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quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Manifesto da "Filosofia" pela Dilma - 13

Fonte: https://sites.google.com/site/manifestofilosofosprodilma/home

Manifesto

Professores e Pesquisadores de Filosofia Apoiam Dilma Rousseff para a Presidência da República


Professores e pesquisadores de Filosofia, abaixo assinados, manifestamos nosso apoio à candidatura de Dilma Rousseff à Presidência da República. Seguem-se nossas razões.

Os valores de nossa Constituição exigem compromisso e responsabilidade por parte dos representantes políticos e dos intelectuais

Nesta semana completam-se vinte e dois anos de promulgação da Constituição Federal. Embora marcada por contradições de uma sociedade que recém começava a acordar da longa noite do arbítrio, ela logrou afirmar valores que animam sonhos generosos com o futuro de nosso país. Entre os objetivos da República Federativa do Brasil estão “construir uma sociedade livre, justa e solidária”, “garantir o desenvolvimento nacional”, “erradicar a pobreza e a marginalização e reduzir as desigualdades sociais e regionais”.

A vitalidade de nossa República depende do efetivo compromisso com tais objetivos, para além da mera adesão verbal. Por parte de nossos representantes, ele deve traduzir-se em projetos claros e ações efetivas, sujeitos à responsabilização política pelos cidadãos. Dos intelectuais, espera-se o exame racionalmente responsável desses projetos e ações.

Os oito anos de governo Lula constituíram um formidável movimento na direção desses objetivos. Reconheça-se o papel do governo anterior na conquista de relativa estabilidade econômica. Ao atual governo, porém, deve-se tributar o feito inédito de conciliar crescimento da economia, controle da inflação e significativo desenvolvimento social. Nesses oito anos, a pobreza foi reduzida em mais de 40%; mais de 30 milhões de brasileiros ascenderam à classe média; a desigualdade de renda sofreu uma queda palpável. Não se tratou de um efeito natural e inevitável da estabilidade econômica. Trata-se do resultado de políticas públicas resolutamente implementadas pelo atual governo – as quais não se limitam ao Bolsa Família, mas têm nesse programa seu carro-chefe.

Tais políticas assinalam o compromisso do governo Lula com a realização dos objetivos de nossa República. Como ministra, Dilma Rousseff exerceu um papel central no sucesso dessa gestão. Cremos que sua chegada à Presidência representará a continuidade, aprofundamento e aperfeiçoamento do combate à pobreza e à desigualdade que marcou os últimos oito anos.

Há razões para duvidar que um eventual governo José Serra ofereça os mesmos prospectos. É notório o desprezo com que os programas sociais do atual governo – em particular o Bolsa Família – foram inicialmente recebidos pelos atores da coligação que sustenta o candidato. Frente ao sucesso de tais programas, José Serra vem agora verbalizar sua adesão a eles, quando não arroga para si sua primeira concepção. Não tendo ainda, passado o primeiro turno, apresentado um programa de governo, ele nos lança toda sorte de promessas – algumas das quais em franco contraste com sua gestão como governador de São Paulo – sem esclarecer como concretizá-las. O caráter errático de sua campanha justifica ceticismo quanto à consistência de seus compromissos. Seu discurso pautado por conveniências eleitorais indica aversão à responsabilidade que se espera de nossos representantes. Ironicamente, os intelectuais associados ao seu projeto político costumam tachar o governo Lula e a candidatura Dilma de populistas.

O compromisso com a inclusão social é um compromisso com a democracia


A despeito da súbita conversão da oposição às políticas sociais do atual governo, ainda ecoam entre nós os chavões disseminados por ela sobre os programas de transferência de renda implementados nos últimos anos: eles consistiriam em mera esmola assistencialista desprovida de mecanismos que possibilitem a autonomia de seus beneficiários; mais grave, constituiriam instrumento de controle populista sobre as massas pobres, visando à perpetuação no poder do PT e de seus aliados. Tais chavões repousam sobre um equívoco de direito e de fato.

A história da democracia, desde seus primeiros momentos na pólis ateniense, é a história da progressiva incorporação à comunidade política dos que outrora se viam destituídos de voz nos processos decisórios coletivos. Que tal incorporação se mostre efetiva pressupõe que os cidadãos disponham das condições materiais básicas para seu reconhecimento como tais. A cidadania exige o que Kant caracterizou como independência: o cidadão deve ser “seu próprio senhor (sui iuris)”, por conseguinte possuir “alguma propriedade (e qualquer habilidade, ofício, arte ou ciência pode contar como propriedade) que lhe possibilite o sustento”. Nossa Constituição vai ao encontro dessa exigência ao reservar um capítulo aos direitos sociais.

Os programas de transferência de renda implementados pelo governo não apenas ajudaram a proteger o país da crise econômica mundial – por induzirem o crescimento do mercado interno –, mas fortaleceram nossa democracia ao criar bases concretas para a cidadania de milhões de brasileiros. Se atentarmos ao seu formato institucional, veremos que eles proporcionam condições para a progressiva autonomia de seus beneficiários, ao invés de prendê-los em um círculo de dependência. Que mulheres e homens beneficiados por tais programas confiram seus votos às forças que lutaram por implementá-los não deve surpreender ninguém – trata-se, afinal, da lógica mesma da governança democrática. Senhoras e senhores de seu destino, porém, sua relação com tais forças será propriamente política, não mais a subserviência em que os confinavam as oligarquias.

As liberdades públicas devem ser protegidas, em particular de seus paladinos de ocasião

Nos últimos oito anos – mas especialmente neste ano eleitoral – assistiu-se à reiterada acusação, por parte de alguns intelectuais e da grande imprensa, de que o presidente Lula e seu governo atentam contra as liberdades públicas. É verdade que não há governo cujos quadros estejam inteiramente imunes às tentações do abuso de poder; é justamente esse fato que informa o desenvolvimento dos sistemas de freios e contrapesos do moderno Estado de Direito. Todavia, à parte episódios singulares – seguidos das sanções e reparos cabíveis –, um olhar sóbrio sobre o nosso país não terá dificuldade em ver que o governo tem zelado pelas garantias fundamentais previstas na Constituição e respeitado a independência das instituições encarregadas de protegê-las, como o Ministério Público, a Procuradoria Geral da República e o Supremo Tribunal Federal.

Diante disso, foi com desgosto e preocupação que vimos personalidades e intelectuais ilustres de nosso país assinarem, há duas semanas, um autointitulado “Manifesto em Defesa da Democracia”, em que acusam o governo de tramas para “solapar o regime democrático”. À conveniência da candidatura oposicionista, inventam uma nova regra de conduta presidencial: o Presidente da República deve abster-se, em qualquer contexto, de fazer política ou apoiar candidaturas. Ironicamente, observada tal regra seria impossível a reeleição para o executivo federal – instituto criado durante o governo anterior, não sem sombra de casuísmo, em circunstâncias que não mereceram o alarme da maioria de seus signatários.

Grandes veículos de comunicação sistematicamente alardeiam que o governo Lula e a candidatura Dilma representam uma ameaça à liberdade de imprensa, enquanto se notabilizam por uma cobertura militante e nem sempre responsável da atual campanha presidencial. As críticas do Presidente à grande imprensa não exigem adesão, mas tampouco atentam contra o regime democrático, em que o Presidente goza dos mesmos direitos de todo cidadão, na forma da lei. Propostas de aperfeiçoamento dos marcos legais do setor devem ser examinadas com racionalidade, a exemplo do que tem acontecido em países como a França e a Inglaterra.

Se durante a campanha do primeiro turno houve um episódio a ameaçar a liberdade de imprensa no Brasil, terá sido o estranho requerimento da Dra. Sandra Cureau, vice-procuradora-geral Eleitoral, à revista Carta Capital. De efeito intimidativo e duvidoso lastro legal, o episódio não recebeu atenção dos grandes veículos de comunicação do país, tampouco ensejou a mobilização cívica daqueles que, poucos dias antes, publicavam um manifesto contra supostas ameaças do Presidente à democracia brasileira. O zelo pelas liberdades públicas não admite dois pesos e duas medidas. Quando a evocação das garantias fundamentais se vê aliciada pelo vale-tudo eleitoral, a Constituição é rebaixada à mera retórica.

Estamos convictos de que Dilma Rousseff, se eleita, saberá proteger as liberdades públicas. Comprometidos com a defesa dessas liberdades, recomendamos o voto nela.

Em defesa do Estado laico e do respeito à diversidade de orientações espirituais, contra a instrumentalização política do discurso religioso

A Constituição Federal é suficientemente clara na afirmação do caráter laico do Estado brasileiro. É garantida aos cidadãos brasileiros a liberdade de crença e consciência, não se admitindo que identidades religiosas se imponham como condição do exercício de direitos e do respeito à dignidade fundamental de cada um. Isso não significa que a religiosidade deva ser excluída da cena pública; exige, porém, intransigência com os que pregam o ódio e a intolerância em nome de uma orientação espiritual particular.

É, pois, com preocupação que testemunhamos a instrumentalização do discurso religioso na presente corrida presidencial. Em particular, deploramos a guarida de templos ao proselitismo a favor ou contra esta ou aquela candidatura – em clara afronta à legislação eleitoral. Dilma Rousseff, em particular, tem sido alvo de campanha difamatória baseada em ilações sobre suas convicções espirituais e na deliberada distorção das posições do atual governo sobre o aborto e a liberdade de manifestação religiosa. Conclamamos ambos os candidatos ora em disputa a não cederem às intimidações dos intolerantes. Temos confiança de que um eventual governo Dilma Rousseff preservará o caráter laico do Estado brasileiro e conduzirá adequadamente a discussão de temas que, embora sensíveis a religiosidades particulares, são de notório interesse público.

O compromisso com a expansão e qualificação da universidade é condição da construção de um país próspero, justo e com desenvolvimento sustentável

É incontroverso que a prosperidade de um país se deixa medir pela qualidade e pelo grau de universalização da educação de suas crianças e de seus jovens. O Brasil tem muito por fazer nesse sentido, uma tarefa de gerações. O atual governo tem dado passos na direção certa. Programas de transferência de renda condicionam benefícios a famílias à manutenção de suas crianças na escola, diminuindo a evasão no ensino fundamental. A criação e ampliação de escolas técnicas e institutos federais têm proporcionado o aumento de vagas públicas no ensino médio. Programas como o PRODOCENCIA e o PARFOR atendem à capacitação de professores em ambos os níveis.

Em poucas áreas da governança o contraste entre a administração atual e a anterior é tão flagrante quanto nas políticas para o ensino superior e a pesquisa científica e tecnológica associadas. Durante os oito anos do governo anterior, não se criou uma nova universidade federal sequer; os equipamentos das universidades federais viram-se em vergonhosa penúria; as verbas de pesquisa estiveram constantemente à mercê de contingenciamentos; o arrocho salarial, aliado à falta de perspectivas e reconhecimento, favoreceu a aposentadoria precoce de inúmeros docentes, sem a realização de concursos públicos para a reposição satisfatória de professores. O consórcio partidário que cerca a candidatura José Serra – o mesmo que deu guarida ao governo anterior – deve explicar por que e como não reeditará essa situação.

O atual governo tem agido não apenas para a recuperação do ensino superior e da pesquisa universitária, após anos de sucateamento, como tem implementado políticas para sua expansão e qualificação – com resultados já reconhecidos pela comunidade científica internacional. O PROUNI – atacado por um dos partidos da coligação de José Serra – possibilitou o acesso à universidade para mais de 700.000 brasileiros de baixa renda. Através do REUNI, as universidades federais têm assistido a um grande crescimento na infraestrutura e na contratação, mediante concurso público, de docentes qualificados. Programas de fomento, levados a cabo pelo CNPq e pela CAPES, têm proporcionado um sensível aumento da pesquisa em ciência e tecnologia, premissa central para o desenvolvimento do país. Foram criadas 14 novas universidades federais, testemunhando-se a interiorização do ensino superior no Brasil, levando o conhecimento às regiões mais pobres, menos desenvolvidas e mais necessitadas de apoio do Estado.

Ademais, deve-se frisar que não há possibilidade de desenvolvimento sustentável e preservação de nossa biodiversidade – temas cujo protagonismo na atual campanha deve-se à contribuição de Marina Silva – sem investimentos pesados em ciência e tecnologia. Não se pode esperar que a iniciativa privada satisfaça inteiramente essa demanda. O papel do Estado como indutor da pesquisa científica é indispensável, exigindo um compromisso que se traduza em políticas públicas concretas. A ausência de projetos claros e consistentes da candidatura oposicionista, a par do lamentável retrospecto do governo anterior nessa área, motiva receios quanto ao futuro do ensino superior e do conhecimento científico no Brasil – e, com eles, da proteção de nosso meio-ambiente – no caso da vitória de José Serra. A perspectiva de continuidade e aperfeiçoamento das políticas do governo Lula para o ensino e a pesquisa universitários motiva nosso apoio à candidatura de Dilma Rousseff.

Por essas razões, apoiamos a candidatura de Dilma Rousseff à Presidência da República. Para o povo brasileiro continuar em sua jornada de reencontro consigo mesmo. Para o Brasil continuar mudando!

06 de outubro de 2010

Professores(as) e pesquisadores(as) DE FILOSOFIA interessados em assinar o manifesto, favor enviar email com nome completo, vínculo institucional e demais informações que acharem relevantes para o endereço: manifestoprodilma@gmail.com. Para conferir a lista de signatários acesse o link "assinaturas" na barra lateral. Para os demais interessados, favor conferir: http://www.petitiononline.com/prodilma/petition.html

Desabafo de psicanalista doutora da PUC- SP

*Desabafo
por Suely Rolnik*

Vale a pena ler o excelente e corajoso texto que Maria Rita Khel publicou em
sua coluna no Estadão na véspera do primeiro turno (Nota do blogueiro: texto publicado nesse blog). Para os que não sabem, a publicação deste texto causou sua demissão do jornal. A censura (do tipo velhos métodos, não tão longínquos quanto gostaríamos), teve como objeto o simples fato de uma jornalista (diga-se de passagem, de alta respeitabilidade, também como intelectual e psicanalista) ter ousado expressar uma mínima parcela do que todos nós temos obrigação de pensar, face à situação perigosamente perversa que vem se apresentando nestas
eleições.

Ao que ela escreve, eu acrescentaria que não podemos bobear de agora até o
segundo turno (pelo menos). Estejamos alertas aos estragos provocados pelo
monopólio da informação em nosso país (o tal PIG: política de informação
golpista), que expressa os interesses de apenas uma parcela mínima da
população, profundamente bichada por
subjetividades tacanhas. Um monopólio que convoca o que temos de
mais reativo: a memória colonial e escravocrata inscrita em nossos corpos de
classe média e elite brasileiras, amputada de sua dimensão de vida pública,
intoxicada de preconceitos de classe e de raça, etc., etc. Sintomas de um
narcisismo ancestral, que se aterroriza face à
desestabilização de nossos contornos, causada pela pulsação da alteridade em
nossos corpos; um terror que projetamos sobre nossos (não tão) outros com
nojo, ódio e desprezo (mesmo quando, no melhor dos casos, este sentimento se
transveste da inofensiva e estéril bondade politicamente correta). São estes
microfascismos que estão
subindo à superfície midiática sem disfarce, sem o menor pudor e cada vez
mais violentamente. O buraco de onde emergem estas forças reativas está bem
mais embaixo do que o simples ódio ao PT ou à Dilma. Este é apenas sua
atualização mais explícita no momento. E é isto o que nos deixa indignados
e, sobretudo, nos assusta.

Ativemos nosso senso de responsabilidade na construção da realidade (que
nada mais é que nossa responsabilidade perante a vida), senso tão debilitado
na história que nos constitui. Não podemos responsabilizar um candidato ou
um partido pela corrupção que certos “elementos” do mesmo possam ter
cometido, senão teríamos que responsabilizar todos aqueles que participam ou
participaram do Estado brasileiro, desde a fundação da República (o que
aliás funda o triste argumento, bastante comum em nosso país, de que todos
os políticos são igualmente corruptos e oportunistas, e que a política não
tem outro sentido, senão o de servir os interesses desta corja). É ridículo
cairmos neste argumento da mídia, que explora a despolitização doentia de
nosso país. Tampouco podemos decidir nosso voto em função de nossa
simpatia ou antipatia por este ou aquele candidato, mas sim em função de
nossa maior ou menor identificação com um projeto político e de nosso
desejo de que este projeto se imponha na condução de nosso destino, a
cada momento que nos é dada a possibilidade de escolha.

Não estou me referindo a projeto político no sentido de um puro blábláblá
retórico e/ou ideológico, mas daquilo que, de fato, se traduz na ação de um
partido. Votarei na Dilma baseada naquilo que o governo regido pelo PT sob a
presidência de Lula realizou neste 8 anos (segue, em anexo, uma lista mínima
destas realizações, comparadas às do governo FHC, que circulou na internet
antes do primeiro turno). Sabemos dos grandes avanços conquistados, seja por
nossa própria participação direta ou indireta nas diferentes ações levadas
nas áreas da educação, saúde, cultura, economia, etc., seja pela
participação de
amigos ou amigos de amigos (já que não temos quaisquer outros meios
de informação). Foram muitas, mas muitas mesmo, as pessoas que
vararam noites e mais noites, anos a fio, para fazer mover o mais que
pudessem o estado de inércia patológica do pensamento em nosso
país pós-ditadura, de modo a abrir espaços inéditos de
exercício democrático, na reinvenção permanente de nossas existências
individual e coletiva, em função do que a vida nos indica e nos exige.
Infelizmente, a grande maioria não tem acesso a estas
informações, exatamente em razão do poder absoluto do tal PIG no Brasil
(aliás, nesse aspecto, nosso país se distingue de quase todo o resto
do planeta, a começar por nosso próprio continente). Muitos de nós
nos angustiamos com esse monopólio descarado da informação que
tem emporcalhado de microfascismos as páginas dos jornais e revistas e
a tela das TVs, mas na hora H as forças reativas tendem a vencer em
nós mesmos, talvez por nossa incapacidade de lidar com o que nos
causa tamanho desconforto com a situação atual, um desconforto que,
inclusive, traz à tona a memória do trauma da ditadura, que até hoje não
conseguimos sequer começar a elaborar. É patético, por exemplo, deixarmos
passar a operação sinistra do pior de nossas elites, via mídia, que
transforma a resistência à ditadura em coisa de vagabundo e assassino (o que
é mais espantoso ainda, quando esse tipo de argumento é usado para a
campanha eleitoral de um candidato que tem um “passado de esquerda” e o
reivindica como parte de seu show) . Morro
de vergonha!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
Bem é um desabafo. Espero contar com muitos outros ousando pensar e agir
contra esta situação, como vem ocorrendo pelo menos via internet, esta zona
franca que escapa por todos os lados ao confinamento imposto pelo PIG.

Abs, Suely.

*Suely Rolnik é psicanalista, Professora Titular da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo e ensaísta.
Viveu em Paris de 1970 a 1979, onde fez grande parte dos estudos universitários e iniciou a carreira de psicóloga, analista institucional e professora de Psicologia.


*Governo Lula:*

1) reduziu a inflação de 12,5% (2002) para 5,9% (2008) ao ano; a taxa média
anual de inflação no governo Lula (6% ao ano) é menos da metade da que
tivemos no governo FHC (12,5% ao ano);

2) aumentou o salário mínimo para o seu maior patamar em 40 anos, com um
aumento real de 46%;

3) reduziu a relação dívida/PIB de 55,5% para 37% do PIB;

4) acumulou um superávit comercial de US$ 229 Bilhões;

5) pagou toda a dívida com o FMI e com o Clube de Paris e o Brasil se tornou
credor do FMI, algo inédito na história do país, para quem emprestou US$ 10
Bilhões;

6) reduziu o déficit público nominal de 4% do PIB (2002) para 1,5% do PIB
(2008);

7) ampliou a capacidade de investimentos do Estado; Os investimentos do
governo federal e das estatais par a 2009 estão previstos em R$ 90 Bilhões;

8) aumentou as exportações de US$ 60 Bilhões/ano (2002) para US$
198 bilhões/ano (2008) acumulando um crescimento de 230% em 6 anos;

9) aumentou as reservas internacionais líquidas de US$ 16 Bilhões (2002)
para US$ 209 Bilhões (2009);

10) ampliou o Pronaf de R$ 2,5 Bilhões/ano (2002) para R$ 12,5 Bilhões/ano
(2008);

11) a concentração de renda e as desigualdades sociais
diminuíram sensivelmente; o índice de Gini atingiu o menor patamar da
História;

12) gerou 7,7 milhões de empregos formais entre 2003/2008;

13) reduziu o percentual da população brasileira que vive abaixo da linha de
pobreza de 28% (2002) para 19% (2006), segundo o IPEA;

14) elevou os gastos sociais públicos para 18% do PIB;

15) o BNDES emprestou R$ 92 Bilhões em 2008 para o setor produtivo, contra
cerca de R$ 20 Bilhões em 2002;

16) fez o Brasil se tornar credor externo, com um saldo positivo de US$ 23
Bilhões, algo inédito na História do país;

17) criou programas sociais inclusivos, como o Bolsa-Família, ProUni, Brasil
Sorridente, Farmácia Popular, Luz Para Todos, entre outros, que beneficiaram
aos pobres e miseráveis;

18) iniciou novas grandes obras de infra-estrutura (rodovias, ferrovias,
usinas hidrelétricas, etc) financiadas tanto com recursos públicos como
privados. Exemplos: Usinas do Rio Madeira, Transnordestina, Ferrovia
Norte-Sul, recuperação das rodovias federais, duplicação de milhares de
quilometros de rodovias;

19) anulou portaria do governo FHC que proibia a construção de
escolas técnicas federais e iniciou a construção de dezenas de novas
unidades e que foram transformadas em Institutos Superiores de
Educação Tecnológica;

20) criou o Reuni, que iniciou um novo processo de expansão
das universidades públicas, a umentando consideravelmente o número
de universidades, de campus e de vagas nas mesmas;

21) os lucros do setor produtivo cresceram quase 200% no primeiro mandato em
relação ao governo FHC;

22) fez o Estado voltar a atuar como importante investidor da economia.
Exemplos disso: a criação da BrOI, que têm 49% do seu capital nas mãos do
Estado; a compra e incorporação de bancos estaduais pelo Banco do Brasil (da
Nossa Caixa, do Piauí, Santa
Catarina e Espírito Santo) evitando que fossem privatizados; a participação
da Petrobras em 2 grandes petroquímicas nacionais (a Braskem, com 30% do
capital nas mãos da Petrobras; a Ultra, com 40% do capital nas mãos da
Petrobras); o aumento da participação dos bancos públicos (BNDES, CEF, BB,
BNB) no fornecimento de crédito para a economia do país;

23) elevou o volume de crédito na economia brasileira de cerca de 23% do
PIB, em 2002, para 43% do PIB, em 2009;

24) cr iação do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) que
prevê investimentos públicos e privados de R$ 646 Bilhões entre
2007/2010; até 2013 os investimentos previstos chegam a R$ 1,14 Trilhão;

25) reduziu a taxa de desemprego de 10,5% (Dezembro de 2002) para
6,8% (Dezembro de 2008);

26) reduziu os gastos públicos com pagamento de juros da dívida pública para
5,9% do PIB (em 2008),representando uma queda de cerca de 36% quando
comparado com o segundo mandato de FHC.

domingo, 10 de outubro de 2010

Mentiras de Lula....


Tenho recebido algumas mensagens golpistas, insanas e mentirosas sobre o PT, Lula e Dilma. Como é prática recorrente do PIG, agora seus eleitores amestrados tomam a mesma conduta, agressiva e rancorosa. Sobre um em especial, publico a resposta com a postagem do site Conversa Afiada, que ao contrário de acusações sem provas contra Lula e PT, demonstra as fontes de pesquisa e investigação contra o Serra. Falta ainda, nessa postagem, citar as seguintes mentiras:

- "As classes de 1º ano do ensino público tem duas professoras"
Nunca vi isso na escola que trabalho. Uma vez (por seis meses) teve uma estagiária, ainda estudante, que acompanhava a professora e ganhava uma bolsa. É óbvio que estágio já existe há muito tempo antes da gestão do Serra, sendo mentira que ele instituiu isso em seu governo, além do que estagiário está preocupado em aprender, não em ensinar, como um professor profissional.

- "O PCC foi instinto"
Como dou aula em periferia, muitos dos "manos", sabem que o PCC continua forte e atuante. Vemos há dois meses, em São Paulo, ataques de tiros a Departamentos de Polícia, fazendo com que tomassem próvidências de isolamento de ruas como na época do terrorismo anterior. Se não foi o PCC, certamente foi de outra organização criminosa de São Paulo.

- "Realizamos e realizaremos concursos para completar o quadro de docentes nas escolas estaduais."
Outra mentira deslavada, já que o concurso, com milhares de inscritos qualificados (que passaram nos testes), que poderiam completar o quadro desfalcado de professores, tiveram cerca de apenas 200 docentes por disciplina convocados, quase 10 mil, restando ainda quase metade dos cargos a preencher. Temos 100.000 temporários de 217.000 que trabalham nas escolas estaduais. (Ver dados da apeoesp.)

- "milhões de reais em investimentos nas escolas"
Mentira: em minha escola tinha uma placa com investimentos de 173.000 reais. Foram feitos serviços de pintura e troca das traves da quadra. Isso custa tudo isso? Em cada escola tem uma placa dessa, com valores semelhantes. Pra onde foi a grana? Pra escola pública não foi.

- Ainda falta dizer sobre a privatização do maior hospital do Estado de São Paulo, um andar inteiro do Hospital das Clínicas foi passado para os convênios e planos de saúde privados usar "a vontade".

Continuando com o Paulo Henrique Amorim:


O programa do Serra no horário eleitoral deste sábado terminou com uma senhora paulistíssima, com jeitão de “amiga” da D. Ruth, a folhear um jornal e insinuar que a Dilma é responsável por tudo o que se atribui à Erenice.

A “amiga” da D. Ruth, portanto, substituiu a denúncia do aborto do programa da manhã.

Das duas, uma.

Ou as pesquisas de qualidade mostraram que o aborto era um tiro no pé.

Ou ele considera que o mal à Dilma já está feito.

Ele fixou a imagem de santarrão e, ela, de criminosa, cúmplice das aborteiras mais inescrupulosas.

O PiG (*) desta manhã de domingo – tanto a Folha (**) quanto o Estadão – anunciam que, nos debates, ele será o “Serrinha é do bem”.

Será o Serrinha santarrão, Tartufo, nas entradas ao vivo no horário eleitoral.

Mas, na hora de o trator passar por cima da cabeça da mãe, o Serra estará em off: virá no fim do horário eleitoral, colado ao programa da Dilma, ou, rotineiramente, o PiG (*) usará o trator por ele.

O PiG (*) se dedica, por ele mesmo, a desconstruir a Dilma.

E a Veja a procurar companheiras de cela da Dilma.

O Conversa Afiada diz isso porque recebeu a informação de que a Veja procurou uma companheira da Dilma de cela.

Só que ela mandou a Veja procurar a Dilma.

Na Veja que está nas bancas, vê-se que ela foi atrás de uma companheira da Dilma, a Tupamara.

Mas deu com os burros n’água, porque o desmentido à reportagem saiu antes de a Veja chegar às bancas.

Mas, a Veja ainda achará o torturador da Dilma, como a Folha (**) achou que o homem trabalhava para os órgãos de repressão e fazia a campana da Dilma.

É uma divisão de trabalho.

O PiG (*) faz o trabalho sujo e o Serra faz o trabalho limpo.

Essa estratégia é a de quem está numa situação de vida ou morte.

Serra dá as últimas braçadas de um afogado.

Ele fará QUALQUER COISA !

Ele não tem escrúpulos !

No dia 1º. de novembro ele vai ser líder de um partido minoritário, que definha a cada eleição: a UDN de São Paulo.

Ele tem que passar o trator agora.

E a Dilma tem que tirar as luvas.

Tem que responder aos ataques.

A campanha “economicista” já colou.

O Lula pendurou o FHC no pescoço do Serra.

Só que a guerra mudou de trincheira.

Foi para o aborto e a Erenice.

Para a destruição de caráter.

E o Serra, aí, é impune.

Ele pode fazer qualquer coisa, porque o PiG (*) lhe dá refugio, o protege.

Uma primeira providência da Dilma seria, por exemplo, afastar as vozes do Bom Senso, os Moderados e Bem-Pensantes.

O Palocci, por exemplo, que quer ganhar a eleição e continuar a escrever para o Globo.

Ganhar sem sujar as mãos.

O Cardozo, por exemplo.

Ele quer ganhar a eleição sem brigar com ninguém, ir para o Supremo com o apoio do PiG (*), e ser convidado para jantar com o Daniel Dantas.

Esse é o pessoal “bonzinho” da Dilma.

Que faz qualquer negócio para sair nas paginas amarelas da Veja, dar uma entrevista à urubóloga Miriam Leitão na GloboNews.

Tem que fazer como a Marilena Chauí: não falar mais com o PiG (*).

Não fosse o precedente do Golpe do Ali Kamel em 2006, seria até uma boa ideia não ir ao debate da Globo.

Clique aqui para ler “O primeiro Golpe já houve, falta o segundo”.

O único púlpito da Dilma é o horário eleitoral.

E, nele, a Dilma tem que desmascarar o Serra, como recomendam o Mino e o Mauricio Dias na Carta Capital que está nas bancas.

Sobre Valores, e Ética, por exemplo.

Basta pedir à Monica Bérgamo para contar a história do filho que o Fernando Henrique – que bom pai ! – levou quinze anos para reconhecer.

Sobre o aborto.

Ir ao site “Amigos do Presidente Lula” e mostrar que o Serra foi o único Ministro da Saúde que assinou portaria para realizar a aborto no âmbito do SUS.

Sobre “eu não mudo de idéia”, sou “coerente”.

Ir ao Conversa Afiada e exibir no horário eleitoral o vídeo em que ele diz ao Boris Casoy que cumprirá o mandato de prefeito e, se não cumprir, que ninguém nunca mais vote nele.

Pegar no Conversa Afiada o documento com o timbre da Folha (**) em que ele diz que vai cumprir o mandato de prefeito até o fim.

A Dilma quebrou o sigilo da filha do Serra, coitadinha.

É só mostrar a reportagem do Leandro Fortes na Carta Capital: a filha do Serra e a irmã do Dantas quebraram 30 milhões de sigilos, numa empresinha que elas tinham.

Por falar nisso, Dilma.

Sem que o Cardozo e o Palocci saibam, detona a filha do Serra e a irmã do Dantas.

Exiba o documento do Governo da Florida que registra a empresa delas em Miami (em Miami !, Dilma, onde se localiza a maior lavanderia do mundo, depois do Banestado).

Quem trouxe a família para a campanha foi ele.

A mulher dele, tão simpática, especialmente de óculos de moldura vermelha.

Foi ela quem disse na Baixada Fluminense que você matava criancinhas.

Sobre a “democracia” e a defesa intransigente da “liberdade de imprensa”, mostre como ele agride jornalistas, especialmente jornalistas mulheres.

Como o Serra agasalhou um terreno que a Globo invadia há onze anos e transformou numa escola técnica para formar quadros para a Globo.

(O Palocci vai ficar nervosíssimo se você fizer isso !)

Reproduza o diálogo dele com o Heródoto Barbero, no Roda Morta, da TV Cultura, sobre pedágio.

E conte que, por causa disso, o Heródoto foi devidamente defenestrado.

Mostre os documentos que a Namaria publicou sobre as assinaturas da Veja, da Folha (**) e do Estadão que ele comprou com o dinheiro do povo de São Paulo para distribuir às escolas.

Essa é a “imprensa livre” dele.

Serra vendeu o Brasil.

Contratar alguém com a voz grave do Celso Freitas e ler, um por um, o nome das empresas que ele vendeu com o FHC.

Ao lado, o logo da empresa.

Uma por uma.

E a frase do Delfim: eles venderam tudo e aumentaram a divida.

Qualquer dona de casa entende isso.

Sobre o “me formei” economista, que ele diz no programa dele.

Cadê o diploma dele, Dilma ?

Faça o que a Dra. Cureau não fez: exija o diploma dele.

No Brasil, ele não pode dizer à Justiça Eleitoral – mostre a foto – que é economista, porque ele não tem diploma válido em território nacional.

Ele mente, Dilma.

Mostre o decreto dos genéricos.

Foi o Ministro da Saúde Jamil Haddad quem assinou e, não ele, que se atribui o titulo de “melhor Ministro da Saúde”.

(Quem disse isso foi o amigão dele, o Ministro serrista Nelson Jobim, o da babá eletrônica para agradar o Gilmar Dantas (**).)

Melhor Ministro da Saúde, quem ?

Não foi na gestão dele que compraram ambulâncias super-faturadas ?

Cadê o Barjas Negri, Dilma ?

O Abel, coitado, morreu, mas o Negri poderia dar um depoimento sobre as ambulâncias …

Peça àquele mesmo locutor para ler os votos do Serra contra o trabalhador na Constituinte.

Só votou contra o trabalhador.

O Conversa Afiada já publicou isso e o Artur Henrique da CUT sabe onde achar.

Vá atrás do passado dele.

Que história é essa de aparecer numa foto ao lado do Jango ?

Ele fugiu, Dilma.

E diz em off: eu enfrentei os militares e a Dilma, cadê a Dilma ?

Diga que enquanto ele fugia você era torturada.

Dilma, como é que um presidente da UNE – que comia criancinhas – vai ao comício do grande comedor de criancinhas – o Jango -, foge para o Chile do comededor de criancinhas, o Salvador Allende, casa com uma Allende, e depois, aparece nos Estados Unidos para “dar aula” ?

Que história é essa ?

Pergunta ao Gabeira se ele pode entrar nos Estados Unidos.

Por que o Serra entrou e ficou lá numa nice ?

Vamos falar da Erenice, Dilma.

Fala do Engavetador Geral da Republica.

Do projeto Sivam.

Da pasta rosa.

Da compra da re-eleição.

Da privataria, como diz o Elio Gaspari.

Mostra aquele exemplar da Carta Capital que transcreve os diálogos do Fernando Henrique com o André Lara Resende: “vamos usar a bomba atômica”.

Do Mendonção com o Ricardo Sérgio de Oliveira: “isso vai dar m …”.

Aquele momento Péricles de Atenas do Governo FHC.

Mostra aquelas fotos do Serra com o martelo dos leilões da privatização, a beijar a Helena de Tróia.

Pede ao Nassif para resumir o livro dele “Cabeças de Planilha”.

Ele conta como o FHC fixou o Real na entrada do Plano, e beneficiou o André e os clientes dele.

(O André jamais processou o Nassif.)

Pede ao Malan para contar que o Serra boicotou o Plano Real e tentou derrubar o Malan.

Dilma, você já percebeu – está no Estadão de hoje, na página 2 – que o Malan defende o FHC, mas não apóia o Serra ?

Por que será, hein ?

Vamos falar do Ricardo Sergio, Dilma ?

Ele foi o chefe da campanha do FHC e do Serra.

Pergunta ao Benjamin Steinbruch quem é o Ricardo Sergio.

Pergunta à família do Antonio Ermírio de Moraes.

E o Preciado ?

Lembra do Preciado ?

Aquele da privatização do Banespa e da Ilha do Urubu, que o Emiliano José e o Leandro Fortes descreveram tão bem.

Quem entende muito de Preciado é o Fernando Rodrigues, da Folha (**).

É só mandar buscar as reportagens dele, quando o rabo da Folha (**) ainda não estava preso.

O Amaury Ribeiro preferiu esperar as eleições para lançar o livro dele.

Mas, o Conversa Afiada já divulgou o prefacio do livro do Amaury, o que provocou um “alopramento” generalizado na campanha do Serra.

Clique aqui para ler esse prefacio, que o Conversa Afiada re-publicou, a pedidos.

Ali há informações preciosas (sem trocadilho).

Dilma como é que um homem público, que passou a vida toda com salário de parlamentar, governador e “professor” comprou aquela casinha em que vive ?

A casa é dele, Dilma ?

Está no Imposto de Renda ? Por quanto ?

Se ele vier de “mensalão”, devolva com “mensalão tucano de Minas”, Eduardo Azeredo e o “valerioduto” cheio de dinheiro do Dantas (o Palocci e o Cardozo não podem ouvir falar nisso).

Dilma, você já ouviu falar no Flavio Bierrembach ?

O Flavio é um homem honrado.

Ele era candidato a deputado com o Serra e acusou o Serra de ladrão.

O Serra foi para cima dele.

Por azar, a ação caiu na mão do Juiz Walter Maierovitch.

Maierovitch chamou o Bierrembach às falas: que historia é essa de chamar alguém de ladrão, sem provas ?

O Bierrembach pediu “exceção da verdade” – ou seja, quero provar o que digo.

Maierovitch imediatamente deu ao Bierrembach o direito de provar o que dizia.

Dilma, sabe o que o Serra fez ?

Engavetou a ação.

Chama o Bierrembach para contar essa história.

Chama o Maierovitch – e só ligar para a Mara, secretária do Mino, na Carta Capital, que a Mara acha o Maierovitch rapidinho.

E põe uma claquete assim: “O Serra não deixou a Justiça provar que ele não é ladrão”.

Querer ganhar eleição do Serra com o IBGE não basta.

Ele faz e diz QUALQUER COISA !

Dilma, e o telefonema do Serra para o Gilmar Dantas (***) ?

Mostra aquela foto dele no auditório e o voto do Gilmar no dia seguinte.

Esses dois, Dilma, fazem qualquer coisa.

E trate de ganhar a eleição com bastante folga.

Porque essa urna eletrônica sem o papelzinho do Brizola é um convite à fraude.

E se for para o tapetão, o Marco Aurélio de Mello está lá e o Gilmar fica na reserva.

Um perigo !

Sobre o massacre do PiG (*) contra a Petrobrás, para impedir que você use a Petrobrás na campanha.

Dilma, você conhece a história do John Kerry ?

O John Kerry combateu no Vietnã e foi condecorado TRÊS VÊZES.

Ele tem a “Purple Heart”, a medalha de que os americanos mais se orgulham.

Ele dirigia missões de destreza e rapidez, nuns barquinhos, os Swifts, com poucos companheiros a bordo.

Uma espécie de SWAT.

Em diferentes ações, Kerry foi ferido, matou um vietcong que o tinha atacado e salvou a vida de subordinados.

Ele foi candidato à Presidência contra o Bush, na segunda vez.

Bush fazia nos debates o “Bushinho paz e amor”.

Bush era “do bem”.

Como “Serra é do bem”.

Mas, por trás, veio o trator – cheio de grana.

Criou-se um grupo auto-intitulado de “Veteranos dos Swift em Busca da Verdade”.

Eles produziram um documentário – com dinheiro de quem, Dilma ? – para demonstrar que Kerry não podia ser presidente.

Porque ele mentiu sobre o seu papel no Vietnã.

Que ele não merecia nenhuma daquelas medalhas.

Era um líder inepto.

E, no fundo, no fundo, um covarde.

Os “amigos do presidente Serra” compraram horário nas televisões do interior para exibir o documentário.

(Lá não tem horário eleitoral gratuito.)

Como Kerry tinha dito, ao sentar praça, que era contra a Guerra do Vietnã, ele foi estigmatizado pelos “Veteranos dos Swift”: um Traidor da Pátria, um Vendilhão da Pátria.

Veja bem, Dilma, TRÊS medalhas por bravura !

E passou a campanha sem poder invocar seu passado heróico.

O Serra é assim também: capaz de tudo.

O bye-bye Serra forever não se dará mais com a Economia.

Não basta pendurar o FHC no pescoço do Serra.

O Serra levou o jogo para o campo dele – a vala negra.

O da calhordice, como diz o Ciro, um especialista na alma do Serra.

Neste momento, essa história de não “baixar o nível” só funcionaria em eleição para Madre Superiora.

Paulo Henrique Amorim

(*) Em nenhuma democracia séria do mundo, jornais conservadores, de baixa qualidade técnica e até sensacionalistas, e uma única rede de televisão têm a importância que têm no Brasil. Eles se transformaram num partido político – o PiG, Partido da Imprensa Golpista.

(**) Folha é um jornal que não se deve deixar a avó ler, porque publica palavrões. Além disso, Folha é aquele jornal que entrevista Daniel Dantas DEPOIS de condenado e pergunta o que ele achou da investigação; da “ditabranda”; da ficha falsa da Dilma; que veste FHC com o manto de “bom caráter”, porque, depois de 18 anos, reconheceu um filho; que avacalha o Presidente Lula por causa de um comercial de TV; que publica artigo sórdido de ex-militante do PT; e que é o que é, porque o dono é o que é; nos anos militares, a Folha emprestava carros de reportagem aos torturadores.