em Tatuí, fomos procurados pelo seu adversário que dizia para nós tentarmos ajudar na greve dos professores que iriam ao Palácio dos Bandeirantes em determinado dia”, disse Lula à pré-candidata do PT, Dilma Rousseff.
“Vim para cá, e o nosso querido companheiro Edinho (Silva, presidente do PT-SP) ligou para o governador Serra. Eu assumi o compromisso de conversar com a Apeoesp (sindicato que representa os professores estaduais)”, agregou Lula.
O presidente relatou ter conversado no mesmo dia durante o 2º Congresso da Mulher Metalúrgica, também no sindicato do ABC, com a presidente da Apeoesp, Maria Izabel Azevedo Noronha, a Bebel, e intermediado uma reunião entre os grevistas e o governador.
“Conversamos com a Bebel, o Edinho ligou para o Zé Serra — e eu havia dito para o Serra diretamente na conversa: ‘Serra, converse você diretamente com o sindicato. Não deixe o seu secretário da Educação conversar porque ele não conversava quando era ministro. Converse você, eles não querem muito e estão dispostos a fazer um acordo. Converse’”, afirmou o presidente.
Segundo Lula, Serra teria prometido ao presidente do PT paulista receber pessoalmente os professores. O iG apurou que o governador sugeriu a possibilidade de enviar o secretário da Casa Civil, Aloyzio Nunes Ferreira, já que a Apeoesp não aceitava negociar com Paulo Renato. “Cheguei aqui e o Edinho me comunicou: ‘Presidente, eu conversei com o Serra e ele vai conversar com os professores’”, disse Lula.
De acordo com Lula, Serra não teria cumprido o acordo. “Conclusão: eu fui embora tranquilo. Conversamos com a Bebel tranquilos de que o governador iria chamar os professores para conversar. Qual não foi minha surpresa quando no dia seguinte ele viajou, não conversou, e mandou um secretário seu conversar com os professores?”.
A assessoria de Serra, que poucas horas antes teve o nome lançado pelo PSDB em Brasília, foi procurada, mas não se manifestou. A repressão policial às manifestações dos professores foi explorada em vários discursos durante o encontro de Dilma com representantes da seis centrais sindicais, neste sábado. “Posso afirmar porque estive do lado de lá na eleição passada. O Serra não gosta de trabalhador”, disse o deputado Paulo Pereira da Silva, o Paulinho, presidente da Força Sindical e do PDT-SP.
Da Redação, com informações do Último Segundo
domingo, 28 de março de 2010
P2 tenta incriminar manifestantes! Barbárie contra porfessores!
Foi a verdadeira barbárie da didatura se mostrando contra os professores, policiais infiltrados para prender-nos e o pior, incriminar professores com atos de vandalismos.
Segue relato retirado do portal vermelho.
Texto: Leonardo Severo*
Também escrevo com dor, intensa, devido às queimaduras nos dois braços e mãos provocadas pelos sprays químicos, covardemente atirados pelos policiais militares sobre quem fotografava de perto, documentando próximo demais para quem tudo quer encobrir. Depois, a versão oficial ganha as tintas da verdade nos jornalões e informação mercadoria cobre as emissoras de rádio e televisão.
Gás pimenta contra jornalistas
Antes de dar continuidade, cito o saudoso conterrâneo Apparício Torelli, mais conhecido como o Barão de Itararé, que daria boas risadas do cenário montado por José Serra nos meios de comunicação. Uma mídia que até para ser venal podia ter algum limite. Vendo o quão tosca foi a cobertura, quão partidarizada e ideologizada em favor do escárnio dos educadores, não há como fazer chacota deste tipo de “jornalismo”.
Dizia o Barão: “Um bom jornalista é um sujeito que esvazia totalmente a cabeça para o dono do jornal encher nababescamente a barriga” e que “a televisão é a maior maravilha da ciência a serviço da imbecilidade humana”..
Vamos aos fatos:
Foi montada uma barreira impedindo o deslocamento de dezenas de milhares de professores em greve que, enfrentando a chuva e os inúmeros bloqueios da Polícia Militar, conseguiram chegar até a avenida Giovanni Gronchi, no Morumbi.
O comando da paralisação, que Serra diz ser de 1%, até o dia de hoje não havia conseguido sequer ser recebido pelo governo. Nesta sexta uma comissão foi recepcionada finalmente no Palácio, mas o mesmo governo que alega não haver greve, diz que só iria negociar com a volta à aula dos grevistas.
Naquele mesmo instante, sob ordens do governador que já havia fugido da cidade, pessoas vestidas com a farda da Polícia Militar abriram fogo contra manifestantes que queriam respaldar a negociação, mas foram recebidos com golpes de cassetetes, balas de borracha e bombas de efeito “moral”. Tinham que ficar no seu lugar. Ali era local reservado a autoridades e bacanas. Os professores não eram nenhum dos dois.
Diante do impasse e da decisão do governo tucano de manter o arrocho salarial – os professores acumulam perdas de 34,3% -, da continuação do escárnio da política de bônus, provinhas e provões, sem qualquer Plano de Carreira, com as salas superlotadas, com os laboratórios e bibliotecas caindo aos pedaços, com o fechamento de turnos e escolas, a greve continua. E nova assembleia foi convocada para a próxima quarta-feira, dia 31 de março.
Só truculência
Com as costas perfuradas por duas balas de borracha, Thiago Leme, professor de biologia da Escola Estadual Metalúrgico, em São Bernardo do Campo, relatou: “Não espero absolutamente nada deste governo, somente que saia o mais rápido possível. Somos uma categoria profissional digna e deveríamos ser tratados como seres humanos. Infelizmente, a imprensa é parte deste sistema corrupto e vamos ter amanhã as versões dos fatos que eles inventarem sobre hoje”.
Com as duas pernas sangrando, atingidas por bombas de efeito moral, Sílvio Prado, professor de História de Taubaté, desabafou: “Deste governo a gente não pode mais esperar nada, só truculência”.
Sindicalista, Policial Civil, Jeferson Fernando foi confundido com um professor, mantido preso e espancado por cerca de três horas e levado ao 34ª DP de Francisco Morato. Com a roupa rasgada e acompanhado por dirigentes do Sindicato, Jeferson foi até a Corregedoria denunciar os inumeráveis abusos dos quais foi vítima.
Professor de Filosofia em Jundiaí, Fernando Ribeiro presenciou quando um dos muitos policiais infiltrados pelo governo na manifestação “tentava atear fogo em um veículo, buscando incriminar os manifestantes”. Com o policial à paisana identificado, professores e estudantes saíram à caça do marginal que buscou refúgio entre os policiais militares. “Tentaram colocar fogo no carro para culpar o protesto. Como agiram com muita força, numa ação desproporcional, queriam uma justificativa”.
Governo perdeu a cabeça
Coordenador da representação do funcionalismo público estadual e vice-presidente estadual da CUT, Carlos Ramiro de Castro (Carlão) foi atingido na testa por um estilhaço de uma das bombas lançadas a esmo pelos policiais. Tranquilo, Carlão foi categórico: “O governo perdeu a cabeça e está desesperado. A razão está do nosso lado, venceremos!”
A professora Maria Izabel (Bebel), presidente da Apeoesp (Sindicato dos Professores do Ensino Público Oficial do Estado de São Paulo), também denunciou os provocadores "infiltrados" pelo governo estadual para deslegitimar a manifestação pacífica e exortou a categoria a ampliar a mobilização e se fazer presente na próxima quarta-feira na Paulista. “Tentaram nos colocar de joelhos, mas estamos aqui, de cabeça erguida, exigindo o respeito que esta maravilhosa categoria merece”.
A presidenta da União Municipal dos Estudantes de São Paulo (UMES), Ana Letícia, sublinhou que “os professores nos enchem de orgulho pois estão enfrentando com garra e coragem a covardia e a mentira do desgoverno Serra. Contem conosco para seguir em frente na defesa da melhoria da qualidade do ensino público”.
De acordo com o deputado estadual Roberto Felício (PT), o simples fato das direções de escola terem sido instruídas pelo governo a não informarem sobre a paralisação é um forte indício do respaldo do movimento junto à categoria, “que está na linha de frente, pois não foge da luta”.
Sem freio
Conforme o deputado estadual Major Olímpio (PDT), liderança dos policiais militares, o que o governo estadual fez foi usar de toda a sua truculência e o seu aparato repressivo em vez de abrir negociação com os professores. “Os manifestantes vieram para dialogar, mas o governo tucano os recebeu como numa guerra”, frisou.
Para os incautos que ainda alimentavam alguma ilusão em relação ao caráter de José Serra, vale o comentário de um ex-amigo seu, Flávio Bierrenbach, ex-deputado e ministro do Superior Tribunal Militar: “Serra entrou pobre na Secretaria de Planejamento do Governo Montoro e saiu rico. Ele usa o poder de forma cruel, corrupta e prepotente. Poucos o conhecem. Engana muita gente. Prejudicou a muitos dos seus companheiros. Uma ambição sem limite. Uma sede de poder sem nenhum freio".
Agora, vamos freá-lo!
*Leonardo Severo, jornalista, é editor do Portal da CUT
Segue relato retirado do portal vermelho.
Texto: Leonardo Severo*
Também escrevo com dor, intensa, devido às queimaduras nos dois braços e mãos provocadas pelos sprays químicos, covardemente atirados pelos policiais militares sobre quem fotografava de perto, documentando próximo demais para quem tudo quer encobrir. Depois, a versão oficial ganha as tintas da verdade nos jornalões e informação mercadoria cobre as emissoras de rádio e televisão.
Gás pimenta contra jornalistas
Antes de dar continuidade, cito o saudoso conterrâneo Apparício Torelli, mais conhecido como o Barão de Itararé, que daria boas risadas do cenário montado por José Serra nos meios de comunicação. Uma mídia que até para ser venal podia ter algum limite. Vendo o quão tosca foi a cobertura, quão partidarizada e ideologizada em favor do escárnio dos educadores, não há como fazer chacota deste tipo de “jornalismo”.
Dizia o Barão: “Um bom jornalista é um sujeito que esvazia totalmente a cabeça para o dono do jornal encher nababescamente a barriga” e que “a televisão é a maior maravilha da ciência a serviço da imbecilidade humana”..
Vamos aos fatos:
Foi montada uma barreira impedindo o deslocamento de dezenas de milhares de professores em greve que, enfrentando a chuva e os inúmeros bloqueios da Polícia Militar, conseguiram chegar até a avenida Giovanni Gronchi, no Morumbi.
O comando da paralisação, que Serra diz ser de 1%, até o dia de hoje não havia conseguido sequer ser recebido pelo governo. Nesta sexta uma comissão foi recepcionada finalmente no Palácio, mas o mesmo governo que alega não haver greve, diz que só iria negociar com a volta à aula dos grevistas.
Naquele mesmo instante, sob ordens do governador que já havia fugido da cidade, pessoas vestidas com a farda da Polícia Militar abriram fogo contra manifestantes que queriam respaldar a negociação, mas foram recebidos com golpes de cassetetes, balas de borracha e bombas de efeito “moral”. Tinham que ficar no seu lugar. Ali era local reservado a autoridades e bacanas. Os professores não eram nenhum dos dois.
Diante do impasse e da decisão do governo tucano de manter o arrocho salarial – os professores acumulam perdas de 34,3% -, da continuação do escárnio da política de bônus, provinhas e provões, sem qualquer Plano de Carreira, com as salas superlotadas, com os laboratórios e bibliotecas caindo aos pedaços, com o fechamento de turnos e escolas, a greve continua. E nova assembleia foi convocada para a próxima quarta-feira, dia 31 de março.
Só truculência
Com as costas perfuradas por duas balas de borracha, Thiago Leme, professor de biologia da Escola Estadual Metalúrgico, em São Bernardo do Campo, relatou: “Não espero absolutamente nada deste governo, somente que saia o mais rápido possível. Somos uma categoria profissional digna e deveríamos ser tratados como seres humanos. Infelizmente, a imprensa é parte deste sistema corrupto e vamos ter amanhã as versões dos fatos que eles inventarem sobre hoje”.
Com as duas pernas sangrando, atingidas por bombas de efeito moral, Sílvio Prado, professor de História de Taubaté, desabafou: “Deste governo a gente não pode mais esperar nada, só truculência”.
Sindicalista, Policial Civil, Jeferson Fernando foi confundido com um professor, mantido preso e espancado por cerca de três horas e levado ao 34ª DP de Francisco Morato. Com a roupa rasgada e acompanhado por dirigentes do Sindicato, Jeferson foi até a Corregedoria denunciar os inumeráveis abusos dos quais foi vítima.
Professor de Filosofia em Jundiaí, Fernando Ribeiro presenciou quando um dos muitos policiais infiltrados pelo governo na manifestação “tentava atear fogo em um veículo, buscando incriminar os manifestantes”. Com o policial à paisana identificado, professores e estudantes saíram à caça do marginal que buscou refúgio entre os policiais militares. “Tentaram colocar fogo no carro para culpar o protesto. Como agiram com muita força, numa ação desproporcional, queriam uma justificativa”.
Governo perdeu a cabeça
Coordenador da representação do funcionalismo público estadual e vice-presidente estadual da CUT, Carlos Ramiro de Castro (Carlão) foi atingido na testa por um estilhaço de uma das bombas lançadas a esmo pelos policiais. Tranquilo, Carlão foi categórico: “O governo perdeu a cabeça e está desesperado. A razão está do nosso lado, venceremos!”
A professora Maria Izabel (Bebel), presidente da Apeoesp (Sindicato dos Professores do Ensino Público Oficial do Estado de São Paulo), também denunciou os provocadores "infiltrados" pelo governo estadual para deslegitimar a manifestação pacífica e exortou a categoria a ampliar a mobilização e se fazer presente na próxima quarta-feira na Paulista. “Tentaram nos colocar de joelhos, mas estamos aqui, de cabeça erguida, exigindo o respeito que esta maravilhosa categoria merece”.
A presidenta da União Municipal dos Estudantes de São Paulo (UMES), Ana Letícia, sublinhou que “os professores nos enchem de orgulho pois estão enfrentando com garra e coragem a covardia e a mentira do desgoverno Serra. Contem conosco para seguir em frente na defesa da melhoria da qualidade do ensino público”.
De acordo com o deputado estadual Roberto Felício (PT), o simples fato das direções de escola terem sido instruídas pelo governo a não informarem sobre a paralisação é um forte indício do respaldo do movimento junto à categoria, “que está na linha de frente, pois não foge da luta”.
Sem freio
Conforme o deputado estadual Major Olímpio (PDT), liderança dos policiais militares, o que o governo estadual fez foi usar de toda a sua truculência e o seu aparato repressivo em vez de abrir negociação com os professores. “Os manifestantes vieram para dialogar, mas o governo tucano os recebeu como numa guerra”, frisou.
Para os incautos que ainda alimentavam alguma ilusão em relação ao caráter de José Serra, vale o comentário de um ex-amigo seu, Flávio Bierrenbach, ex-deputado e ministro do Superior Tribunal Militar: “Serra entrou pobre na Secretaria de Planejamento do Governo Montoro e saiu rico. Ele usa o poder de forma cruel, corrupta e prepotente. Poucos o conhecem. Engana muita gente. Prejudicou a muitos dos seus companheiros. Uma ambição sem limite. Uma sede de poder sem nenhum freio".
Agora, vamos freá-lo!
*Leonardo Severo, jornalista, é editor do Portal da CUT
sexta-feira, 12 de março de 2010
À luta professores e funcionários estaduais de São Paulo!
fonte: professor temporario
SOBRE A GREVE DOS PROFESSORES EM SÃO PAULO
No dia 05 de março de 2010 o Sindicato dos Professores declarou oficialmente o estado greve dos professores da rede estadual, com paralisação prevista para ser iniciada em 08 de março. Considerando que recentemente o Supremo Tribunal Federal regulamentou que a greve no serviço público é um direito constitucional que deve ser exercido sob as mesmas regras da greve para os trabalhadores da iniciativa privada, que o estado de greve foi declarado com 72 horas de antecedência do início das paralisações e principalmente a postura do governo do Estado e de alguns veículos de comunicação sobre o assunto, faz-se necessário alguns esclarecimentos:
1) A greve é um direito constitucional legítimo que abrange toda a categoria, independentemente da condição de contrato do funcionário. Isso quer dizer que tanto efetivos, quanto OFAs F, L e contratados pela lei 1093 têm assegurado o direito de participar da greve;
2) Diferentemente do que foi noticiado pelo governo, enquanto a greve não for julgada ilegal pela justiça, o Estado não pode cortar o ponto dos grevistas;
3) Contrariamente ao que afirma o governo, a greve dos professores não tem motivação política, pois a principal reivindicação é o reajuste de salários congelados há 14 anos (Em nossa visão, vincular a essa greve a revogação das leis e mudanças mais recentes desconcentra o foco sobre a questão mais relevante para fundamentá-la, pois as leis foram votadas e aprovadas pela Assembleia Legislativa, o que garante uma certa legitimidade, mas não existe argumento que explique ou legitime os 14 anos de congelamento salarial)
Nesse contexto e diante da pressão e terrorismo do governo do Estado e da imprensa sobre os professores que estão em situação de contrato pela lei 1093 e dos que estão na expectativa do processo de promoção por merecimento, recomendamos aos professores que queiram aderir a greve a apresentação de uma declaração, na qual o professor se qualifica, identifica e afirma sua participação no movimento de greve, por meio de documento escrito e protocolado na secretaria da escola sede. Esse documento é uma garantia legal para o professor para que o período de sua paralisação não seja computado como falta até o pronunciamento da justiça sobre a legalidade da greve.
Uma sugestão para esse documento é:
Ilma Sra Diretora
Fulano de tal, portador do RG tal, professor(a) de educação básica I ou II com sede de controle de frequência nesta unidade escolar, manifesta na presente data a sua participação no movimento de greve iniciado em 05 de março de 2010, por tempo indeterminado, até que o referido processo alcance alguma conciliação.
Local, data
Assinatura
Lembramos que greve não é folga ou dispensa. O professor grevista deve participar dos movimentos organizados pela entidade de classe, ou mesmo de movimentos e manifestações da categoria na própria escola.
SOBRE A GREVE DOS PROFESSORES EM SÃO PAULO
No dia 05 de março de 2010 o Sindicato dos Professores declarou oficialmente o estado greve dos professores da rede estadual, com paralisação prevista para ser iniciada em 08 de março. Considerando que recentemente o Supremo Tribunal Federal regulamentou que a greve no serviço público é um direito constitucional que deve ser exercido sob as mesmas regras da greve para os trabalhadores da iniciativa privada, que o estado de greve foi declarado com 72 horas de antecedência do início das paralisações e principalmente a postura do governo do Estado e de alguns veículos de comunicação sobre o assunto, faz-se necessário alguns esclarecimentos:
1) A greve é um direito constitucional legítimo que abrange toda a categoria, independentemente da condição de contrato do funcionário. Isso quer dizer que tanto efetivos, quanto OFAs F, L e contratados pela lei 1093 têm assegurado o direito de participar da greve;
2) Diferentemente do que foi noticiado pelo governo, enquanto a greve não for julgada ilegal pela justiça, o Estado não pode cortar o ponto dos grevistas;
3) Contrariamente ao que afirma o governo, a greve dos professores não tem motivação política, pois a principal reivindicação é o reajuste de salários congelados há 14 anos (Em nossa visão, vincular a essa greve a revogação das leis e mudanças mais recentes desconcentra o foco sobre a questão mais relevante para fundamentá-la, pois as leis foram votadas e aprovadas pela Assembleia Legislativa, o que garante uma certa legitimidade, mas não existe argumento que explique ou legitime os 14 anos de congelamento salarial)
Nesse contexto e diante da pressão e terrorismo do governo do Estado e da imprensa sobre os professores que estão em situação de contrato pela lei 1093 e dos que estão na expectativa do processo de promoção por merecimento, recomendamos aos professores que queiram aderir a greve a apresentação de uma declaração, na qual o professor se qualifica, identifica e afirma sua participação no movimento de greve, por meio de documento escrito e protocolado na secretaria da escola sede. Esse documento é uma garantia legal para o professor para que o período de sua paralisação não seja computado como falta até o pronunciamento da justiça sobre a legalidade da greve.
Uma sugestão para esse documento é:
Ilma Sra Diretora
Fulano de tal, portador do RG tal, professor(a) de educação básica I ou II com sede de controle de frequência nesta unidade escolar, manifesta na presente data a sua participação no movimento de greve iniciado em 05 de março de 2010, por tempo indeterminado, até que o referido processo alcance alguma conciliação.
Local, data
Assinatura
Lembramos que greve não é folga ou dispensa. O professor grevista deve participar dos movimentos organizados pela entidade de classe, ou mesmo de movimentos e manifestações da categoria na própria escola.
quarta-feira, 16 de setembro de 2009
O quarto poder (os outros três também) odeia os professores!

Fonte: blog do Prof. Mazucheli
A mídia odeia professor politizado
Por Mauricio Caleiro*
O permanente estado de espanto-quase-choque em que tenho sido mantido, nos últimos 16 meses (desde que voltei ao Brasil e a São Paulo), pelos atos da dupla Serra-Kassab quase fez com que eu esquecesse das mazelas do Rio de Janeiro.Explico: vou ao Rio quase todas as semanas, para jornadas intensas de trabalho, pesquisa e estudo, mas que trazem em seu bojo o contato com a atmosfera acadêmica mais relax dos fluminenses, além de, eventualmente, alguns finais de noite deliciosos.Assim, e embora eu esteja ciente dos desmandos de Cabralzinho e Maia, criou-se, no meu íntimo, uma espécie de falsa dicotomia, em que São Paulo seria a terra do protofascismo serrista e o Rio o éden onde jorra o leite e o mel.Fui acordado desse transe hipnótico durante um almoço, enquanto degustava o delicioso medalhão ao molho madeira do Universidade do Chopp, em Niterói. Na TV, Márcio Gomes (que é a antítese do carioca e a figura-síntese do jornalismo yuppie) e outra apresentadora, simpática como um sabonete mas cujo nome não guardei, apresentavam o RJ TV.Primeiro veio uma reportagem, mais longa do que o habitual, sobre a greve dos professores estaduais. A manipulação é tão evidente que é preciso ser Eremildo, o Idiota, para não percebê-la: a locutora introduz, em palavras poucas e que nada de essencial explicam, a greve, enfatizando sua duração. Corte para o “sofrimento dos alunos”, que não têm aulas e, em seguida, para o Secretário Estadual de Educação, que, em seu gabinete e metido num terno cheio de firulas, fala por longos minutos, afirmando não estar aberto a negociações – um democrata inato, como se vê.Ouvir o outro lado? A apresentadora-sabonete, com cara de quem lambeu sabão, limita-se a ler uma brevíssima declaração do representante do sindicato dos professores – uns 3 segundos, se tanto. Não é preciso ser especialista em Análise do Discurso para perceber a assimetria no tratamento dos dois pólos em disputa.Até porque, hoje em dia, essa gramática televisiva parece estar evidente para muitos. Tão logo a matéria acabou, uma senhora vestida com simplicidade e sem apresentar nenhum cacoete acadêmico ou exibição de veleidades intelectuais, fez um discurso desvelando, para espanto dos comensais, tintin por tintin a situação dos professores que o “jornalismo” recém-praticado ocultara. (Era professora do depto. de Pedagogia da UFF, vim a saber depois).Mas a matéria omitia informações ainda mais graves. Ocorrera violência e acusação de emprego exagerado da força pelos policiais encarregados de reprimir a passeata que os professores promoveram no centro do Rio no dia anterior – e que acabou com uma prisão e bombas lançadas contra os que protestavam. Essas informações o RJ TV sonegou a seus telespectadores (mas você pode lê-las aqui), assim como também não informou o dado essencial de que os professores estaduais do Rio estão há 13 anos sem aumento salarial.Mas não para por aí. O almoço, saboroso ao paladar mas indigesto à mente, reservava ainda mais exemplos de bom jornalismo: uma longa reportagem mostrava o que o telejornal chamava de “os problemas” de Madureira - mais exatamente, de seu famoso mercadão popular, onde um repórter que faz a linha extrovertido/cara-de-pau, chato como um pernilongo, comanda o show de moralismo raso, digo, o jornalismo de utilidade pública da prestativa emissora.Ele entrevista – melhor seria dizer inquere - uma senhora que tira seu ganha-pão das cadeiras e lixeiras de plástico que vende. Seu crime? Sua mercadoria não se limita ao espaço da barraca, ocupando meio palmo de calçada. O repórter insiste tanto com a coitada por conta dessa grave violação do espaço urbano – ameaçando, como a típica pequena autoridade, que logo passearia com o administrador regional pelo mercado - que, confesso, me causou vergonha alheia. Pensei no simpático povo de Madureira, berço do samba e das feijoadas da Portela, tendo que aturar aquele pentelho.Como já posso ter escrito em algum lugar deste blog, acho o grande compositor e cantor Caetano Veloso uma zebra quando abre a boca para fazer outra coisa que não cantar. Mas reconheço que, ainda assim, ele tem seus momentos. Sobre jornalismo, ele cunhou uma frase definitiva: “devemos ler os jornais psicologicamente”. Note, caro(a) leitor(a), que ele não se referiu a terceiras intenções, subtextos ou interesses dissimulados – mas à necessidade de desvelamento dos mecanismos inconscientes de produção da notícia.Trata-se de um referencial essencial para chegarmos à razão de ser de minha crítica às matérias do RJ TV aqui citadas: elas são a expressão de um mecanismo de compensação. Impedida, por razões óbvias – que vão de suas alianças político-econômicas à violência urbana que já vitimou até mesmo seus jornalistas no passado – de retratar os problemas reais do Rio de Janeiro, a Globo vinga-se de sua própria incompetência e de seu rabo preso elegendo bodes expiatórios, como professores - uma das categorias profissionais mais sistematicamente aviltadas neste país - e a pobre coitada que se utiliza de alguns centímetros de calçada para ganhar a vida. Eis a essência do neoudenismo: desierarquizar problemas, enfatizando os falsos para que encubram os verdadeiros, em relação aos quais se omite.Ao final do almoço, enquanto saboreava o quindim que o simpático restaurante franqueia aos clientes, meditava: são duas faces de uma mesma moeda, o protofascismo paulista e o neoudenismo fluminense – ambos perpassados por uma mídia omissa e que os estimula. Até quando?
Texto Original publicado em: http://cinemaeoutrasartes.blogspot.com/
sábado, 12 de setembro de 2009
O Rio de Janeiro continua lindo! GREVE
Abaixo a repressão aos professores em luta! Todo apoio à greve dos professores do SEPE-RJ!
Hoje, dia 08/09, o movimento dos professores da rede estadual do Rio e Janeiro foi atacado por brutal repressão policial em seu terceiro dia da greve. Dezenas de professores, jornalistas e estudantes saíram feridos nesta ten tati va de controlar pela via das balas de borracha a resistência ao plano do governador Sérgio Cabral (PMDB) de jogar nas costas dos trabalhadores e da população os impactos da crise econômica.
Longe do propagado discurso de que o “pior já passou” o governador aliado de Lula alega problemas de falta de orçamento para atacar nos rendimentos dos professores e na qualidade do ensino da população. Isto em nosso estado rico em royalties do petróleo que Cabral é o primeiro a defender para seus interesses, e onde há inesgotáveis verbas para repressão da população nos morros e propaganda para sediar as Olimpíadas. Para ele os professores e a população devem pagar pelos custos da crise trabalhando mais horas que não contam para sua aposentadoria e tendo o adicional da “Nova Escola” adicionado gradativamente aos salários somente em 2015 (!) e ter uma expressiva diminuição no adicional de carreira (a cada 5 anos) de 12 para 7,5%.
O discurso de Cabral se apóia na divisão da categoria e tenta colocar os mais novos contra os mais antigos, e ainda ignora os técnicos-administrativos e os professores que trabalham 40hs. A categoria não aceitou esta divisão e mesmo com o acordo que os deputados chegaram, que faz o adicional ficar em 12%, manteve-se em greve e marcou novas manifestações de rua.
É urgente que todas organizações que se reivindicam da esquerda operária e socialista, centrais sindicais como a CONLUTAS e INTERSINDICAL, sindicatos, movimentos sociais e entidades estudantis universitárias e secundaristas coloquem-se de pé em solidariedade aos professores estaduais, denunciando este governo e sua assassina e repressora polícia, e mobilizando-se ativamente contribuindo para fazer da luta do SEPE-RJ uma luta do conjunto da classe trabalhadora.
DECLARAÇÂO LER-QI / RIO DE JANEIRO
Hoje, dia 08/09, o movimento dos professores da rede estadual do Rio e Janeiro foi atacado por brutal repressão policial em seu terceiro dia da greve. Dezenas de professores, jornalistas e estudantes saíram feridos nesta ten tati va de controlar pela via das balas de borracha a resistência ao plano do governador Sérgio Cabral (PMDB) de jogar nas costas dos trabalhadores e da população os impactos da crise econômica.
Longe do propagado discurso de que o “pior já passou” o governador aliado de Lula alega problemas de falta de orçamento para atacar nos rendimentos dos professores e na qualidade do ensino da população. Isto em nosso estado rico em royalties do petróleo que Cabral é o primeiro a defender para seus interesses, e onde há inesgotáveis verbas para repressão da população nos morros e propaganda para sediar as Olimpíadas. Para ele os professores e a população devem pagar pelos custos da crise trabalhando mais horas que não contam para sua aposentadoria e tendo o adicional da “Nova Escola” adicionado gradativamente aos salários somente em 2015 (!) e ter uma expressiva diminuição no adicional de carreira (a cada 5 anos) de 12 para 7,5%.
O discurso de Cabral se apóia na divisão da categoria e tenta colocar os mais novos contra os mais antigos, e ainda ignora os técnicos-administrativos e os professores que trabalham 40hs. A categoria não aceitou esta divisão e mesmo com o acordo que os deputados chegaram, que faz o adicional ficar em 12%, manteve-se em greve e marcou novas manifestações de rua.
É urgente que todas organizações que se reivindicam da esquerda operária e socialista, centrais sindicais como a CONLUTAS e INTERSINDICAL, sindicatos, movimentos sociais e entidades estudantis universitárias e secundaristas coloquem-se de pé em solidariedade aos professores estaduais, denunciando este governo e sua assassina e repressora polícia, e mobilizando-se ativamente contribuindo para fazer da luta do SEPE-RJ uma luta do conjunto da classe trabalhadora.
DECLARAÇÂO LER-QI / RIO DE JANEIRO
domingo, 30 de agosto de 2009
PSDB sufoca educação em Roraima, trabalhadores reagem!
A GREVE CONTINUA: 20°. DIA E NOSSA RESISTÊNCIA É TOTAL!!!
Fonte: Centro de Mídia Independente
O MOTE é qualquer professor, qualquer trabalhador em educação, que se indigne com a situação em que se encontra a educação no estado de Roraima, a situação em que se encontra o estado de Roraima, a situação em que se encontram o país e o mundo...
A GREVE CONTINUA: 20°. DIA E NOSSA RESISTÊNCIA É TOTAL!!!
Parabéns trabalhadores em educação de Roraima! A luta continua! Os ataques do governante de plantão (Anchieta Jr.-PSDB) também, mas é através de nossa RESISTÊNCIA que construiremos um movimento maior, que transcenda os limites de reivindicações pontuais para uma pauta maior que é a construção de uma sociedade justa, igualitária e livre.
O governador de Roraima veicula informações distorcidas via televisão e rádio, compara o salário do estado ao miserável salário do professor de nível médio do Rio de Janeiro, como se este fosse o padrão nacional, mas não discute o imenso repasse federal per capita para a educação em Roraima, devido ao baixo número de habitantes. O dinheiro sobra, e as escolas estão caindo e as nossas perdas salariais chegam a mais de 80% (IBGE) para os concursados de 1994, por exemplo. Se nosso salário é maior que o do Rio ou São Paulo é pela luta de anos e anos da categoria, e não benevolência de governo algum. O mesmo governador que vai à televisão mentir para a população, está com indicativo de cassação de mandato (de novo)... Superfaturamento na compra de fardamentos escolares, contratação de empresa picareta para gerenciar a folha de pagamento, sem contar a destruição do aparelho e espaços públicos no estado (hospitais, escolas, praças). Ainda as nefastas terceirizações de atividade-meio (limpeza, merenda, etc.) na educação (e em todas as áreas da administração) fazem parte da velha política neoliberal de FHC (continuada por Lula) e derrotada em grande parte da América Latina. Trata-se de política desumana e superada, mas preconizada pelos governos de plantão de nosso país... Tal política de ?gerencialismo?, no âmbito da educação, especificamente em Roraima, significa risco para a saúde de alunos e funcionários, devido à péssima qualidade da merenda.
Por esses e outros motivos acreditamos que a luta é local, mas não só. O sindicato se configura em um instrumento legítimo de luta dos trabalhadores dentro da sociedade de classes, e, como tal, não deve atrelar-se a governo algum ou aos seus interesses, seja na esfera municipal, estadual ou federal. Dizemos ?governante de plantão?, pois fosse, em Roraima, um governo aliado ao Lula (PT) a situação não seria diferente. Eles (governantes) são os mesmos, com as mesmas idéias, a mesma corrupção, a mesma velha politicagem. Basta analisar a conjuntura política local para desnudar-se o quadro nacional: Romero Jucá e companhia estão com Lula e o PT, assim como Lula e o PT mantém José Sarney no poder. Ao mesmo tempo a Tereza Jucá, atualmente com Lula, abre possibilidade de ser vice em uma eventual candidatura de Anchieta do PSDB (??). Coronéis e oligarcas dos tempos da ditadura ainda dominam esse país, e uma confusão entre ?esquerda e direita? deixam o trabalhador perplexo, desacreditado, vulnerável a populistas-personalistas. Por isso acreditamos que a luta política deve situar-se nas ruas, nos locais de trabalho, através de organizações de base, longe da patifaria da política eleitoreira. Por isso nos denominamos MOVIMENTO, por isso falamos com liberdade, sem rabo preso, sem ter medo de mostrar a cara. Todos conhecem as nossas caras e nunca escondemo-las.
O MOTE é qualquer professor, qualquer trabalhador em educação, que se indigne com a situação em que se encontra a educação no estado de Roraima, a situação em que se encontra o estado de Roraima, a situação em que se encontram o país e o mundo... Somos oposição à política direcional do sindicato pelas razões explicitadas acima, pela atrelação da luta à eleição e interesses eleitoreiros. Política não se faz somente com eleição, isso é muito cômodo. Não se pede licença para mudar a história, e não são os Lulas, Sarneys ou Jucás da vida que transformarão esse país em um lugar minimamente digno de se viver. E que dizer então de uma verdadeira transformação, uma revolução social? Nunca. Para esses e seus asseclas, ?revolução? é palavra anacrônica, pois representa tudo o que eles não querem: perda de seus privilégios.
Mantenhamo-nos de pé companheiros!!!
Destituição dos atuais gestores e eleições diretas para gestor escolar!!!
Fim das terceirizações!!!
Por um mundo justo e igualitário!!!
Revolucionar sempre!!!
Email:: mote.sinter@yahoo.com.br
URL:: http://greveprofessoresrr.blog.terra.com.br/
Fonte: Centro de Mídia Independente
O MOTE é qualquer professor, qualquer trabalhador em educação, que se indigne com a situação em que se encontra a educação no estado de Roraima, a situação em que se encontra o estado de Roraima, a situação em que se encontram o país e o mundo...
A GREVE CONTINUA: 20°. DIA E NOSSA RESISTÊNCIA É TOTAL!!!
Parabéns trabalhadores em educação de Roraima! A luta continua! Os ataques do governante de plantão (Anchieta Jr.-PSDB) também, mas é através de nossa RESISTÊNCIA que construiremos um movimento maior, que transcenda os limites de reivindicações pontuais para uma pauta maior que é a construção de uma sociedade justa, igualitária e livre.
O governador de Roraima veicula informações distorcidas via televisão e rádio, compara o salário do estado ao miserável salário do professor de nível médio do Rio de Janeiro, como se este fosse o padrão nacional, mas não discute o imenso repasse federal per capita para a educação em Roraima, devido ao baixo número de habitantes. O dinheiro sobra, e as escolas estão caindo e as nossas perdas salariais chegam a mais de 80% (IBGE) para os concursados de 1994, por exemplo. Se nosso salário é maior que o do Rio ou São Paulo é pela luta de anos e anos da categoria, e não benevolência de governo algum. O mesmo governador que vai à televisão mentir para a população, está com indicativo de cassação de mandato (de novo)... Superfaturamento na compra de fardamentos escolares, contratação de empresa picareta para gerenciar a folha de pagamento, sem contar a destruição do aparelho e espaços públicos no estado (hospitais, escolas, praças). Ainda as nefastas terceirizações de atividade-meio (limpeza, merenda, etc.) na educação (e em todas as áreas da administração) fazem parte da velha política neoliberal de FHC (continuada por Lula) e derrotada em grande parte da América Latina. Trata-se de política desumana e superada, mas preconizada pelos governos de plantão de nosso país... Tal política de ?gerencialismo?, no âmbito da educação, especificamente em Roraima, significa risco para a saúde de alunos e funcionários, devido à péssima qualidade da merenda.
Por esses e outros motivos acreditamos que a luta é local, mas não só. O sindicato se configura em um instrumento legítimo de luta dos trabalhadores dentro da sociedade de classes, e, como tal, não deve atrelar-se a governo algum ou aos seus interesses, seja na esfera municipal, estadual ou federal. Dizemos ?governante de plantão?, pois fosse, em Roraima, um governo aliado ao Lula (PT) a situação não seria diferente. Eles (governantes) são os mesmos, com as mesmas idéias, a mesma corrupção, a mesma velha politicagem. Basta analisar a conjuntura política local para desnudar-se o quadro nacional: Romero Jucá e companhia estão com Lula e o PT, assim como Lula e o PT mantém José Sarney no poder. Ao mesmo tempo a Tereza Jucá, atualmente com Lula, abre possibilidade de ser vice em uma eventual candidatura de Anchieta do PSDB (??). Coronéis e oligarcas dos tempos da ditadura ainda dominam esse país, e uma confusão entre ?esquerda e direita? deixam o trabalhador perplexo, desacreditado, vulnerável a populistas-personalistas. Por isso acreditamos que a luta política deve situar-se nas ruas, nos locais de trabalho, através de organizações de base, longe da patifaria da política eleitoreira. Por isso nos denominamos MOVIMENTO, por isso falamos com liberdade, sem rabo preso, sem ter medo de mostrar a cara. Todos conhecem as nossas caras e nunca escondemo-las.
O MOTE é qualquer professor, qualquer trabalhador em educação, que se indigne com a situação em que se encontra a educação no estado de Roraima, a situação em que se encontra o estado de Roraima, a situação em que se encontram o país e o mundo... Somos oposição à política direcional do sindicato pelas razões explicitadas acima, pela atrelação da luta à eleição e interesses eleitoreiros. Política não se faz somente com eleição, isso é muito cômodo. Não se pede licença para mudar a história, e não são os Lulas, Sarneys ou Jucás da vida que transformarão esse país em um lugar minimamente digno de se viver. E que dizer então de uma verdadeira transformação, uma revolução social? Nunca. Para esses e seus asseclas, ?revolução? é palavra anacrônica, pois representa tudo o que eles não querem: perda de seus privilégios.
Mantenhamo-nos de pé companheiros!!!
Destituição dos atuais gestores e eleições diretas para gestor escolar!!!
Fim das terceirizações!!!
Por um mundo justo e igualitário!!!
Revolucionar sempre!!!
Email:: mote.sinter@yahoo.com.br
URL:: http://greveprofessoresrr.blog.terra.com.br/
sexta-feira, 26 de junho de 2009
Porque os alunos da Universidade pública são contra a criação de 5000 vagas de um curso de pedagogia à distância?
No dia 17 de junho de 2008, os estudantes do curso de Pedagogia da UNESP em Marília decidiram por paralisar. Esta decisão foi tomada pela assembléia de curso que ocorreu na quinta-feira (12/06), contando com a participação de mais de 120 pessoas. No dia da paralisação fizemos atividades durante todo o dia e a noite.
Os estudantes lutam contra a criação de um curso de Pedagogia a distância que será aprovado pela reitoria, onde serão abertas 5000 vagas em todo o Estado. O projeto é uma parceria da UNESP com a UNIVESP (Universidade Virtual do Estado de São Paulo) que faz parte da Secretaria de Ensino Superior. Assim o curso será semi-presencial (60% do curso à distância, 40% presencial), com duração de três anos e diploma assinado pela UNESP. Serão 70 cidades-pólo no Estado de São Paulo, escolhidas de acordo com os dados do IBGE.
O projeto não foi discutido entre os alunos e entre os professores, assim como não foi possível o acesso a ele. O que temos são os pareceres de duas professoras – um favorável a criação do curso, de uma professora da Matemática de Rio Preto e um contrário, de uma professora da Pedagogia de Marília – lembrando que o projeto diz respeito a criação de um curso à distância em Pedagogia e não em Matemática. Ele foi aprovado pela CCG (Câmara Central de Graduação) e agora vai para o CEPE (Conselho de ensino, pesquisa e extensão). O fim deste processo será no CU (Conselho Universitário) .
Além desta atitude autoritária da reitoria em não discutir a aprovação deste curso, o projeto tem vários pontos complicados. O curso seria destinado à pessoas que já atuam ou que tenham formação superior em licenciatura, saindo habilitado em: educação infantil, séries iniciais do ensino fundamental e gestão escolar, sem fazer qualquer referência ao estágio.
Além disso, as disciplinas oferecidas não contemplam nem a metade do que se deveria ter – e que temos na graduação – para que o aluno possa sair habilitado nessas áreas. Inclusive uma das disciplinas do curso se chama “cuidar e brincar”, reduzindo a pedagogia. Desta forma, qualquer um poderia exercer a profissão, guiando-se apenas pela intuição.
Uma questão que permeou o debate foi, para qual público os educadores formados nesse curso à distância atenderiam? Com certeza, a intenção de formar pessoas em um curso “rápido e eficiente” é capacitar mão de obra barata para as escolas públicas, assim vemos o descaso com a educação pública (um dos motivos porque os professores estão em greve no estado de SP).
Acreditamos que a utilização de tecnologias na educação sejam importante, porém o ensino a distância não deve ser utilizado na formação como único recurso. Na educação faz-se necessário o contato e a troca com o outro, momentos de discussão são fundamentais principalmente na formação de educadores, já que os mesmos terão essas experiências em suas práticas.
Não basta apenas criticar o projeto, estamos estudando a fundo a criação do curso, assim como a EaD (educação à distância) pois precisamos dar respostas bem fundamentadas. Por isso, convidamos todas(os) as(os) pedagogas(os) e estudantes a construírem uma alternativa, uma contra-proposta, a este projeto.
É necessário que todos tenham acesso à educação em todos os níveis, porém essa expansão deve ser feita de forma responsável, com mais verba e qualidade. Que os governos federais, estaduais e municipais parem de entregar nosso dinheiro a grandes empresas e passem a investir pesado em educação pública.
Caso a discussão da criação deste curso de pedagogia a distância não passe pelos alunos e professores, e que estes tenham tempo, voz e igualdade de voto, ocuparemos o CEPE e o CU nos dias de votação.
Nossa lutas:
1- Revisão do Vestibular
2- Aumento de vagas com aumento de verbas
3- Democratização do acesso e permanência estudantil
4- Investimento do Governo na Educação Pública
5- Redução de Alunos nas salas de aula
6-Aumento do salário para os professores (as) de educação básica
7-Valorização dos pedagogos (as)
8- Formação continuada com qualidade
9-Formação inicial de qualidade e gratuita para todos
Os estudantes lutam contra a criação de um curso de Pedagogia a distância que será aprovado pela reitoria, onde serão abertas 5000 vagas em todo o Estado. O projeto é uma parceria da UNESP com a UNIVESP (Universidade Virtual do Estado de São Paulo) que faz parte da Secretaria de Ensino Superior. Assim o curso será semi-presencial (60% do curso à distância, 40% presencial), com duração de três anos e diploma assinado pela UNESP. Serão 70 cidades-pólo no Estado de São Paulo, escolhidas de acordo com os dados do IBGE.
O projeto não foi discutido entre os alunos e entre os professores, assim como não foi possível o acesso a ele. O que temos são os pareceres de duas professoras – um favorável a criação do curso, de uma professora da Matemática de Rio Preto e um contrário, de uma professora da Pedagogia de Marília – lembrando que o projeto diz respeito a criação de um curso à distância em Pedagogia e não em Matemática. Ele foi aprovado pela CCG (Câmara Central de Graduação) e agora vai para o CEPE (Conselho de ensino, pesquisa e extensão). O fim deste processo será no CU (Conselho Universitário) .
Além desta atitude autoritária da reitoria em não discutir a aprovação deste curso, o projeto tem vários pontos complicados. O curso seria destinado à pessoas que já atuam ou que tenham formação superior em licenciatura, saindo habilitado em: educação infantil, séries iniciais do ensino fundamental e gestão escolar, sem fazer qualquer referência ao estágio.
Além disso, as disciplinas oferecidas não contemplam nem a metade do que se deveria ter – e que temos na graduação – para que o aluno possa sair habilitado nessas áreas. Inclusive uma das disciplinas do curso se chama “cuidar e brincar”, reduzindo a pedagogia. Desta forma, qualquer um poderia exercer a profissão, guiando-se apenas pela intuição.
Uma questão que permeou o debate foi, para qual público os educadores formados nesse curso à distância atenderiam? Com certeza, a intenção de formar pessoas em um curso “rápido e eficiente” é capacitar mão de obra barata para as escolas públicas, assim vemos o descaso com a educação pública (um dos motivos porque os professores estão em greve no estado de SP).
Acreditamos que a utilização de tecnologias na educação sejam importante, porém o ensino a distância não deve ser utilizado na formação como único recurso. Na educação faz-se necessário o contato e a troca com o outro, momentos de discussão são fundamentais principalmente na formação de educadores, já que os mesmos terão essas experiências em suas práticas.
Não basta apenas criticar o projeto, estamos estudando a fundo a criação do curso, assim como a EaD (educação à distância) pois precisamos dar respostas bem fundamentadas. Por isso, convidamos todas(os) as(os) pedagogas(os) e estudantes a construírem uma alternativa, uma contra-proposta, a este projeto.
É necessário que todos tenham acesso à educação em todos os níveis, porém essa expansão deve ser feita de forma responsável, com mais verba e qualidade. Que os governos federais, estaduais e municipais parem de entregar nosso dinheiro a grandes empresas e passem a investir pesado em educação pública.
Caso a discussão da criação deste curso de pedagogia a distância não passe pelos alunos e professores, e que estes tenham tempo, voz e igualdade de voto, ocuparemos o CEPE e o CU nos dias de votação.
Nossa lutas:
1- Revisão do Vestibular
2- Aumento de vagas com aumento de verbas
3- Democratização do acesso e permanência estudantil
4- Investimento do Governo na Educação Pública
5- Redução de Alunos nas salas de aula
6-Aumento do salário para os professores (as) de educação básica
7-Valorização dos pedagogos (as)
8- Formação continuada com qualidade
9-Formação inicial de qualidade e gratuita para todos
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