terça-feira, 4 de março de 2014

CARTA ABERTA SOBRE OS EDITAIS DE OCUPAÇÃO DA FUNARTE

Ajudem a divulgar.
O descaso do Governo Federal com a Cultura não é novidade e vem de longe. Prova disso são os orçamentos irrisórios do Minc, a falta de planejamento e capacitação, a definição de prioridades equivocadas e, sobretudo, uma visão de cultura que desconhece ou minimiza a dimensão potencialmente emancipadora da arte e da cultura.
Neste momento, cabe denunciar a política desastrosa de ocupação dos espaços públicos geridos pelo Minc. Este Ministério, sem qualquer interlocução consequente com a sociedade, com os artistas e suas organizações de representação, nos impõe de cima para baixo editais de ocupações de espaços cênicos em diversas cidades brasileiras. Em poucas palavras: modelo de ocupação, critérios de seleção, formas de gestão e avaliação, dotação orçamentária, nada é debatido com o conjunto dos interessados. Não bastasse isso, exigências burocráticas bizantinas, como a imensa quantidade de cartas de anuência, atestam o desconhecimento da dinâmica cultural.
Qual a razão da introdução dessas normas que não constavam de outros editais da Funarte?
No edital de ocupação lançado no final de 2013, TODOS os projetos inscritos para a sala Carlos Miranda e para o Teatro de Arena Eugênio Kusnet foram inabilitados. A argumentação técnica, para a quase totalidade desses projetos, menciona a ausência de cartas de anuência de envolvidos nas atividades. Com a desqualificação de TODOS os projetos, e por conseguinte dos coletivos envolvidos, sem justificativa plausível, a Funarte expõe em público o seu descompromisso com um movimento artístico e cultural que atravessa décadas de formação, história e luta social. Mas como o que é ruim sempre pode piorar, as coisas não param aí. Ao invés de reconhecer questionamentos legítimos das categorias teatral e de dança, a Funarte relançou o edital mantendo as mesmas exigências e, num lance autoritário, sugeriu aos novos proponentes “a leitura atenta do edital”, entre outras recomendações que, na hipótese remota de terem alguma utilidade, fariam mais sentido para os burocratas da Funarte.
Duas grandes e importantes ocupações da sede da Funarte em São Paulo, em 2009 e 2011, mostraram que artistas e ativistas culturais, de horizontes e preocupações diversas, estavam fartos das arbitrariedades do governo em relação à gestão pública da cultura no Brasil. Hoje, a indignação aumenta com as constantes investidas do governo em prol da burocratização e da privatização e sucateamento da cultura e de seus espaços.
Ou a Funarte se emenda, reconhecendo e corrigindo seus equívocos ou vai ser lembrada de que a crítica é um dos motores da arte e da cultura, e que estas saberão defender-se contra a burocracia esterilizante e a política neoliberal. Iremos nos mobilizar sem trégua contra o autoritarismo e a burocratização que esvaziam a entidade e atentam contra a cultura e a arte, desvinculando-as de sua construção histórica e social.

RECUSA
Rede Cultural de Solidariedade Autônoma

São Paulo, fevereiro de 2014

quinta-feira, 21 de novembro de 2013

RouboAnel de São Paulo - a filha assassina que incomoda os tucanos

fonte: http://illuminado.wordpress.com/

 Caso Suzana Von Richthofen envolve PSDB


Por traz de um crime de homicídio, muita falcatrua política a ser desvendado MP apura conta de Suzane von Richthofen na Suíça Olhem como o mundo dá voltas… e como um simples caso de assassinato (no fundo) tem um belo motivo para ter sido cometido. 01/04/2010 Alguém Aí Lembra do Caso Richthofen??? Já que inauguraram o RoboAnel… Desencavei isso aqui lá de 2008, o PHA também já abordou o assunto. Por isso ninguém quer soltar a menina de ouro, ela é a chave do caso e do cofre Na Gaiola – O caso Von Richthofen, o Rodoanel, Serra e Alckmin O jornal Brasil de Fato, levanta um assunto indigesto para os tucanos e que a imprensa demo-tucana tenta abafar: a origem da fortuna de Manfred Von Richthofen, assassinado pela filha Suzane Von Richthofen, junto com os irmãos Cravinhos. O assassinato e a disputa pela herança, acabou por revelar contas na Suíça, abrir investigações sobre um amplo esquema de corrupção no DERSA (órgão responsável pelo Rodoanel paulista), e com forte suspeita de que parte desse dinheiro tenha financiado uma versão 2002 de caixa-2 tucano. Aprofundar as investigações pode desvendar elo de ligação com governos e campanhas tucanas … O que a grande mídia e os tucanos escondem – mas que acaba sempre vazando – o que se comenta por toda parte, e com claros e fortes indícios de ser verdade, é que o cerco e a proteção que envolvem a senhorita Suzane desde o primeiro momento resultam de uma forte ação de personagens ligados ao Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB). Na verdade, essa proteção a senhorita Suzane, visaria esconder o real móvel do crime, que se entrelaça com o modo tucano de fazer política, com a probidade tucana.” Indícios levam a suspeita de desvios de dinheiro no Rodoanel para servir ao caixa-2 tucano em 2002 para campanhas de Serra à presidente e Alckmin à governador.
De acordo com diversos comentaristas e fontes, o engenheiro Manfred Von Richthofen, pai da senhorita Suzane, e na época do crime diretor da empresa pública estadual (SP) DERSA – Desenvolvimento Rodoviário S.A., era um dos reponsáveis pelo caixa 2 das campanhas pela reeleição do então governador de São Paulo, o tucano Geraldo Alckmin, e pela eleição do senhor José Serra – também tucano – que disputava com o petista Luiz Inácio Lula da Silva a Presidência da República naquele ano (2002).
Parte do dinheiro que engrossava o milionário caixa 2 tucano teria origem em falcatruas e desvios de verbas destinadas à construção do Rodoanel Mário Covas. Segundo apurou o Ministério Público, o senhor Manfred tinha um patrimônio de R$ 2 milhões, muito superior ao que poderia ter acumulado, considerando que seu salário no DERSA era de R$ 11 mil. Além disso, o senhor Von Richthofen enviava dinheiro para uma conta na Suíça que o Ministério Público “desconfia” estar em nome do senhor Von Richthofen e de sua filha, senhorita Suzane. Ou seja, o móvel do crime perpetrado pela filha contra os pais seria exatamente o dinheiro do caixa 2 tucano que estaria depositado nessa conta.
Ricardo Berzoini
http://amascaracaiu.blogspot.com/2008/01/na-gaiola-o-caso-von-richthofen-o.html
MP apura conta de Suzane von Richthofen na Suíça
O Ministério Público Federal (MPF) e o Ministério Público Estadual (MPE) vão investigar se Suzane von Richthofen e o pai, Manfred, são os titulares de duas contas correntes no Discount Bank and Trust Company (DBTC), hoje Union Bancaire Privée, em Lugano, Suíça, para onde pode ter sido remetido dinheiro supostamente desviado de obras do Trecho Oeste do Rodoanel Mário Covas. Suzane foi condenada em julho pela morte de Manfred e da mãe, Marísia, ocorridas em 2002.
O advogado Denivaldo Barni Júnior, procurador da Companhia de Desenvolvimento Rodoviário S.A. (Dersa), responsável pelo Rodoanel, era amigo de Manfred e foi tutor de Suzane.
Ele será ouvido pelo promotor do MPE Eduardo Rheingantz no próximo dia 27. Não se sabe se as contas número 15.616 e 15.6161, abertas em 1998 no DBTC, pertencem respectivamente a Manfred e a Suzane.
De acordo com o jornal O Estado de S. Paulo, as contas já haviam sido descobertas pela CPI do Banestado em 2003, mas a titularidade ainda não foi comprovada. A Promotoria de Justiça e Cidadania do MPE, que investiga suspeitas de enriquecimento ilícito e improbidade administrativa de Manfred, ex-diretor de Engenharia da Dersa. Ele a mulher Marísia foram assassinados em 30 de outubro de 2002 pelos irmãos Daniel e Cristian Cravinhos, a mando da filha, Suzane.
A construção do Trecho Oeste do Rodoanel estava orçada em R$ 339 milhões, mas consumiu mais de R$ 1 bilhão entre obras e indenizações por desapropriações. Aditamentos elevaram os custos para cerca de R$ 575,8 milhões, 70% a mais do que o valor inicial.
http://noticias.terra.com.br/brasil/casorichthofen/interna/0,,OI1199949-EI6792,00.html
Suzane diz ter recebido ameaça de morte na prisão
Suzane von Richthofen, 23 anos, prestou depoimento durante 10 horas ontem no Ministério Público de Ribeirão Preto, em São Paulo. Em julho do ano passado, ela foi condenada a 39 anos de prisão pela morte dos pais, Mafred e Marísia, em 2002. Ela alega que foi ameaçada de morte em sua cela na Penitenciária Feminina de Ribeirão Preto, onde está desde 3 de setembro.
A jovem chegou ao MP em uma ambulância escoltada por agentes penitenciários e policiais militares. De acordo com a Promotoria, o depoimento faz parte de inquérito civil aberto no início deste mês para investigar a violação de direitos contra Suzane e mais 19 presas – como agressões verbais, além de restrições a banhos de sol, visitas, trabalho e recreação.
Segundo o promotor Eliseu José Berardo Gonçalves, não se cogita a transferência de Suzane, uma vez que as ameaças provavelmente vieram de fora do presídio. Suzane está na ala do seguro, no pavilhão superior da penitenciária, onde há quatro celas especiais para presos
http://noticias.terra.com.br/brasil/casorichthofen/interna/0,,OI1350217-EI6792,00-Suzane+diz+ter+recebido+ameaca+de+morte+na+prisao.html

Por que não existe Metrô em SP??

Movimento ELT de Santo André ocupou Secretaria de Cultura de Santo André c0m Ato Artístico

Fonte: http://diariosp.com.br/noticia/detalhe/60542/Ocupacao+teatral+para+dar+um+recado+real

18/11/2013 22:01

Ocupação teatral para dar um recado real

Alunos da Escola Livre de Teatro realizam manifestação e prefeito de Santo André é obrigado a 'ceder'  
Agência Bom Dia

 
Olivia Tesser/Ag. Bom Dia Alunos ocuparam de forma teatral e pacifica a Secretaria  
Alunos ocuparam de forma teatral e pacifica a Secretaria
 
POR: Loli Puertas
Especial para o BOM DIA

Cerca de 50 integrantes da ELT (Escola Livre de Teatro) de Santo André ocuparam de forma teatral e pacifica a Secretaria de Cultura da cidade, na manhã de segunda, onde permaneceram até ao final da tarde.

Com rosas brancas, música e muita animação mestres e aprendizes da escola conseguiram com a ação chamar a atenção da prefeitura. O prefeito Carlos Grana, que inclusive foi fotografado apoiando a causa da ELT, recebeu uma comissão de integrantes da escola, no final da tarde. Até o fechamento desta edição a reunião não tinha terminado.

O grupo da ELT não encontrando mais caminhos para o dialogo com a prefeitura, como havia sido prometido no inicio de outubro, e nem perspectivas sobre o futuro da escola e principalmente de seu projeto pedagógico, realizou a manifestação denominada por eles “ELT no Ocupação”.

De acordo com a aprendiz Monique Maritan, o ELT quer respostas. “Precisamos de respostas imediatas e efetivas. Em outubro mudaram a interlocutora. Ficamos animados, mas aí nada aconteceu. Apenas reuniões marcadas e desmarcadas, mas conversa mesmo não há”, fala a aprendiz.

Segundo os aprendizes desde que o novo governo assumiu, em janeiro deste ano, há dificuldades de diálogos tanto em relação a verba para o desenvolvimento de projetos quanto a manutenção das atividades atuais. 

“A interlocutora não conversa com o grupo, apenas com a CTP (Cooperativa Paulista de Teatro)”, declara Monique. A CTP é a organização que administra a verba repassada pela prefeitura ao ELT.

No final deste ano a licitação da CTP vence e a prefeitura já está preparando um novo edital de licitação da qual a CTP poderá concorrer novamente. “Queremos construir esse edital juntamente com a prefeitura. Não queremos que a ELT se torne num centro cultural de eventos. A ELT é um centro de formação teatral por excelência e tem um projeto pedagógico reconhecido em toda a América Latina”, diz o aprendiz Adriano Milan.

Com o ELT no Ocupação, os aprendizes buscam a continuidade da escola, tanto em termos materiais quanto de sua pedagogia que inspirou tantos outros projetos.

Impasse teve início quando ocorreu interrupção de aulas

O impasse entre prefeitura e alunos da ELT teve inicio quando as aulas diurnas foram interrompidas para a realização de uma vistoria técnica, e logo em seguida reabertas.

O laudo de vistoria técnica da prefeitura encontrou diversos problemas no Teatro Conchita de Moraes, na praça Rui Barbosa, em Santa Teresinha, onde funciona a ELT, como o processo contínuo de desabamento do forro e iluminação insuficiente nos locais de trabalho e problemas na instalação elétrica.

De acordo com a promotoria de Santo André, representada por Fábio Franchi, na primeira semana de dezembro há uma reunião marcada com o prefeito para decidir se a ELT vai para algum lugar durante as obras emergências.

A atual administração ainda culpa a gestão anterior por problemas na licitação que serviria para a adequação da parte elétrica e do telhado do Conchita.

quarta-feira, 20 de novembro de 2013

Movimento Teatral Santista na luta por manutenção de verba para Cultura!!!


Movimento Teatral da Baixada Santista - Santos (Santos, Sao Paulo, Brazil)


Sobre o Facult 2013 (Santos-SP) ou Vamos perder a única política pública construída com as nossas mãos? O que dizer sobre uma lei construída de maneira suprapartidária que contou em todo processo com uma ampla participação popular tendo como objetivo fomentar a Cultura. O que dizer sobre um lei que mesmo precisando de melhorias e de mais verba contemplou 60 projetos que viabilizaram mais de 180 apresentações descentralizadas na cidade (sim descentralizadas , para a Zona Noroeste, Morros e Área Continental). Pois é, estamos prestes a perder o Facult! A lei do Facult regulariza o uso do Fundo Municipal de Cultura através de edital que contempla as iniciativas culturais da cidade. Anos de luta e após duas edições estamos vendo o barco afundar com essa nova gestão. Mas por quê? O intuito não era avançar, cuidar e inovar? Vamos tentar entender o que não tem explicação. Com o fechamento do Coliseu no começo do ano grande parte da receita que vai para o fundo municipal de cultura se esvaiu , vários artistas da cidade levantaram a questão perante a SECULT, presencialmente, pelas redes sociais e até pelo o Jornal A Tribuna e a resposta da administração municipal sempre foi mesma " já pensamos nisso e essa questão será resolvida sem prejudicar o Facult e blá blá blá", infelizmente essa não foi a realidade, nos deparamos com a omissão e o descaso. Alguém já te pediu um voto de confiança? Pois bem ,a classe artística deu esse voto de confiança, esperamos a publicação do edital pacientemente e fomos surpreendidos com o notícia de que não haveria edital no ano de 2013!??? Motivo "o fechamento do Coliseu".(Engraçado constatar que para reformar o Coliseu a administração municipal conseguiu suscitar o espírito mecenas de alguns empresários, pois bem a lei do facult também prevê a possibilidade do fundo receber doações, penso que a mágica poderia se repetir) Nos reunimos com diversos artistas de vários segmentos artísticos no dia 12 de novembro, na pauta estava o Facult 2013 e nessa primeira reunião tiramos duas ações, solicitar em caráter de urgência uma reunião com o Prefeito Paulo Alexandre e tentar uma interlocução via Conselho Municipal de Cultura em sua reunião mensal que foi realizada nessa última segunda dia 18/11. Sobre a reunião com o Prefeito foi entregue um ofício na semana passada e até agora não obtivemos resposta do seu gabinete, portanto todos que tiverem algum tipo de contato com o Sr.Prefeito e puder colaborar com a causa, será bem vindo. Sobre a ultima reunião do Conselho Municipal de Cultura (CONCULT) nos foi ofertada a generosa proposta de lançar ainda esse ano um edital que contemplaria apenas 7 projetos de R$10 mil reais ou caso tenhamos paciência o edital poderia ser lançado após o carnaval de 2014 contemplando 15 projetos!? Cabe a nós classe artística e população dessa cidade aceitar o retrocesso ou ir a luta, aceitar a redução do valor investido de R$300 mil para R$70 mil é assinar um atestado de passividade, aceitar que no ano de 2013 vamos ficar sem edição do facult na esperança de que em 2014 lancem um edital com 50% do valor original é brincadeira ou no mínimo uma declaração de desrespeito com a arte produzida na cidade. Em um ano onde presenciamos um precedente bizarro do ponto de vista do investimento do dinheiro público chamado " Encenação de José Boni-fácil", fica até difícil esperar um pouco de respeito. Não nos resta outra opção a não ser gritar e exigir que a lei do facult seja cumprida, afinal quando se tem vontade política de ver as coisas acontecendo tudo se resolve. São muitas possibilidades de resolver essa questão, não podemos andar para trás. 

Caio Martinez Pacheco 
Membro do Conselho Municipal de Cultura (Teatro); integrante do Movimento Teatral da Baixada Santista;  da Cooperativa Paulista de Teatro; da Trupe Olho da Rua; do Coletivo Vila do Teatro; da Rede Brasileira de Teatro de Rua.

quarta-feira, 28 de agosto de 2013

AUDIÊNCIA PÚBLICA OFICIAL: Grupo Sílvio Santos X Patrimônio Cultural (Oficina Uzyna Uzona

AUDIÊNCIA PÚBLICA OFICIAL CONVOCADA PELO DEPUTADO PAULO RILLO (PT)
Teat(r)o Oficina x Grupo Silvio Santos

O Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico Arqueológico, Artístico e Turístico (Condephaat) liberou a Sisan, braço de especulação imobiliária do Grupo Silvio Santos, a construir torres no entorno do Teat(r)o Oficina!

Para tornar pública esta discussão, o deputado Paulo Rillo, apoiado por outros deputados e pela Comissão Cultural da Câmara dos Deputados Estaduais de São Paulo, convocou a audiência pública no Teat(r)o Oficina.

Além do deputado e de Zé Celso, está confirmada a participação de Ana Lúcia Duarte Lanna, presidente da Condephaat.

COMPAREÇA!

Data: 5 de setembro (quinta-feira)
Horário: 15 horas
Onde: Teat(r)o Oficina Uzyna Uzona


sábado, 24 de agosto de 2013

Em setembro: Encontro Nacional do Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB)

Fonte:
http://www.mabnacional.org.br/noticia/atingidos-por-barragens-fazem-encontro-hist-rico-em-s-paulo


De 2 a 5 de setembro acontece na cidade de Cotia, na Grande São Paulo, o Encontro Nacional do Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB), que contará com a participação de mais de 3 mil pessoas de todo o Brasil e representantes de cerca de 20 países. O objetivo do evento é fazer uma grande mobilização para que o governo federal institua uma Política Nacional de Direitos para essas populações, além de discutir a política energética nacional e denunciar as violações de direitos humanos que acontecem sistematicamente nas barragens em todo o país.
Há décadas o Estado brasileiro desenvolveu um marco regulatório forte para garantir a construção das hidrelétricas em todas suas etapas, desde o planejamento, concessão e liberação da obra, até a liberação de recursos financeiros necessários. Entretanto, não existe nenhuma política específica que garanta os direitos das populações atingidas que são obrigadas a sair de suas terras para dar lugar ao lago. Por isso, os atingidos por barragens fazem lutas desde os anos 70 para defender e garantir seus direitos.
A única garantia jurídica existente é o Decreto-lei nº 3.356 de 1941, que reconhece como atingidos apenas os proprietários de terra com escritura que forem desapropriados pela obra e estabelece a indenização em dinheiro como única compensação. Esse é um dos principais fatores para que apenas 30% dos atingidos recebam algum tipo de indenização no país.
Dados indicam que no Brasil já foram construídas mais de 2 mil barragens, que deslocaram em torno de 1 milhão de pessoas. Atualmente 45 grandes e pequenas barragens para geração de eletricidade estão em construção, e até 2021 a previsão é de mais 99 obras, com despejo de milhares de famílias.
Hidrelétricas na Amazônia e transnacionais
Além disso, outro tema de destaque do encontro será a construção de grandes barragens no Brasil, e em especial na Amazônia, a exemplo da Usina Hidrelétrica de Belo Monte, no rio Xingu, e do complexo hidrelétrico do rio Tapajós, ambos no Pará. Atualmente, esses são grandes focos de violação dos direitos dos povos da região, indígenas e ribeirinhos.
Os atingidos por barragens também vão problematizar o papel das transnacionais no setor. A Siemens e a Alstom, por exemplo, focos de denúncias por formação de cartel para atuação em obras do metrô e trens de São Paulo, fornecem também equipamentos para as hidrelétricas no Brasil, e estão presentes inclusive em Belo Monte.
Com relação à política energética nacional, os debates serão para reafirmar a postura do Movimento contra os leilões do petróleo e a privatização das barragens. Também será discutido o alto preço pago pela população brasileira para as tarifas de energia. Mesmo com a matriz de custo mais baixo, através de hidrelétricas, pagamos a sexta tarifa mais cara do mundo, equivalente às tarifas pagas pelos europeus, por exemplo, que tem sua principal matriz de energia elétrica baseada na geração térmica.
Serviço:
O que: Encontro Nacional do Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB)
Quando: 2 a 5 de setembro de 2013
Onde: CEMUCAM, Rua Mesopotâmia 900, Jd. Passárgada, Cotia/SP
Assessoria de imprensa: (11) 9.7266.3139 e (11) 3392.2660

quinta-feira, 8 de agosto de 2013

Nota Pública do DCE - Unifesp - "Quem Matou Ricardo?"

O Diretório Central dos Estudantes da Universidade Federal de São
Paulo vem a público relatar e se posicionar diante dos fatos ocorridos
desde quarta-feira na Vila Mathias, em Santos-SP.

Na quarta feira, 31/07, Ricardo Ferreira Gama – funcionário
terceirizado da Unifesp Baixada Santista – após responder a uma ofensa
feita a ele, foi agredido pela polícia em frente da Unidade Central,
na Rua Silva Jardim. Alguns estudantes agiram verbalmente em defesa de
Ricardo e foram ao 1º DP, aonde os policias afirmaram que levariam o
funcionário.

Chegando lá, os estudantes foram informados que Ricardo fora levado ao
4º DP. E no 4º DP, que eles estariam na Santa Casa. Ou seja, eles
estavam sendo despistados. De volta da Santa Casa, onde realmente
estavam os policias e o funcionário, foram avisados pelos próprios
policias que cometeram a agressão que o rapaz tinha sido liberado e
que estava tudo resolvido. Ele não teria feito Boletim de Ocorrência.,
pois "admitiu" que não fora agredido.

Um dos estudantes quis, ele próprio, abrir um Boletim de Ocorrência e,
a partir disso, começou a ser intimidado pelos policiais. Assustados,
os estudantes foram embora sem abrir o B.O.

Chegando na Unifesp, os estudantes foram procurados pelo Ricardo que
disse ter sido procurado em sua casa pelos policiais dizendo que se
estudantes não parassem de ir à delegacia, eles "resolveriam de outro
jeito".

Na quinta-feira (01/08) à noite viaturas com homens não fardados de
cabeça pra fora rondavam a Unifesp. Pessoas também chegaram a ir
pessoalmente na Unifesp pedir a funcionários vídeos que estudantes
teriam feito da agressão, e disseram que se ele não entregassem,
“seria pior”.

Pois, mesmo com o passo atrás em relação ao Boletim de Ocorrência e
sem nenhum vídeo publicado, na madrugada de quinta para sexta-feira
(02/08) quatro homens encapuzados mataram o Ricardo na frente de sua
casa com oito tiros.

Na segunda-feira, 05/08, houve uma roda de conversa no campus sobre o
caso puxada pela Congregação. A direção teve momentos vergonhosos,
dizendo, por exemplo, que "o caso aconteceu da porta pra fora", ou
ainda, sob risos, que "os terceirizados são tratados da mesma forma
que os demais servidores".

Isso acontece num contexto em que o país ainda se pergunta “Onde está
o Amarildo?” e em que a Baixada Santista enfrenta grupos de extermínio
matam a juventude com um único critério: a vítima é pobre, preta e
periférica.

Sabemos que a policia não garante a segurança da maioria da população
pelo contrário, sendo um dos braços do Estado ela institucionaliza o
controle social e exerce a repressão contra os trabalhadores,
principalmente os negros e pobres. As politicas de segurança publica
criminalizam qualquer ato resistente às imposições que seguem a lógica
do mercado, suas elites e do governo. Não é essa segurança que
queremos, que nos oprime, reprime e nos explora! Defendemos a
desmilitarização da policia e uma segurança publica a serviço dos
trabalhadores e não das propriedades privadas!

O Diretório Central dos Estudantes não se calará e se manterá em luta,
junto da comunidade acadêmica e da classe trabalhadora contra a
truculência e a violência policial contra a população pobre e
trabalhadora.

Não nos calaremos até que seja respondida a pergunta: QUEM MATOU O
RICARDO? E até que o Estado seja responsabilizado pelos seus crimes.

06 de agosto de 2013
Diretório Central dos Estudantes da Universidade Federal de São Paulo

#QuemMatouRicardo?

Dce Unifesp